"Atirei-me para a cabeça do touro". A declaração, aos 71 anos, de Henrique Cayolla não é suicida: embora transpire ânimo e vigor, este utente do metropolitano do Porto não tenciona ser forcado. Quer, antes, "abanar as pessoas" e contribuir para "defender o interesse comum".
O touro, esse, terá duas faces: "o povo que não está habituado a tomar iniciativas" e os governantes do país, a quem fará chegar a sua "Petição do metro para a Trofa", que criou sozinho e movido pelo espírito inconformado, interventivo e avesso à resignação.
Henrique Cayolla procura que "haja a consciência de que há poder, nomeadamente através da Internet, de as pessoas fazerem ver os seus direitos".
No caso, o da reposição de um meio de transporte - o comboio de via estreita que ligava a Trindade, no Porto, à Trofa, passado pela Maia - suprimido há quase uma década com a promessa da extensão da Linha Verde do metro até à Trofa.
Contemplada na primeira fase do metropolitano, a obra foi sendo protelada, mas os carris chegaram até ao ISMAI, na Maia. Houve promessas e atrasos incontáveis, um memorando de entendimento em 2007 e um compromisso firmado em território trofense, pela ex-secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, em vésperas das legislativas de 2009, com um convicto "vamos ter metro na Trofa já".
Finalmente, e passados mais de três meses do lançamento do concurso público, o procedimento foi cumprido. Neste ano, chegou-se à conclusão de que, afinal, não há dinheiro.
A empreitada foi retirada do plano de actividades da Metro do Porto. "O Governo tinha de assumir o compromisso. Não pode haver o pretexto de falta de verbas", diz Cayolla, que quer o maior número de assinaturas possível.
Alojado em http://www.peticaopublica.com/, o documento está na Internet desde o passado dia 31.
in: jn.sapo.pt secção "Porto" de 7 Nov/10
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07/11/2010
25/01/2008
Grupo de utentes da CP lança petição on-line
Segundo a agência Lusa e o semanário «Sol», um grupo de utentes dos comboios urbanos do Porto vai lançar uma petição on-line com vista a sensibilizar a CP a diminuír o tempo de percurso entre o Porto e Braga para 40 minutos, tendo a CP para o efeito, segundo a proposta de José Pedro Santos promotor da iniciativa, de serem eliminadas algumas paragens.
Actualmente o percurso pode demorar até 75 minutos numa distância de apênas 50 quilómetros, como explica José Pedro Santos:
«Dado tratar-se da terceira e segunda maiores cidades de Portugal, respectivamente, e a distância entre as duas capitais de distrito ser de apenas 50 quilómetros, o tempo de viagem é exagerado, sobretudo para as centenas de pessoas que diariamente usam o comboio pendular» - refere.
A CP por seu turno demonstrou interesse em analisar esta situação, referindo que está em curso a reestruturação dos horários daquela linha, que resultarão da diminuíção do tempo de percurso.
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08/09/2007
Petição on-line exige regresso dos carros eléctricos a Braga
Uma petição está a circular por via electrónica sugerindo, à Câmara de Braga, que equacione o regresso do eléctrico às ruas da cidade. O principal e primeiro subscritor do documento é Pedro Morgado, autor do blogue "Avenida Central", local onde a ideia começou a ganhar forma. A petição começa por referir que "o eléctrico é um meio de transporte muito utilizado ao longo do século XX, nas maiores cidades de todo o Mundo. O eléctrico faz normalmente percursos turísticos, mas o facto de ter prioridade sobre os demais transportes terrestres leva a que se tenha tornado um meio de transporte rápido, utilizado por largos sectores da sociedade no seu dia-a-dia".
Historiando a vida do eléctrico em Braga, que começou em 1914 e teve o seu auge de popularidade nos anos cinquenta, Pedro Morgado lembra que "em 1963, devido à acelerada degradação da qualidade do serviço prestado pelo eléctrico, a Câmara de Braga passa a privilegiar o uso de troleicarros, transporte que será utilizado até 1979. Tanto os troleicarros como o eléctrico circulavam em duas linhas uma desde o Monte de Arcos até ao Parque da Ponte e outra desde o Elevador do Bom Jesus até à estação de caminhos-de-ferro".
Os subscritores, que até ao dia de ontem rondavam os 130, apoiam uma ideia que "deixou muita saudade" e que "uma Braga moderna e acolhedora, do século XXI, não pode deixar de ponderar seriamente". E sugestões não faltam "a aposta não seria exclusivamente turística, uma vez que o eléctrico seria uma excelente alternativa a algumas das linhas de autocarros dos TUB e poderia servir, no imediato, a tão desejada e necessária ligação entre a estação de caminhos-de-ferro e a Universidade do Minho, seguindo depois para o Bom Jesus".
Uma das maiores curiosidades é que há assinantes de vários concelhos do distrito de Braga agradados com "uma ideia útil e ecológica que daria à cidade de Braga uma mais-valia não só em termos turísticos, mas também a outros níveis". Fernando Guedes lembra, por exemplo, que "o eléctrico é uma boa alternativa ao metro, tendo em conta as características da cidade e inerentes dificuldades para a construção de uma linha de metro". Pedro Marques alinha pelo diapasão da grande maioria dos subscritores "Se for possível a sua execução tendo em conta o orçamento da Câmara penso que é uma excelente ideia, não só turística, mas mesmo para todos nós bracarenses de se tornar um meio de transporte privilegiado". A Câmara de Braga, para já, remete-se ao silêncio e não quis prestar declarações sobre as intenções explanadas nesta petição.
Fazendo um pouco de história, recorde-se que os carros eléctricos foram substituídos, em 1961, quando a Câmara adquire a totalidade do material fixo e a quase totalidade do móvel do sistema de troleicarros da cidade alemã de Heilbronn nove viaturas, camiões-torre de apoio e todo o material acessório, cabos eléctricos, suportes, ligadores, etc..
A primeira viagem oficial, de teste, com o troleicarro a ser conduzido por um motorista dos Serviços de Transportes Colectivos do Porto, tem lugar a 4 de Outubro de 1962. A 28 de maio de 1963, é oficialmente inaugurado o sistema de troleicarros de Braga que compreende as mesmas duas linhas dos carros eléctricos do Monte d'Arcos à Ponte de S. João e de Maximinos ao Bom Jesus do Monte.
in: www.jn.pt secção: Norte de 8/Set.
Historiando a vida do eléctrico em Braga, que começou em 1914 e teve o seu auge de popularidade nos anos cinquenta, Pedro Morgado lembra que "em 1963, devido à acelerada degradação da qualidade do serviço prestado pelo eléctrico, a Câmara de Braga passa a privilegiar o uso de troleicarros, transporte que será utilizado até 1979. Tanto os troleicarros como o eléctrico circulavam em duas linhas uma desde o Monte de Arcos até ao Parque da Ponte e outra desde o Elevador do Bom Jesus até à estação de caminhos-de-ferro".
Os subscritores, que até ao dia de ontem rondavam os 130, apoiam uma ideia que "deixou muita saudade" e que "uma Braga moderna e acolhedora, do século XXI, não pode deixar de ponderar seriamente". E sugestões não faltam "a aposta não seria exclusivamente turística, uma vez que o eléctrico seria uma excelente alternativa a algumas das linhas de autocarros dos TUB e poderia servir, no imediato, a tão desejada e necessária ligação entre a estação de caminhos-de-ferro e a Universidade do Minho, seguindo depois para o Bom Jesus".
Uma das maiores curiosidades é que há assinantes de vários concelhos do distrito de Braga agradados com "uma ideia útil e ecológica que daria à cidade de Braga uma mais-valia não só em termos turísticos, mas também a outros níveis". Fernando Guedes lembra, por exemplo, que "o eléctrico é uma boa alternativa ao metro, tendo em conta as características da cidade e inerentes dificuldades para a construção de uma linha de metro". Pedro Marques alinha pelo diapasão da grande maioria dos subscritores "Se for possível a sua execução tendo em conta o orçamento da Câmara penso que é uma excelente ideia, não só turística, mas mesmo para todos nós bracarenses de se tornar um meio de transporte privilegiado". A Câmara de Braga, para já, remete-se ao silêncio e não quis prestar declarações sobre as intenções explanadas nesta petição.
Fazendo um pouco de história, recorde-se que os carros eléctricos foram substituídos, em 1961, quando a Câmara adquire a totalidade do material fixo e a quase totalidade do móvel do sistema de troleicarros da cidade alemã de Heilbronn nove viaturas, camiões-torre de apoio e todo o material acessório, cabos eléctricos, suportes, ligadores, etc..
A primeira viagem oficial, de teste, com o troleicarro a ser conduzido por um motorista dos Serviços de Transportes Colectivos do Porto, tem lugar a 4 de Outubro de 1962. A 28 de maio de 1963, é oficialmente inaugurado o sistema de troleicarros de Braga que compreende as mesmas duas linhas dos carros eléctricos do Monte d'Arcos à Ponte de S. João e de Maximinos ao Bom Jesus do Monte.
in: www.jn.pt secção: Norte de 8/Set.
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