09/11/2007

Terminal 2 do aeroporto da Portela entra em obras

Quatro meses depois da inauguração, o terminal 2 do aeroporto da Portela entrou em obras de melhoramentos. Ou de "ajustamentos", como referiu ao DN Rui Oliveira, porta-voz da ANA-Aeroportos, a empresa que gere os aeroportos nacionais. O projecto inicial não contemplou algumas situações relacionadas com o conforto dos passageiros e dos funcionários da nova infra-estrutura.

As portas de embarque estão viradas a norte e quando se abrem o terminal é varrido por um vento frio. Os funcionários queixaram-se por diversas vezes e, no Verão, foram obrigados a trabalhar com casacos de Inverno. Agora a ANA vai construir corta-ventos para minimizar a situação antes que o Inverno chegue. Outra situação que vai ser melhorada tem a ver com os telheiros que abrigam as pessoas à chegada ao terminal. Entre a saída dos veículos até à entrada na aerogare os passageiros não têm onde se abrigar. Para reparar esta falha vão ser colocados telheiros para evitar que em dias de chuva os passageiros fiquem molhados. As melhorias "já estão em curso", disse ao DN o mesmo responsável.

Entretanto, Francisco Severino, director do aeroporto da Portela, justificou as obras com a "pressa" que foi preciso imprimir ao projecto. Em conversa recente com um grupo de jornalistas, o director do aeroporto referiu que os custos adicionais "são insignificantes". Já Rui Oliveira realça que os valores em causa não vão aumentar o investimento inicial, fixado em 18 milhões de euros. Questionado sobre o facto de apenas quatro meses depois da abertura a infra-estrutura estar já a ser alvo de melhoramentos, Rui Oliveira salienta que "só após a sua utilização é que se verificou a necessidade de realizar os ajustamentos necessários". O terminal começou a ser construído em Fevereiro e desde o início se apontou a sua abertura para o Verão, primeiro para final de Julho e depois para o início de Agosto, data que foi cumprida.

A obra foi concebida para aliviar o terminal 1, e as previsões apontam para um movimento de dois milhões de passageiros/ano. Nesta fase serve apenas os voos domésticos e a perspectiva é de que no próximo ano comece a servir também as companhias low cost.

Também no próximo ano o terminal deverá ficar servido por uma plataforma para o estacionamento dos aviões, de forma a evitar a viagem de autocarro dos passageiros desde o terminal até ao avião.

in: www.dn.pt 9/Nov. 07

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