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12/07/2010

PEC pode levar a suspender Metro Mondego, um projecto com obras já em curso

O presidente da Metro Mondego, Álvaro Maia Seco, diz esperar nas próximas semanas uma decisão do Governo sobre o futuro do projecto de metro ligeiro de superfície entre Serpins e Coimbra, admitindo que em cima da mesa estão vários cenários que vão do adiamento do calendário de obras à própria suspensão do projecto.


Esta é a hipótese mais radical para cumprir os limites ao endividamento do sector empresarial do Estado, e obrigará ao pagamento de indeminizações ao empreiteiro já no terreno.


Apesar de admitir a necessidade de se ajustarem os investimentos públicos à situação financeira do país, Maia Seco diz que no âmbito da reprogramação das obras do Metro Mondego "há soluções aceitáveis" e outras "que não são defensáveis". E em função da opção que for tomada pelo Governo, decidirá também se se mantém à frente da sociedade. "Se eu em alguma altura achar que as condições em que tenho que exercer as minhas funções como presidente da Metro entram em conflito com as minhas convicções como cidadão, sei muito bem o que terei que fazer", afirmou ao PÚBLICO.

Após a aprovação do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), a Secretaria de Estado dos Transportes solicitou às empresas tuteladas uma proposta de reprogramação dos planos plurianuais de investimentos. De acordo com Álvaro Maia Seco, foram apresentados três cenários: "um com um deslizamento de prazos mais intenso, um cenário menos intenso e um intermédio. Mas todos os cenários que propusemos prevêem que, na pior das hipóteses, em 2015 teríamos a primeira fase do metro já em funcionamento".

O presidente da Metro diz ser impossível suspender ou anular de imediato um conjunto de trabalhos que estão a ser realizados no âmbito das duas empreitadas que estão em curso, sob risco de prejuízos "ainda maiores no futuro". "Estamos por exemplo a fazer o tratamento de um talude que tem que ser levado até ao fim, sob perigo de no primeiro Inverno todo o trabalho que foi feito se estragar e eventualmente ainda haver prejuízos adicionais", afirma, admitindo que se outras componentes das empreitadas forem suspensas então haverá lugar a "indemnizações" das empresas que estão a realizar os trabalhos.

Um conjunto de cidadãos está a promover uma petição contra a suspensão do Metro Mondego que recolheu até ontem 1417 assinaturas. No texto da petição os signatários lembram que o "projecto do metro ligeiro de superfície no distrito de Coimbra já tem mais de três décadas" e consideram "inadmissível que a obra pare agora, numa altura em que já foram retirados os carris da antiga linha". E apelam: "Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã precisam deste projecto para potenciarem o seu desenvolvimento e, principalmente, porque o Governo tem de honrar os seus compromissos e a sua palavra numa lógica de respeito pelos cidadãos".

in: publico.clix.pt secção "local" de 12 Jul/10

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