21/11/2007

Trabalhadores da STCP em greve

Os trabalhadores da STCP afectos a três sindicatos do sector iniciam, hoje, à meia-noite, uma sucessão de três períodos de greve. O primeiro compreende 26 horas e termina às duas da manhã de quinta-feira, por questões operacionais, dado que muitos serviços têm fim já depois da meia-noite. A segunda fase decorre entre a meia-noite de domingo e as duas da manhã de terça-feira, durante cerca de 50 horas.

Para "minimizar os inconvenientes causados por possíveis falhas de autocarros", a STCP informou, em comunicado, que "os clientes podem utilizar gratuitamente as assinaturas STCP no Metro e na CP". As linhas 10, 55, 61, 64, 68, 69, 70, 94, ZM e ZR não sofrerão qualquer alteração.

Os sindicatos estão a sugerir aos trabalhadores um período de paralisação de duas a três horas. "Isto não quer dizer que não possam fazer o tempo todo", disse Jorge Costa, do Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM). "Como estamos a iniciar uma luta, que não sabemos onde vai parar, sugerimos as greves parciais para os trabalhadores não se desgastarem muito monetariamente", adiantou Manuel Alves, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

O Ministério do Trabalho já foi informado de novas jornadas de greve, já no início do mês de Dezembro. Em causa, o Acordo de Empresa (AE), que a STCP já assinou com dois dos seis sindicatos representados. "Estamos a negociar um AE para todos os trabalhadores, os que cá estão e os vindouros", explicou Manuel Alves. A administração quer que o AE vigore, apenas, para quem está na STCP, o que significa "cavar uma sepultura para quem vier depois".

Manuel Alves responsabiliza a administração da STCP pelo que considera a "falta de dignidade, lealdade e transparência" das negociações do AE, que o STRUN não assinou, assim como o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) e o SNM, que se queixa de não ter tido uma resposta à proposta final apresentada à empresa, que "considera o processo encerrado", disse Jorge Costa.

Além do AE, os sindicatos contestam as "férias impostas sem acordo" do trabalhador e os tempos "demasiado curtos" de alguns itinerários. "Está em causa a segurança dos passageiros e dos motoristas", disse Jorge Costa. Como os condutores têm pouco tempo para fazer o percurso, aceleram para recuperar o tempo ou atrasam-se, acabando por ser suprimido um ou outro autocarro.

in: www.jn.pt secção: Porto de 21 Nov./07

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