30/11/2007

Itália não fez sentir o efeito da greve

Esperava-se um dia díficil para os utentes dos transportes públicos italianos, mas tudo não passou de "um alarme falso", aquele que se fizera anúnciar alguns dias antes pelos sindicatos.
Um pouco por toda a Itália, não se fizeram sentir os efeitos da greve, com os transportes a funcionarem normalmente.
Na comuna de Roma por exemplo, os transportes funcionaram práticamente a 100%. Nos portos e aeroportos, a situação foi semelhante.

Renovação na Carris


Dando continuidade à reestruturação da empresa, a Carris anúnciou para 2008, o encerramento de todos os postos de vendas, os denominados quiosques amarelos da Carris, por falta de condições de trabalho, e por estes não oferecerem aos seus utentes condições adequadas de atendimento.
Assim sendo, a empresa apostará na criação de espaços mais amplos, onde os utentes para além da aquisição de títulos e pedidos de requerimentos, poderão dispor de acesso a bar e livraria por exemplo, entre outros serviços.
A instalação destes espaços, será feito nas zonas de maior movimento de utentes.

Metro Sul do Tejo inicia testes em nova linha

A empresa Metro Sul do Tejo inicia hoje testes de circulação no novo troço compreendido entre a Cova da Piedade e a Universidade do Monte da Caparica, a inaugurar no próximo dia 15.
Na base destes testes, está a necessidade de corrigir porventura alguns problemas técnicos, que possam existir.
O troço em causa custou cerca de 80 milhões de euros.

29/11/2007

Vai ser possível usar telemóvel no metro de Milão


A TMB, empresa de transportes de Milão, anúnciou ter chegado a acordo com as operadoras telefónicas italianas, para possibilitar o uso de telemóvel no interior das suas carruagens de metro.
Dentro em breve, vai ser possível a qualquer cliente efectuar chamadas, enviar mnsagens, ou usar internet, enquanto se desloca, sem quebra de qualidade da navegação.

"Sexta-feira negra" em Itália


Prevê-se uma "sexta-feira negra" um pouco por toda a Itália.
Os sindicatos representativos dos trabalhadores dos transportes anúnciaram a paralização para amanhã, como forma de protesto contra a "Finanziaria", uma medida levada a cabo pelo governo italiano como forma de relançar a economia do país, mas que retira alguns direitos aos trabalhadores da administração pública, e que ameaça deixar cerca de 16 milhões de utentes sem meios de transporte.
Todos os sectores de transportes anúnciaram a paralização: metro, autocarros, comboios, portos e aeroportos, prevendo-se como tal, muitas dificuldades e um aumento acêntuado da circulação de veículos nas estradas italianas.

TST com médios ligados a partir de dia 1


A "Transportes Sul do Tejo" vai já a partir de Sábado, 1 de Dezembro, circular com os médios ligados em todas as suas viaturas.
A medida insere-se num plano de reforço de segurança rodoviária, que a empresa pretende levar a cabo, contribuindo deste modo, para a diminuição da sinistralidade rodoviária nas estradas portuguesas.

Governo não considera hipótese "Portela + Montijo"

O estudo desenvolvido pela Associação Comercial do Porto (ACP), que defende a opção Portela+Montijo, apresentado sexta-feira ao Executivo, irá ficar na gaveta. É que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) já está a ultimar o estudo comparativo da localização do futuro aeroporto de Lisboa e a análise incide exclusivamente entre a Ota e Alcochete, segundo despacho do Governo, apurou o DN.

Fonte do gabinete do ministro das Obras Públicas disse que Mário Lino enviou para o LNEC o estudo da ACP e também um trabalho desenvolvido por Pompeu Santos, que aponta como alternativa para o futuro aeroporto Pinhal Novo. Mas, garante fonte próxima do processo, "os dois estudos não vão a tempo de ser analisados". Provavelmente, serão incluídos "como anexos" ao relatório comparativo.

Para o Governo, a única opção para Portela+1 está definida há vários meses e passa pela ocupação da placa de Figo Maduro, para o estacionamento de aviões. Este anúncio foi feito durante as obras de construção do terminal 2, integradas no plano de expansão da Portela, que envolvem um investimento de 380 milhões de euros e deverá ficar concluído em 2010.

O despacho de Mário Lino que autoriza o LNEC a fazer os estudos comparativos é de 12 de Junho e fixa seis meses para a sua finalização. Ou seja, a 12 de Dezembro o ministro fica a conhecer as conclusões do LNEC. A decisão do Governo sobre a melhor localização - Ota ou Alcochete -, só deverá ser conhecida no início de 2008.

Numa primeira fase, o LNEC estudou a viabilidade de localizar o aeroporto em Alcochete. Só depois de ter concluído que existiam condições para lá instalar a infra-estrutura é que se avançou para os estudos comparativos com a localização escolhida pelo Governo - a Ota.

Entretanto, a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e a ACP foram desenvolvendo estudos paralelos. A CIP apresentou as conclusões do seu estudo o mês passado, contemplando as acessibilidades e o impacto ambiental sobre a opção Campo de Tiro de Alcochete. A opção Portela+Montijo, da ACP, só agora é que foi conhecida. O timing de divulgação está a ser considerado" inoportuno" e é visto "como uma forma de influenciar a decisão política sobre o fecho da Portela". É que a menos de 15 dias da entrega das conclusões do trabalho do LNEC, a localização do aeroporto volta a estar na ordem do dia. O trabalho desenvolvido pela Universidade Católica é considerado "um estudo com uma vertente muito economicista". As acessibilidades ferroviárias e rodoviárias e o impacto ambiental não foram considerados.

Descontente está o sector da construção, que considera negativa a abertura que o Governo deu à sociedade civil para que se apresentasse estudos e projectos. "Só serve para atrasar uma obra necessária para o país e para o sector", defende Reis Campos, presidente da Federação da construção (Fepicop). Esta não discute localizações, mas apenas a obra, considerando que "esta indecisão é inimiga do investimento".

in: www.dn.pt de 28 Nov/07

28/11/2007

Novo estudo aponto Pinhal Novo como a melhor localização para o novo aeroporto de Lisboa

Pompeu Santos, membro-conselheiro da Ordem dos Engenheiros e investigador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) é o autor deste estudo, que contou com a colaboração de vários especialistas do Instituto Superior Técnico.

Em declarações à TSF, Pompeu Santos defendeu que o Pinhal Novo é a localização que oferece, sem margens para dúvidas, as melhores acessibilidades.

«O Pinhal Novo tem as condições óptimas para o aeroporto, mas, para além da localização, que é melhor do que qualquer uma das outras que têm sido faladas, com a sua articulação, com a rede de alta velocidade e com o uso da ponte Chelas-Barreiro, consegue-se, no conjunto, uma economia notável», disse.

Em comparação com a Ota, segundo Pompeu Santos, a construção do aeroporto no Pinhal Novo representaria ainda uma importante poupança de dinheiro para o Estado, ou seja, cerca de «três mil milhões de euros».

in: www.tsf.pt secção Economia de 28 Nov/07

Metro do Porto lança parque gratuito

O parque de estacionamento da estação do Estádio do Dragão vai passar a ser gratuito aos Sábados durante todo o mês de Dezembro, e à semana após as 21 horas. A ideia da administração da empresa é reforçar o metro como o principal meio de transporte na Área Metropolitana do Porto durante este período natalício.
Para além disso, a circulação de veículos vai ser reforçada ao Sábados entre os dias 8 e 22 de Dezembro, e no período nocturno entre os dias 17 e 23.

Associação Comercial do Porto apresenta estudo sobre novo aeroporto de Lisboa

A construção de um aeroporto para companhias de baixo-custo ("low-cost") na base aérea do Montijo, a funcionar, já em 2010, em simultâneo com a Portela - para companhias de "bandeira" até ao esgotamento da sua capacidade - traria uma poupança de cerca de dois mil milhões de euros face à opção Ota, defende o estudo encomendado pela Associação Comercial do Porto (ACP) sobre a hipótese "Portela+1". Usando a Ota como referência, o estudo - a apresentar hoje - também analisa as opções Portela+Alcochete e construção faseada de Alcochete, como proposto pela Confederação da Indústria Portuguesa, mas ambas perdem para a alternativa do Montijo.

Só no investimento na infra-estrutura, revela o documento coordenado pela Universidade Católica a que o JN teve acesso, a poupança da opção Portela+Montijo ascende a 1463 milhões de euros. Mas a este valor há mais duas componente a somar os ganhos obtidos pela não necessidade de construir um elevado volume de acessibilidades rodoviárias e ferroviárias (206 milhões) e a poupança nas chamadas externalidades (357 milhões), o que inclui emissões de dióxido de carbono, tempo gasto em viagens e outras variáveis socioeconómicas. Tudo somado, são 2026 milhões de euros - dois terços do custo da construção da Ota.

Alcochete perde

Também a opção Portela+Alcochete foi estudada pela equipa coordenada por Álvaro Nascimento, que se debruçou sobre uma série de variáveis (ver texto em baixo). Neste caso, a poupança face à Ota ascenderia a cerca de 1,3 mil milhões de euros. Ainda assim, esta hipótese seria cerca de 150 milhões de euros mais cara do que a do Montijo, sobretudo devido à necessidade de trabalhos preparatórios nos terrenos no Campo de Tiro.

Já a construção, de forma faseada, de um novo aeroporto nesta infra-estrutura militar, hipótese que é defendida pelo estudo da CIP, traria uma poupança de "apenas" 185 milhões de euros face à Ota, uma vez que, apesar de os custos de construção serem 759 milhões de euros mais vantajosos do no caso do aeroporto previsto no programa de Governo, as externalidades têm um peso elevado (ver ficha).

Mais flexibilidade

A opção por uma solução transitória, defende o documento , deriva do facto de, neste sector, haver uma "elevada incerteza", quer em termos de crescimento do tráfego, quer no peso das "low cost". Também a entrada em funcionamento da alta velocidade ferroviária pode alterar as previsões que têm sido feitas para sustentar a decisão de construir um novo aeroporto de raiz. Acresce o forte investimento em curso na Portela (380 milhões de euros para aumentar a sua capacidade dos actuais 13 milhões para 18 milhões de passageiros em 2018) que não será rentabilizado se, entretanto, a infra-estrutura for encerrada para dar lugar a outra. "Uma decisão que se revele errada no longo prazo pode ter implicações severas para a sociedade", afirma o estudo, onde se defende que "o Estado deve evitar comprometer montantes avultados de capital (...) num contexto em que ocorrem mudanças profundas no modelo de organização da indústria do transporte aéreo de passageiros".

Uma "opção flexível" é, neste contexto, a que melhor se adequa, defende-se no estudo. Ou seja, a Portela pode continuar a funcionar mas, quando esgotar (ou seja, quanto atingir os 18 milhões de passageiros), existe a hipótese de encerrá-la e transformar o Montijo num aeroporto para todas as companhias.

Uma abordagem que visa "evitar um erro"

A forma como o estudo da ACP aborda a questão do novo aeroporto de Lisboa é deferente daquelas que têm sido apresentadas, uma vez que integra a análise dos custos e proveitos (benefícios privados) com a dos efeitos da localização em termos do território, ponderando as implicações ambientais e sobre a sociedade em agentes que utilizam o aeroporto.

Assim, são tidos em conta factores como o valor económico-financeiro do investimento propriamente dito, os investimento associados às acessibilidades que a infra-estrutura acarreta, o valor das externalidades negativas sobre os passageiros nas acessibilidades ao aeroporto, , a estimativa de custos ambientais, o impacto sobre o ordenamento do território e as externalidades que o aeroporto pode produzir sobre os parceiros aeroportuários. O estudo, que visa "evitar o erro" de não contemplar a hipótese Portela+1 na decisão sobre o aeroporto, foi realizado pela Universidade Católica, juntamente com o Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da sua Faculdade de Economia e Gestão e a TRENMO, empresa especializada em projectos de engenharia.

Valor económico- -financeiro-no aeroporto

Portela+Montijo custa menos 1463 milhões. Portela+Alcochete fica por menos 1314 milhões e a solução faseada de Alcochete menos 759 milhões

Custos em acessibilidades

Poupança de 206 milhões nas soluções Portela+Montijo e Portela+Alcochete. A solução de Alcochete modular não traz ganhos face à Ota, até porque implica mais custos em alta velocidade ferroviária e acessos rodoviários.

Externalidades socioeconómicas

O custo das deslocações, emissões de CO2 e sobre a actividade de todos os agentes reduz-se em 357 milhões no Portela+Montijo. Portela+Alcochete e Alcochete modular teriam externalidades negativas de 164 milhões e 574 milhões respectivamente.

in: www.jn.pt primeira página de 27 Nov/07

27/11/2007

"Uma ideia ATAC"


Recentemente, foi lançado pela “ATAC”, empresa de mobilidade de Roma, em colaboração com a Lottomaticard, o “MetroBus Card Red”. Este cartão suporta tecnologia sem contacto, e funciona como passe mensal, ou anual para os utentes dos transportes públicos romanos, passarem nos recém instalados validadores de controlo de torniquetes das estações de metro, ou a bordo dos autocarros e eléctricos da empresa, em substituição dos actuais títulos magnéticos, para o qual os mesmos validadores sem contacto, estão igualmente preparados para validar.
Contudo, estes cartões apresentam novidades em relação aos congéneres:
Para além de funcionar como um passe, este cartão caso seja activado pode funcionar como porta-moedas multibanco. Um cartão pré-pago que permite pagar as despesas em lojas, ou compras pela internet, permite fazer levantamentos em dinheiro nos ATM’s, inclusive no estrangeiro, sem que para isso o utente tenha que ter uma conta aberta num banco.
Como tal, basta activar esta modalidade em qualquer papelaria, recarregar com um valor monetário (entre 10€ e 10 000€), e a partir de então, utilizá-lo como se se tratasse de um cartão de débito, ao qual está associada a marca Visa Electron, bastando recarregá-lo com dinheiro.
O carregamento faz-se em qualquer papelaria associada ao serviço Lottomaticard, debitando 1€ pelo custo do serviço, não tendo posterior pagamento de comissões e impostos de selo como os cartões de débito tradicionais.
Se o utente não estiver interessado nesta modalidade, pode simplesmente usar o “MetroBus Card” como título de transporte.

26/11/2007

TAP recebe hoje primeiro Airbus

Cada aparelho 'A330-200' custa 108 milhões de euros
A TAP recebe hoje em Toulouse, França, na fábrica da Airbus, o primeiro A330-200, de um total de cinco aviões. A cerimónia de entrega do aparelho, que marca o início da renovação da frota de longo curso da companhia aérea portuguesa, está agendada para as 17.45. O novo avião, que será baptizado com o nome do navegador que descobriu a Madeira, Gonçalves Zarco, tem capacidade para transportar 268 passageiros e vai entrar ao serviço dia 5 de Dezembro.

Conforto e alta tecnologia são as palavras de ordem a bordo do novíssimo A330-200, a que se vão juntar mais quatro até Junho de 2008. Destinados a operar no longo curso, estes aparelhos estão equipados para permitir à companhia aumentar a sua eficiência, flexibilização nas operações, bem como o maior conforto das tripulações, além de um ganho a nível de consumo de combustível superior a 25%.

Para o público consumidor, uma das novidades é o sistema eX2, desenvolvido pela Panasonic - é um sistema tecnologicamente avançado que permite aos passageiros das classes Top Executive e Económica seleccionar o seu programa de entretenimento através de um menu interactivo. Os passageiros podem, por exemplo, fazer a escolha de um dos cerca de 20 filmes (séries de TV, ficção ou documentários), um dos jogos ou seleccionar uma música. A TAP é a terceira companhia europeia a oferecer este serviço.

Também as cadeiras que equipam os aparelhos são inovadoras. São cadeiras alemãs Recaro, que na classe Top Executive surgem em azul-escuro e na económica ostentam as cores da TAP. Representam uma revolução ao nível do design e desenvolvimento tecnológico na aviação: os comandos digitais da cadeira permitem adequar e escolher a posição ergonómica ideal a cada situação. Além das seis posições pré-programadas, os seus comandos permitem ainda memorizar as posições preferidas e ajustar individualmente outras funcionalidades.

Neste momento, a TAP já dispõe na sua frota de três aparelhos A330, do modelo anterior e adquiridos no mercado de usados. A frota actual da transportadora nacional é composta por 48 aparelhos, todos Airbus - A330 (3), A340 (4), A319 (17), A320 (15), A312 (3) e seis A310, a que se juntaram os 16 aparelhos da PGA-Portugália.

Os novos aviões A330-200 permitem à TAP servir destinos como São Paulo, Luanda, Maputo e Joanesburgo, que o A310 não opera por falta de autonomia de combustível, tendo de recorrer ao A340. A TAP vai operar os A330-200 até 2013, de acordo com o contrato assinado com a Airbus, começando nesse ano a substituição dos A330 e A340 pelos A350. A troca deverá ter início em Junho de 2013 e terminar em Dezembro de 2015. Nos termos do acordo, a Airbus assegura a retoma dos aparelhos, estabelecendo um valor mínimo de referência.

Quando foi aprovada a renovação da frota, a TAP convidou a Boeing a apresentar propostas. O construtor norte-americano apresentou o seu modelo B787, mais conhecido por Dreamliner. Contudo, diz a TAP, a Boeing só poderia fazer entregas em 2011, não dispondo de aeronaves no período intermedio. O que não sucedeu com a Airbus, que apresentou o A330-200 como solução intermediária até o modelo A350 XWB estar desenvolvido. No total, a TAP colocou uma encomenda de dez A350, com opção de mais cinco.

in: www.dn.pt secção: Economia de 26 Nov/07

23/11/2007

Novos investimentos na CP - Porto


A CP Porto celebra hoje o 5º aniversário da renovação da frota da Unidade de Urbanos desta região, com uma série de iniciativas e passatempos direccionados a todos os seus clientes.
Foram 34 os veículos introduzidos em quatro ramais: Porto, Braga, Aveiro e Guimarães.
Segundo dados recentes, estes veículos estiveram na origem no crescimento do número de clientes registados nesta unidade, invertendo desta forma, o ciclo de perda de utentes verificado nos transportes públicos na última década, visto tratarem-se de carruagens que apresentam uma evolução no conforto e segurança dos utentes, situando-se ao nível das melhores frotas de comboios da Europa, segundo palavras de Cardoso dos Reis presidente da CP.
Segundo Acúrcio dos Santos, engenheiro da CP Porto a introdução destes comboios trouxeram uma evolução face aos antigos no domínio da capacidade de passageiros transportados (cerca de 442 passageiros), no conforto e segurança, dado que em caso de colisão, estes têm grande capacidade de absorção do choque, protegendo inclusive o próprio maquinista, são menos ruidosos e mais largos.
Também no domínio da energia, estes representam uma poupança de 30% face aos anteriores, sendo possível também recuperar parte da energia gasta em favor de outros comboios.
Assim sendo, a CP pretende apostar nos próximos anos na continuada renovação da frota, pretendendo gastar cerca de 500 milhões de euros na aquisição de mais 16 unidades, para colocar ao serviço da CP-Porto.

Ryanair quer instalar base no Porto

O aeroporto do Porto arrisca perder a oportunidade de conseguir atrair, nos próximos sete anos, quatro milhões de passageiros da Ryanair. Tudo porque a ANA (empresa que faz a gestão dos aeroportos) não se tem mostrado receptiva a fazer algumas cedências que permitam a criação de uma base daquela companhia aérea de baixo custo no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A possibilidade de o Norte estar a "desperdiçar" uma oportunidade de desenvolvimento está a indignar políticos e empresários. O PSD/Porto vai pedir esclarecimentos ao Ministério das Obras Públicas "por suspeita de favorecimento do aeroporto de Lisboa".

Depois de o presidente da Ryanair, Michael O'Leary, ter vindo a público acusar a empresa de estar a travar o crescimento do aeroporto do Porto, a ANA repudiou as declarações, numa nota de Imprensa, na qual dá a entender que em causa está a necessidade de dar as mesmas condições a todas as companhias.

Direitos iguais para todos

Para criar uma base, que implica espaço para escritórios e possibilidade dos aviões pernoitarem no Porto, a Ryanair pede um desconto de quatro euros por passageiro embarcado nas taxas cobradas pelo aeroporto do Porto. Em contrapartida, segundo documentos que o JN teve acesso, garante 1,5 milhões de passageiros no primeiro ano, e um crescimento sucessivo de meio milhão de passageiros até 2015. Além de cerca de 200 empregos directos.

"A ANA deseja mesmo muito que aquela companhia instale uma base de operações no Aeroporto Sá Carneiro, estando disponível para criar condições àquela empresa que possam ser legalmente suportadas e proporcionadas a qualquer outra companhia", refere a empresa, garantindo que actuará sempre "numa base de igual tratamento a todas as companhias áreas".

Mas o argumento não convence. "Por que é que a ANA não oferece o mesmo desconto nas taxas a qualquer companhia que garanta quatro milhões de passageiros nos próximos anos?", questiona Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), que foi contactado pela direcção da Ryanair para interceder junto da ANA.

Críticas à posição da ANA

"É mesmo uma posição de Estado. Se o aeroporto fosse privado isto não acontecia", refere Couto dos Santos, vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), acusando a ANA de estar a querer proteger o "monopólio" da TAP. "É muito estranho. Não aceitaremos decisões de parcialidade regional ", acrescenta Marco António Costa, dando conta de que, caso os esclarecimentos do Governo não cheguem ou sejam insuficientes, o PSD vai chamar o presidente da ANA e da Ryanair à Assembleia da República para se perceber o que se está a passar.

A decisão da ANA terá de ser tomada até ao final do ano, caso contrário a Ryanair escolherá outra cidade para localizar a base. Valência, Bristol, Belfast são hipóteses já avançadas, mas há dez localizações na corrida. Algumas podem servir de alternativa ao Porto e até vir a prejudicar o desempenho do Sá Carneiro.

"Há aqui quatro milhões de passageiros à mão de semear. Temo que isto possa servir de motor para o investimento na requalificação do aeroporto de Vigo", alerta Rui Moreira.

Desconto nas taxas

Para criar uma base no aeroporto Francisco Sá Carneiro, a Ryanair pede um desconto de quatro euros por passageiro embarcado (inclui viagens de ida e volta), verba a deduzir no valor total das taxas que o aeroporto cobra à companhia aérea de baixo custo.

Espaço para escritórios e pernoita de aviões

A base da Ryanair implica a disponibilização de espaço para escritórios no aeroporto, bem como a possibilidade de os aviões pernoitarem no Sá Carneiro, com tripulação e pessoal de manutenção das aeronaves.

Aumento de meio milhão de passageiros por ano

Com uma base no aeroporto do Porto, a Ryanair garante 1,5 milhões de passageiros ao fim de um ano de funcionamento e um crescimento sucessivo, durante sete anos, de meio milhão de passageiros anuais. Estima-se que cada cliente da low cost gaste nas imediações do aeroporto entre 125 a 150 euros. O acordo tem de durar pelo menos dez anos, estabelece a companhia aérea.

Emprego a 200 pessoas

Duzentos empregos directos são garantidos pela Ryanair com a instalação da base no Porto.

in: www.jn.pt secção: Porto de 23 Nov/07

22/11/2007

Terminal 2 da Portela para vôos low-cost

A intenção foi revelada pelo Secretário de Estado das Obras Públicas Paulo Campos: direccionar os vôos low-cost para o terminal 2 do Aeroporto da Portela em 2010. Nessa altura os vôos domésticos regresserão ao terminal 1.
Até lá decorrerão obras de adaptação do aeroporto para que este esteja apto a receber o crescente aumento de companhias aéreas, até à entrada em funcionamento do novo aeroporto em 2017.

Rodoviária de Lisboa com avaliação positiva

A pontualidade é um dos aspectos mais valorizados pelos clientes da Rodoviária de Lisboa no serviço de transportes públicos, de acordo com os resultados do mais recente Inquérito à Qualidade de Serviço, realizado pela empresa. Numa escala de um a dez, aquele item alcançou um total de 8,2 valores, seguindo-se a “segurança” e a “limpeza”, o “conforto” e a “rapidez”, com valores num intervalo entre os 7,8 e os 7,2. Em relação à imagem que os clientes têm da Rodoviária de Lisboa, a satisfação média atribuída pelos inquiridos foi de 7,5 valores, um aumento de 0,6 pontos em relação ao ano passado. Na avaliação da equipa de recursos humanos, os motoristas e fiscais continuam bem classificados junto dos clientes, atingindo valores acima dos sete em itens como “aparência”, “simpatia e educação”, e “informações prestadas”. O Inquérito à Qualidade do Serviço, realizado anualmente desde 1996, indica que os clientes utilizam as carreiras da Rodoviária de Lisboa, em média, há 13,6 anos, registando-se um aumento na frequência dos passageiros que crescentemente apostam no transportador para as suas deslocações pontuais, para além das suas viagens do dia-a-dia.

in: www.transportesemrevista.com/arquivo de passageiros de 22 Nov/07

Saudades do troleicarro


Lembro-me ainda criança dos "laranjas" da STCP que passavam à minha porta, de dois andares deslizando pelas linhas eléctrificadas das ruas da cidade, de o tomar para ir para a escola...
Lembro-me ainda de outros estacionados junto à Âlfandega, de um andar apênas!
Lembro-me quando estes deixaram de circular há cerca de quinze anos atrás em algumas linhas da cidade para darem lugar a autocarros standart convencionais dotados de outro conforto.
Recordo no entanto, desses "laranjas" que com o passar dos anos me fazem recuar no tempo e lembrar com saudade o Porto da minha infância.
É com emoção que recordo os velhos troleicarros da STCP, ao encontrar em alguns pontos da Europa, como na última visita a Bucareste, veículos similares, e mesmo exemplares mais recentes, movidos a electricidade. O "eléctrico de pneus" como lhe chamava eu!

Recordam com saudade os cidadãos ao verem os antigos eléctrico voltarem a passar nas ruas da cidade, como aconteceu com a recente implantação da linha 22 na baixa da Invicta. Despertam a atenção dos turistas curiosos de vêr estes velhos veículos.

E o troleicarro?

Vendeu a STCP, a maior parte dos seus veículos para a cidade de Almaty no Cazaquistão onde mantêm ainda hoje em alguns dos casos a côr originária da antiga imagem da empresa portuense: o laranja.
Cedeu a STCP aos transportes de Coimbra (SMTUC) e bem, alguns destes exemplares, possuíndo hoje esta cidade, uma das maiores frotas de troleicarros da Península Ibérica.

E então no Porto?

A STCP pioneira no transporte público em Portugal. Proprietária destes veículos, cedendo-os por vezes de forma gratuita, não se lembrou ainda de implementar numa linha ou duas o antigo troleicarro?!

Muitas congéneres europeias continuam a apostar hoje em dia no troleicarro, tanto no antigo como no moderno, em algumas das suas linhas.

Porque não fáz a STCP o mesmo em relação ao antigo troleicarro, em vez de o ceder?!
Não exigimos novos troleicarros, embora estes fossem benvindos, mas gostavamos de voltar a vêr os "velhinhos", em vez de estarem a apodrecer nas estações de recolha da empresa, ou de vêr o nosso troleicarro a enfrentar as duras condições climatéricas do Cazaquistão.

J.A.

Nota: Para vêr algumas fotografias dos antigos veículos da STCP a operar em Almaty no Cazaquistão, clique no título desta postagem.

foto da postagem: troleicarro da RATB - Bucareste

1º-Ministro francês compara sabotagem às linhas de TGV a actos criminosos

A perspectiva de diálogo com o Governo francês - o pior cenário para os irredutíveis grevistas - poderá ter motivado as sabotagens praticadas, ao início da manhã de ontem, mais ou menos pelas 06.00, no TGV (comboio de alta velocidade). Vandalismo que o primeiro-ministro, François Fillon, comparou, na Assembleia Nacional, a "actos criminosos".

Por enquanto, ninguém acusa ninguém publicamente, só em surdina, mas a verdade é que, condenando estes "actos cobardes", os sindicatos se sentiram na obrigação de vir a terreiro em defesa da honra dos camionistas. Os suspeitos do costume em circunstâncias idênticas.

Isto depois de a confederação sindical CFDT ter, enigmaticamente, afirmado que os responsáveis pelas sabotagens "não sairão engrandecidos", na medida em que, apesar de não se terem registado vítimas, puseram em perigo a segurança da circulação ferroviária nas linhas TGV Leste, Atlântico, Norte e Sudeste.

Em "resposta", nada enigmática, em contrapartida, o sindicato Sud- -Rail pede à direcção da CFDT para fazer "prova de um mínimo de prudência nas suas declarações", dado que "não existe até agora nenhuma prova" de que as sabotagens são "obra" dos ferroviários.

O "quem" ainda está por apurar, mas o "quê" já é sabido: cabos foram incendiados e comutadores de sinalização desligados. Uma acção "coordenada de sabotagem".

Ao oitavo dia de greve nos transportes públicos (Metropolitano, autocarros e comboios) contra mudanças nos regimes especiais de reforma, iniciaram-se conversações tripartidas - Governo, patrões e sindicatos. Demasiado tarde? Hiperbólica, a presidente do patronato francês, Laurence Parisot, receia que sim e fala de "catástrofe", "sismo" (não chegou a referir a palavra "tsunami"), com um custo económico gigantesco. "Provavelmente gigantesco." Nesta frente feminina de poder sarkozyano, a conta já foi feita pela ministra da Economia, Christine Lagarde: "Entre 300 e 400 milhões de euros por dia."

in: www.dn.pt secção: internacional de 22 Nov/07

21/11/2007

Trabalhadores da STCP em greve

Os trabalhadores da STCP afectos a três sindicatos do sector iniciam, hoje, à meia-noite, uma sucessão de três períodos de greve. O primeiro compreende 26 horas e termina às duas da manhã de quinta-feira, por questões operacionais, dado que muitos serviços têm fim já depois da meia-noite. A segunda fase decorre entre a meia-noite de domingo e as duas da manhã de terça-feira, durante cerca de 50 horas.

Para "minimizar os inconvenientes causados por possíveis falhas de autocarros", a STCP informou, em comunicado, que "os clientes podem utilizar gratuitamente as assinaturas STCP no Metro e na CP". As linhas 10, 55, 61, 64, 68, 69, 70, 94, ZM e ZR não sofrerão qualquer alteração.

Os sindicatos estão a sugerir aos trabalhadores um período de paralisação de duas a três horas. "Isto não quer dizer que não possam fazer o tempo todo", disse Jorge Costa, do Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM). "Como estamos a iniciar uma luta, que não sabemos onde vai parar, sugerimos as greves parciais para os trabalhadores não se desgastarem muito monetariamente", adiantou Manuel Alves, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

O Ministério do Trabalho já foi informado de novas jornadas de greve, já no início do mês de Dezembro. Em causa, o Acordo de Empresa (AE), que a STCP já assinou com dois dos seis sindicatos representados. "Estamos a negociar um AE para todos os trabalhadores, os que cá estão e os vindouros", explicou Manuel Alves. A administração quer que o AE vigore, apenas, para quem está na STCP, o que significa "cavar uma sepultura para quem vier depois".

Manuel Alves responsabiliza a administração da STCP pelo que considera a "falta de dignidade, lealdade e transparência" das negociações do AE, que o STRUN não assinou, assim como o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) e o SNM, que se queixa de não ter tido uma resposta à proposta final apresentada à empresa, que "considera o processo encerrado", disse Jorge Costa.

Além do AE, os sindicatos contestam as "férias impostas sem acordo" do trabalhador e os tempos "demasiado curtos" de alguns itinerários. "Está em causa a segurança dos passageiros e dos motoristas", disse Jorge Costa. Como os condutores têm pouco tempo para fazer o percurso, aceleram para recuperar o tempo ou atrasam-se, acabando por ser suprimido um ou outro autocarro.

in: www.jn.pt secção: Porto de 21 Nov./07

20/11/2007

Greve gera caos em França

Os trabalhadores dos transportes estão em greve pelo sétimo dia consecutivo e hoje a contestação conta também com o protesto dos funcionários públicos. A paralisação regista uma forte participação dos trabalhadores da ferrovia e dos transportes que servem a capital, Paris. O protesto tem como principal objectivo o fim do regime especial de aposentação.

www.sic.pt noticias secção: mundo de 20 Nov./07

18/11/2007

Muita atenção!

Viajar na Roménia, ou qualquer outro país da Europa ou do mundo pode ser divertido.
No nosso caso, decidimos viajar até à capital Romena, Bucareste, para conhecer melhor o sistema de transportes local, e ao mesmo tempo, como é obvio, aproveitar para visitar a cidade.
Como qualquer viajante, e no nosso caso em especial, andamos de transportes públicos que por sinal na nossa opinião, são muito bons e baratos (cerca de 0.30€ bilhete de autocarro, e 0.60€ o bilhete de metro). Também andamos de táxi onde os condutores na presença de estrangeiros são "demasiado simpáticos e prestáveis"faceta caracteristica do povo romeno em geral, aproveitando a falta de conhecimento dos turistas das ruas e avenidas, para oferecerem os seus préstimos. No entanto, advertimos os nossos estimados leitores que pretendam viajar, tenham em atenção em qualquer dos casos, mas em especial nos países de leste, onde existe uma pequena "máfia" encoberta que as autoridades não controlam, ou preferem não controlar, e que exercem sobre os viajantes tarifas desajustadas, bastante inflaccionadas face ao valor real do serviço prestado.
Advertimos que, o mesmo tentaram fazer connosco.
Apesar dos taquímetros instalados a bordo, para iludir a polícia dado que é obrigatório por lei, o valor cobrado ou pedido no final é bastante superior ao realmente marcado no taquímetro.

Que fazer?

Se viajar sozinho é preferivel não fazer nada. Na maíoria dos casos, e principalmente à noite, é comum viajar a bordo da viatura outro indivíduo para além do táxista.

Aconselhámos a não utilizar este modo de transporte, por mais gentis que sejam e insistam consigo, diga que já conhece o local, e não demostre ter dúvidas.
Viage em grupo, e já agora, evite visitar estes países ao fim-de-semana e saír à noite, dado que as ruas estão vazias e a insegurança aumenta consideravelmente.
A policia não se vê, e não pode portanto, apresentar queixa.
Se nos permite o conselho, não mostre dinheiro, nem máquinas de fotografar e filmar, para não ser conotado como turista.
Quando percebem que é estrangeiro, tentam de todas formas extorquir dinheiro.
Não Acredite em histórias por mais verdadeiras e lógicas que pareçam.
NÃO ACREDITEM EM NINGUÉM!
Façam o vosso plano de viagem antes de partir para terem o menos de dúvidas possivel!
Se lhe perguntarem, diga que não tem cartões bancários, que levou dinheiro suficiente para passar um dia, ou dois. Diga que a estadia foi breve, e que já está de partida. Não aceite ofertas de serviços até ao aeroporto em circunstância alguma.
Existem diversos autocarros (131 Aeroporto / Piata Romana, 335 e 783), entre o aeroporto e o centro da cidade, cuja viagem dura sensivelmente dez minutos se se não verificar trânsito, ao qual têm ligação às estações de metro de "Arcul de Triumf", "Piaza Victoriei", e da "Piata Romana", e a partir destas com ligação às restantes linhas.

Faça boas viagens de transportes públicos, mas de confiança!

postado a partir de Bucareste

16/11/2007

Comboio liga duas Coreias

É inaugurada a 11 de Dezembro próximo a linha de comboio entre as duas coreias, cinquenta anos depois da guerra que as dividiu. Num percurso de sensivelmente 20 Km, o comboio irá passar por zonas com forte implantação industrial, como é a região de Kaesong na Coreia do Norte, uma área onde se calcula trabalhem cerca de 13 mil norte-coreanos e que faz fronteira com a Coreia do Sul.

15/11/2007

Itália reforça vigilância no sector ferroviário

Está em curso em Itália um programa de reforço da vigilância no sector ferroviário, envolvendo meios, e uma estreita colaboração entre a polícia e os responsáveis daquel sector. Entre as medidas a adoptar, está o reforço dos agentes de polícia sobretudo em horários nocturnos e em comboios regionais, que apresentam maior índice de micro-criminalidade.
Também o metropolitano, terá um reforço acêntuado da vigilância em horários de maior procura.
Estas medidas surgem depois de se ter registado um aumento significativo da pequena criminalidade de 2006 ao presente.
O programa será aplicado de acordo com as especificidades de cada região, verificando-se um maior reforço em zonas mais movimentadas.
Também na origem do aumento da vigilância, está o facto de se ter verificado um aumento de passageiros sem bilhete a circularem nos transportes ferroviários italianos.

França e Alemanha vivem os problemas da greve dos transportes

Pelo segundo dia consecutivo, a França vive o drama da greve dos transportes que ameaça paralizar parte do país até ao próximo Sábado. São milhões os franceses que se deslocam diáriamente de transportes públicos para os seus empregos, ou locais de ensino. Hoje, segundo dia de greve, estavam a circular na capital menos de um terço dos autocarros. Quanto ao metropolitano, estima-se que apênas um em cada quatro estava a circular, gerando o caos nas estações, e o desespero de quem não tinha a hipótese de entrar numa das poucas e congestionadas carruagens de metro.
Esta greve, levou ao imediato aumento do número de veículos nas estradas provocando filas de vários kilómetros nos principais acessos às cidades.
Na origem da greve, estão as intenções do novo presidente francês em aumentar para quarenta anos de serviço, o número de anos exigível para requesição de aposentação.

Também na Alemanha se vive uma greve idêntica. No entanto aqui, na origem da paralização está o facto dos trabalhadores do sectôr dos transportes exigirem mais e melhores aumentos salariais.

14/11/2007

Estação do TGV ficará no Oriente independentemente da localização do futuro aeroporto

A futura estação central de Lisboa do comboio de alta velocidade irá ficar situada na Gare do Oriente, garantiu o administrador da Rave, Carlos Fernandes. A decisão já foi tomada pela empresa pública e é independente da solução que seja encontrada para o novo aeroporto internacional de Lisboa, quer este fique situado na Ota ou em Alcochete. Segundo o administrador, a “nova” Gare do Oriente irá ser ampliada, sofrendo alterações a nível longitudinal e transversal, de modo a poder acolher os dois novos terminais de passageiros e as três novas linhas férreas. A obra irá também obrigar à reafectação de uma das plataformas da estação e à construção de uma plataforma em ilha, a poente da anterior. Esta ilha será ladeada por duas novas linhas, também a dedicar à AV. No total, as novas plataformas terão um comprimento de 415 metros. O novo projecto ficará a cargo do arquitecto Santiago Calatrava, o responsável pela construção da Gare do Oriente.

in: www.transportesemrevista.com secção: arquivo passageiros de 14 Nov/07

Cavaco acredita na independência do LNEC

O Presidente da República diz não acreditar que o Governo já tenha tomado uma decisão sobre a localização do novo aeroporto internacional na Ota, como alegou esta tarde o líder do PSD, Luís Filipe Menezes.

"Não posso acreditar nisso. A informação que tenho e que me é fornecida pelo primeiro-ministro não está nada de acordo com o que acaba de dizer", declarou Cavaco Silva, confrontado com as afirmações de Menezes, depois de presidir às comemorações dos 60 anos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

Esta manhã em Matosinhos, antes de uma reunião com a direcção da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Filipe Menezes pedia ao Governo para “falar verdade aos portugueses".

"Se já está decidido que o aeroporto é na Ota, então não vale a pena fazer as pessoas perder tempo e estar a gastar mais dinheiro", afirmou o líder do PSD, numa referência ao estudo que o LNEC deverá concluir até final do ano para comparar tecnicamente as duas localizações em cima da mesa – Ota ou Alcochete.

No final da visita, e tendo a seu lado o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, responsável pelo "dossier" do aeroporto, Cavaco Silva evitou pronunciar-se sobre a recente polémica provocada pela divulgação de um estudo da RAVE (Rede Ferroviária de Alta Velocidade), favorável à localização do aeroporto na Ota.

Francisco Van Zeller, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), criticou a divulgação "à última hora" deste estudo, atitude que teve a solidariedade de Luís Filipe Menezes.

Apesar de instado a pronunciar-se sobre a polémica, Cavaco Silva recusou "obviamente" pronunciar-se sobre "polémicas entre instituições ou entidades", admitindo apenas que leu "parte" do estudo da CIP, que aponta Alcochete como melhor solução.

Quanto à tarefa atribuída ao LNEC, o Presidente diz tratar-se de uma “uma grande responsabilidade” que vai determinar "uma decisão política" do Governo, que a deverá anunciar no início de 2008. No entanto, Cavaco Silva garantiu que, "pela história do LNEC, "os portugueses podem confiar na sua competência da instituição e na independência técnica e política".

in: www.publico.pt de 14 Nov/07

França vive greve nos transportes

Os trabalhadores dos transportes públicos franceses iniciaram uma greve que ameaça paralizar a França. Apesar da opinião desfavorável dos franceses quanto aos motivos que originaram esta greve, a verdade é que milhares de trabalhadores deste sector ameaçam fazer perdurar esta luta por vários dias consecutivos.
Na base das reivindicações, estão as propostas de Sarkozy que prepara reformas profundas no sector, entre as quais, equiparar os funcionários públicos aos do sector privado, ou seja, os trabalhadores, segundo a proposta de Sarkozy, passam a necessitar de quarenta anos de serviço para requererem a aposentação.

12/11/2007

Novas carreiras no munícipio de Leiria

O munícipio de Leiria anúnciou a introdução de cinco novas carreiras em 2008, através da concessionária da rede "Mobilis", a Rodoviária do Tejo.
Estas novas carreiras deverão percorrer o centro histórico, dando desta forma, resposta ao aumento da procura, e suprimir algumas falhas sentidas ao nível da mobilidade neste municipio.

Faça "Zapping" nos transportes de Lisboa

Teve início hoje a nova funcionalidade do "7 Colinas", bilhete de técnologia sem contacto utilizado para viagens ocasionais. Trata-se do "Zapping", e como o próprio nome indica, os portadores deste título podem mudar de operador de transporte, utilizando o mesmo bilhete, e o mesmo título se se encontrarem dentro da validade horária, a contar desde a primeira validação.
Numa primeira fase iniciada hoje, esta modalidade está disponível para clientes da Carris e Metropolitano de Lisboa. Para isso, basta a qualquer utente destes operadores adquirir um cartão por 0.50 cêntimos, que é carregável e válido por um período de um ano. Depois basta carregar o cartão com um minimo de 1.50€, ou um máximo de 10€, valor este que vai sendo debitado à medida que os utilizadores vão utilizando estes operadores. A qualquer momento, mesmo com saldo no cartão, os portadores do "Zapping" podem efectuar novos carregamentos, sem no entanto, ultrapassarem os 15€ de saldo no cartão.
Futuramente, a Transtejo e a Soflusa adoptarão este sistema, e os restantes operadores da Região de Lisboa, podendo os utentes dos transportes desta àrea metropolitana, beneficiar de maior flexibilidade no uso dos transportes públicos.

09/11/2007

Terminal 2 do aeroporto da Portela entra em obras

Quatro meses depois da inauguração, o terminal 2 do aeroporto da Portela entrou em obras de melhoramentos. Ou de "ajustamentos", como referiu ao DN Rui Oliveira, porta-voz da ANA-Aeroportos, a empresa que gere os aeroportos nacionais. O projecto inicial não contemplou algumas situações relacionadas com o conforto dos passageiros e dos funcionários da nova infra-estrutura.

As portas de embarque estão viradas a norte e quando se abrem o terminal é varrido por um vento frio. Os funcionários queixaram-se por diversas vezes e, no Verão, foram obrigados a trabalhar com casacos de Inverno. Agora a ANA vai construir corta-ventos para minimizar a situação antes que o Inverno chegue. Outra situação que vai ser melhorada tem a ver com os telheiros que abrigam as pessoas à chegada ao terminal. Entre a saída dos veículos até à entrada na aerogare os passageiros não têm onde se abrigar. Para reparar esta falha vão ser colocados telheiros para evitar que em dias de chuva os passageiros fiquem molhados. As melhorias "já estão em curso", disse ao DN o mesmo responsável.

Entretanto, Francisco Severino, director do aeroporto da Portela, justificou as obras com a "pressa" que foi preciso imprimir ao projecto. Em conversa recente com um grupo de jornalistas, o director do aeroporto referiu que os custos adicionais "são insignificantes". Já Rui Oliveira realça que os valores em causa não vão aumentar o investimento inicial, fixado em 18 milhões de euros. Questionado sobre o facto de apenas quatro meses depois da abertura a infra-estrutura estar já a ser alvo de melhoramentos, Rui Oliveira salienta que "só após a sua utilização é que se verificou a necessidade de realizar os ajustamentos necessários". O terminal começou a ser construído em Fevereiro e desde o início se apontou a sua abertura para o Verão, primeiro para final de Julho e depois para o início de Agosto, data que foi cumprida.

A obra foi concebida para aliviar o terminal 1, e as previsões apontam para um movimento de dois milhões de passageiros/ano. Nesta fase serve apenas os voos domésticos e a perspectiva é de que no próximo ano comece a servir também as companhias low cost.

Também no próximo ano o terminal deverá ficar servido por uma plataforma para o estacionamento dos aviões, de forma a evitar a viagem de autocarro dos passageiros desde o terminal até ao avião.

in: www.dn.pt 9/Nov. 07

06/11/2007

Comissão de Utentes reúne-se com STCP

O Movimento de Utentes dos Transportes da Maia vai reunir-se, amanhã de manhã, com o Conselho de Administração da STCP. Quase um ano depois da entrada em vigor da nova rede de autocarros, os passageiros continuam a reivindicar mudanças, apontando falhas à estratégia delineada pela STCP, designadamente a perda de 10 carreiras que serviam o concelho da Maia.

"A STCP ainda não apresentou soluções para a falta de transporte decorrente da eliminação das carreiras que seguiam pela Via Norte, a 2 e a 95, para a carreira 47, para a carreira 54 e para as carreiras que ligavam as freguesias ao centro da Maia ou que ligavam o concelho ao Porto", explica o Movimento de Utentes, em comunicado. O mesmo documento criticam os horários, a "bilhética confusa", o facto de haver paragens sem abrigos e mal colocadas, assim como a sobrelotação constante dos autocarros que fazem a linha 600.

A Comissão de Utentes não acredita, contudo, que a reunião com a administração da STCP dê os resultados desejados, considerando que os responsáveis da empresa tentam levar as pessoas a acomodarem-se.

in: www.jn.pt/Porto de 6 Nov/07

04/11/2007

Dia 12 entra em vigôr nova funcionalidade do «7 Colinas»


É já a partir de dia 12, que os portadores do cartão electrónico «7 Colinas», o poderão usar indiscriminadamente na Carris e Metropolitano de Lisboa, durante um mínimo de uma hora, debitando únicamente o equivalente a um título, independentemente do número de viagens efectuadas durante essa hora, e da empresa utilizada.
Para isso, os utentes terão que carregar o cartão com um valor em dinheiro, onde será debitado o valor correspondente a um título válido para uma hora, ou duas horas, consoante o número de zonas que o cliente se faça transportar.
Numa primeira fase, será abrangido Metro e Carris, sendo progressivamente alargado à Transtejo e Soflusa, e restantes operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa.

02/11/2007

Metro do Porto bate record dos 200 mil


O Metro do Porto voltou a alcançar novo record de validações no mês de Outubro ao alcançar cerca de 5 milhões de validações, o mesmo é dizer cerca de 194 mil por dia útil, tendo atingido na ultima 2ª-feira 208922 validações, e que em relação ao passado mês de Setembro, viu crescer em 20% o número de clientes.
No entanto, o máximo histórico, foi registado no dia 8 de Maio no cortejo da Queima das Fitas com um record absoluto de 237683 clientes transportados.

01/11/2007

CIP apresenta conclusões sobre novo aeroporto

Alcochete pode ter quatro pistas, contra duas na Ota
O Campo de Tiro de Alcochete permite a construção até quatro pistas, contra apenas duas na Ota. José Manuel Viegas, responsável pelas acessibilidades do estudo promovido pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), disse ontem durante a apresentação do documento, que a grande vantagem de Alcochete é a de permitir expansões futuras, o que não acontece na Ota, que ao fim de 40 anos deverá atingir a sua capacidade máxima e sem possibilidades de expansão.

Em Alcochete, face à disponibilidade de terrenos (7500 hectares) e às suas características (planas) será possível construir quatro pistas, quando as duas iniciais ficarem esgotadas. José Manuel Viegas referiu que os aeroportos devem ser planeados para 50 anos, neste caso a infra-estrutura na margem Sul pode ao fim deste tempo receber investimentos para se manter em funcionamento mais 50 anos. Ou seja, no Campo de Tiro, o aeroporto pode durar até 100 anos, e na Ota apenas 40.

O estudo da CIP apresenta um cronograma de obras comparativo entre as duas localizações, onde estima que o aeroporto da Ota só deverá entrar em funcionamento em 2019, contra a expectativa do Governo de inaugurar a obra em 2017. As expropriações e o desvio de infra-estruturas, como o gasoduto, linhas de alta tensão e três ribeiras e o realojamento de pessoas, são apontadas como as causas para a derrapagem a que se junta os quase três anos de movimentações de terras e colocação de estacas. Em Alcochete não são necessárias expropriações (os terrenos são do domínio público), movimentação de terras ou realojamentos.

O estudo já está na posse do Governo, e Mário Lino, ministro das Obras Públicas, confirmou que o vai enviar para o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), "para que depois o possa ter em conta nas suas conclusões". O LNEC está a desenvolver um estudo comparativo entre a Ota e Alcochete, que deve estar pronto a 12 de Dezembro.

Pelas contas da CIP, Alcochete é possível ficar pronto em seis anos, tendo início em 2011, para entrar em operações em 2017, contra os 8,5 anos necessários para concluir a Ota. Para a CIP o aeroporto pode ser feito por fases, arrancando apenas com uma pista sendo construído à medida que diminuem as operações na Portela. O projecto prevê uma ponte ou um túnel imerso ferroviário entre Beato/Montijo, para passagem de comboios suburbanos e de alta velocidade para ligar Lisboa ao Porto e a Madrid. Esta solução seria inferior entre 30 a 40% da defendida pelo Governo para construir a ponte Chelas/Barreiro. Na proposta da CIP, o Barreiro ficaria ligado ao Montijo por uma ponte rodoviária. A CIP defende ainda a construção de uma quarta ligação rodoviária no Tejo, entre a Trafaria e Algés, mesmo sem o novo aeroporto.

in: www.dn.pt de 1/Nov. 07
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