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12/03/2020

Vimeca: funcionários denunciam falta de medidas no combate ao coronavírus

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informação disponibilizada
aos colaboradores Vimeca
Motoristas da Vimeca, empresa que opera nos concelhos da Amadora, Oeiras e Sintra, denunciam falta de medidas da empresa na prevenção do coronavírus.

A empresa já afixou no local de trabalho acessível a todos os motoristas, os procedimentos a tomar em caso de suspeita de infeção com o Covid-19 por parte de algum colaborador. Área de isolamento, contacto com a Direção Geral de Saúde, e acompanhamento por parte do médico da empresa, estão entre as medidas a adotar. Todavia, os funcionários, sobretudo motoristas, queixam-se da falta de medidas preventivas como a distribuição de kits com mascara e gel desinfetante, bem como reforço da limpeza dos autocarros. Até agora, apenas foi colocado gel de álcool desinfetante nas áreas comuns na sede da empresa.

Ao contrario de outras empresas congéneres que reforçaram a limpeza dos autocarros em áreas de acesso comum como corrimões, cadeiras e validadores, e que estão a aconselhar os passageiros a manterem uma distância de segurança em relação ao motorista, bem como evitar a compra de títulos a bordo das viaturas de forma a reduzir o contacto com o motorista, nas carreiras da Vimeca/Lisboa Transporte presenciamos autocarros apinhados de gente, como tivemos oportunidade de testemunhar em horas de ponta nas carreiras como a 106, 113, 114, entre outras. Observámos em alguns casos pessoas sem se poderem mexer devido à lotação dos autocarros ser largamente excedida. Os passageiros também corroboram, acusando a empresa de falhar com muitas carreiras, vendo-se obrigados a viajarem em viaturas sobrelotadas, sem condições, sem ar condicionado, e sujeitas a contactar em com pessoas possivelmente infetadas devido à falta de espaço. "Não temos condições de nos acautelar de possíveis contágios!" - Dizem.

Pelo que apuramos junto da empresa que faz a limpeza dos autocarros, citando trabalhadoras que falaram sob anonimato, o aparecimento do coronavírus não alterou a forma como as viaturas são limpas, mantendo exatamente o mesmo procedimento que era tomado antes do aparecimento do vírus. Os autocarros apenas são limpos quando recolhem no final do dia. Segundo alguns motoristas que também querem manter o anonimato, há autocarros a circularem 16 a 18 horas por dia com várias rendições de motoristas, muitas delas a meio da viagem, o que obriga o motorista a sentar-se no banco deixado segundos antes pelo colega, e conduzir o veículo e mexer nos equipamentos sem qualquer desinfeção e higienização. E acusam que sem medidas mais robustas na prevenção da doença, a saúde dos motoristas e dos clientes que utilizam os autocarros da Vimeca/Lisboa Transportes está em risco.

Pelo que percebemos, existem outras empresas de transporte que ainda não tomaram medidas para minimizar os efeitos de contágio, ao contrário de STCP, Carris, SMTUC, Transtejo, Soflusa, empresas de metro, CP e Fertagus que já providenciaram planos mais alargados na prevenção da doença.

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