28/09/2007

Freeport sem informações de autocarros


Quem vai ao Freeport de Alcochete, e espera por um autocarro da operadora Transportes Sul do Tejo (TST), não tem acesso a qualquer tipo de informação das carreiras que por ali passam.
Infelizmente, a concessionária daquelas carreiras, a TST, cuja responsabilidade lhe incumbe, a de prestar todo o tipo de informações aos passageiros, desde horários, às carreiras que servem aquela zona, às paragens existentes ao longo do percurso, preçários, etc, não tem o mínimo de respeito por todos os seus clientes que utilizam as suas carreiras para aceder áquele shopping, e dali voltarem às suas casas.
Queixam-se as operadoras que têm gastos excessivos face às receitas, mas não referem que recebem indemnizações compensatórias do Ministério dos Transportes. Queixam-se as operadoras que determinadas carreiras dão prejuízo, não diz a TST, que as carreiras que servem o Freeport dão lucro. A título de exemplo um bilhete Lisboa/Freeport custa 2.70 euros, só ida. Ida e volta: 5.40 euros, será que dá prejuízo?
Há que ter um pouco mais de respeito por aqueles que permitem que a empresa obtenha lucros, dado que é uma operadora privada.

J.A.

Carris altera mais 10 carreiras

A segunda fase da renovação da rede da Carris, que deverá ocorrer no fim do ano e coincidir com a entrada em funcionamento do prolongamento da Linha Azul do Metropolitano até Santa Apolónia, vai implicar alterações em dez carreiras que servem a cidade de Lisboa. A carreira 90 - que faz a ligação entre Santa Apolónia e a Estação de Entrecampos - será eliminada, ao mesmo tempo que o percurso de quatro carreiras será encurtado, duas serão prolongadas e três vão sofrer alterações de trajecto.

Estas mudanças foram apresentadas quarta-feira, na reunião pública da Câmara de Lisboa pelo presidente do conselho de administração da Carris, Silva Rodrigues. A proposta tem de ser ainda submetida à apreciação do Governo e deverá ser discutida pela Câmara numa próxima reunião, para que se possa pronunciar sobre as alterações.

Na reunião, a vereadora da CDU, Rita Magrinho, considerou que "fazer do eixo central desta reestruturação o prolongamento da rede do Metropolitano é esquecer uma boa parte da população de Lisboa". A autarca considera que "o metro não é um transporte amigável" para muitas pessoas e lembrou que a maior parte da rede "não tem acesso para pessoas com mobilidade reduzida". A primeira fase da "Rede 7", que entrou em vigor em Setembro de 2006 e implicou a supressão de oito carreiras, recebeu parecer negativo da Câmara de Lisboa, foi alvo da condenação pela Assembleia Municipal e pela Federação dos Transportes Urbanos (FESTRU).

As quatro carreiras cujo percurso vai ser encurtado no âmbito desta reestruturação são a 2, 9, 44 e 746, as que serão prolongadas são a 6 e a 81 e as cujo percurso será alterado são a 713, 745 e 782. No âmbito destas alterações, a Carris propõe-se ainda melhorar a frequência de autocarros em cinco carreiras Praça da Figueira-Outurela (714), Cais do Sodré-Odivelas (36), Cais do Sodré-Portas de Benfica (58), Martim Moniz-Cemitério da Ajuda (60) e Rua da Alfândega-Prazeres (25E).


in: www.jn.pt - secção: Pais de 28/Set.

27/09/2007

Secretária de estado diz que ligação Porto-Vigo em TGV não é sustentável

Ana Paula Vitorino, que discursava durante uma audição na comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, afirmou que a ligação de alta velocidade Porto-Vigo «é a única que não é sustentável do ponto de vista financeiro».

De qualquer forma, o Governo entende que se deve fazer «uma aposta estratégica» nesta linha, que vai avançar com características técnicas inferiores.

A secretária de Estado explicou que a velocidade para este trajecto, que deverá estar operacional em 2013, passou dos 350 para os 250 quilómetros por hora e ficou definido que seria uma linha mista, ou seja, vai ser permitida a circulação de comboios para mercadorias, de modo a beneficiar «o tecido económico do Norte do país».

A responsável adiantou que para «garantir o limiar de sustentabilidade», numa primeira fase, será aproveitada a linha que já existe entre o Porto e Braga com alteração do troço da Trofa.

Quanto ao projecto total o Governo mantém que é sustentável e que não foge do rigor das contas do país.

«Os benefícios quer sociais, quer económicos, quer financeiros e ambientais deste projecto ultrapassam largamente os custos que o país vai ter a este nível. Sob todos os pontos de vista é um projecto sustentável, também o é do ponto de vista financeiro», acrescentou.

Questionada pelos deputados, Ana Paula Vitorino garantiu que vai haver ligação do TGV ao aeroporto Sá Carneiro, no Porto, embora possa não ter concretização até 2013.

A secretária de Estado dos Transportes disse ainda que caso o novo aeroporto de Lisboa não se localize na Ota, a estação de alta velocidade nesta localidade será «pura e simplesmente eliminada» da linha Lisboa-Porto.

Depois destes esclarecimentos de Ana Paula Vitorino, o deputado do PSD, Fernando Santos Pereira, já criticou o Executivo, porque considera que o Governo se prepara para fazer o mesmo que já tinha feito com as auto-estradas sem custo para os utilizadores (SCUTS), ou seja, no final é o contribuinte que vai suportar os encargos financeiros.

«O Governo pretende lançar o transporte de alta velocidade utilizando o mesmo sistema de financiamento das SCUTS, que custam 700 milhões de euros por ano aos contribuintes portugueses. Foi perguntado à senhora secretária de Estado qual seria o valor dessas rendas para o transporte de alta velocidade, o prazo que elas teriam, qual seria o risco assumido pelos privados, nada disso foi respondido», disse.

Fernando Santos Pereira considera assim que para «o transporte de alta velocidade, não foi desmentido pelo Governo, vai ser utilizado o mesmo sistema das SCUTS e isso deixa o PSD bastante preocupado».

in: www.tsf.pt secção economia de 27/Set.

24/09/2007

Novo título de transporte em Novembro

A 1 de Novembro entra em vigôr de forma experimental o novo título de transporte intermodal válido inicialmente na Carris e Metropolitano, sendo posteriormente alargado à Transtejo e restantes operadores públicos.
O bilhete permite utilizar de forma indiferênciada os operadores públicos, dado que o bilhete é o mesmo.
A forma de utilização passa por carregar o bilhete com um montante mínimo de 75 cêntimos e o máximo de 10 euros, ou seja, funcionará como uma espécie de porta-moedas electrónico, segundo as palavras da secretária de estado dos transportes Ana Paula Vitorino.
Será possível consultar o saldo do cartão nos validadores, e nas máquinas de venda automáticas do metro.

23/09/2007

Regresso do eléctrico tráz enchente

O regresso do eléctrico a baixa do Porto trouxe uma verdadeira multidão de pessoas para ver o percurso 22 que liga Carmo ao elevador dos Guindais.
Muitos por curiosidade, outros para matar saudades dos tempos em que o eléctrico transportava as pessoas entre a foz e a baixa.
Ontem, dia em que era gratuito andar no eléctrico, acorreu uma verdadeira multidão de pessoas, para viajar naquele que foi em tempos o principal meio de transporte da cidade.
Os veículos circularam a abarrotar, ao ponto de muitos passageiros não terem tido a oportunidade de experimentar o novo percurso. Espera-se no entanto, o regresso à normalidade nos próximos dias.

22/09/2007

Serviço "Rodinhas" melhora mobilidade em Loures

Frota de dois autocarros faz sucesso entre a Portela e Moscavide
O Rodinhas é um autocarro que já conquistou utentes certos. Chega a horas, pára a meio do percurso para apanhar passageiros, tem ar condicionado e o bilhete custa 30 cêntimos. Circula em Loures, entre a Portela e Moscavide (estação da CP).

Este serviço de transportes é um caso de estudo em matéria de mobilidade. Um projecto experimental que começou em Agosto de 2007 e manter-se-á a funcionar neste regime até Março de 2008. Financiado através do Interreg, um programa da União Europeia, o Rodinhas em pouco mais de um mês já conseguiu uma média invejável de passageiros transportados por dia: 803.

Com um circuito de ida e volta (parcialmente assinalado com uma linha azul no pavimento) de 4,6 quilómetros para cumprir e uma frequência de 15 em 15 minutos, este mini autocarro tanto percorre as ruas estreitas e congestionadas da parte mais antiga de Moscavide, como passa pelas avenidas largas da populosa freguesia da Portela. Quando vê um braço estendido, uns metros à sua frente, o motorista Nélson Santos abranda. Pára e sobem para o interior do veículo, senhoras de meia idade, idosos, mães transportando bebés de colo, passageiros que vêm da estação de comboio e se dirigem à Portela, aproveitando esta útil ligação. "É um autocarro amigável. Sobretudo para as pessoas que têm mobilidade reduzida. Também é útil para a população idosa que já predomina nestas duas freguesias de Loures", refere João Cunha, do conselho de Administração da Rodoviária de Lisboa, entidade que em parceria com a Câmara Municipal de Loures desenvolve esta experiência que tudo indica "vai continuar", conforme disse ao DN João Pedro Domingos, vereador com o pelouro da Mobilidade naquela autarquia.

" Era bom que não acabasse. É uma ideia muito boa e quando as coisas são boas temos medo que acabem depressa", manifestou Lurdes Medeiros, moradora na Portela, que utiliza regularmente o Rodinhas. "Este serviço tira-nos do isolamento da Portela, servida com três carreiras da Carris, todas com tempos de espera longos", prosseguiu . O Rodinhas implicou um investimento municipal, nesta fase, de onze mil euros.

in: www.dn.pt secção cidades de 22/Set.

Concurso para metro até Rio Tinto ainda este mês


O governo vai lançar ainda este mês um concurso público internacional para o prolongamento da linha vermelha (B) do Metro do Porto até à futura estação de Venda Nova em Rio Tinto, passando por Contumil, S. João de Deus, Rio Tinto, Parque Nascente, Quinta das Freiras e Lourinhã.
Trata-se da primeira ligação do metro até Gondomar, à muito esperada por habitantes e autarcas.

21/09/2007

Voltam os eléctricos à Baixa


Mais logo a partir das 18:30h.e após cerimónia presidida pela secretária de estado dos Transportes Ana Paula Vitorino, os eléctricos da STCP construídos entre as décadas de 20 e 40 do séc. XX voltam a circular nas ruas da baixa do Porto.
Um investimento que rondou os 700 mil euros, no processo de remodulação das viaturas, constitui apenas um pequeno montante comparado com os 11 milhões de euros já gastos pela companhia desde 1996.
Amanhã Sábado a viagem será gratuita para todos os interessados.

Transportes causam polémica

A Junta Metropolitana de Lisboa (JML) vai solicitar reuniões à secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino e ao secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita. O motivo é a posição negativa da JML relativamente ao projecto que visa alterar o regime jurídico das Autoridades Metropolitanas de Transportes e o regime jurídico das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, explicou ontem o presidente da JML, Carlos Carvalho, após uma reunião daquele órgão.

"A JML tem uma posição unânime, critica, sobre este projecto. No geral temos profundas reservas relativamente a algumas propostas", sublinhou Carlos Carvalho, referindo-se, nomeadamente, à Autoridade Metropolitana de Transportes. Ressalvou, no entanto, "a grande importância que tem a criação desta autoridade". "Achamos que os municípios devem ter peso e uma capacidade maior de intervenção, assim como também a JML", reforçou, revelando ter sido informado do avanço da criação deste órgão, sem avançar datas da conclusão do projecto.

A posição negativa da JML relativamente ao regime jurídico das Áreas Metropolitanas não é nova. No princípio deste ano, aquele órgão já havia recusado a primeira versão do anteprojecto e reunido com Eduardo Cabrita. Ontem, em cima da mesa, esteve a segunda versão, que a JML continua a rejeitar.

"A nossa posição, também unânime, é de discordância, relativamente a esta matéria. Não encontrámos diferenças significativas entre as duas versões", disse. "Na nova proposta, a presidência deixa de ser rotativa (um dos pontos contestados na primeira versão do documento) e volta a ser eleita, tal como o é agora", explicou. Mas, isso é insuficiente. Consideramos que JML deveria ter competências reforçadas nos problemas metropolitanos. Hoje pode dizer-se que não tem nenhum", lamentou.

in: www.jn.pt secção: País 21/Set.

19/09/2007

Breves




A Secretaria de Estado dos Transportes está a desenvolver uma campanha de sensibilização, que inclui anúncios publicitários nos media, outdoors e indoors, e publicidade a bordo dos veículos. A ideia é simples, ou seja, passa por chamar a atenção para as vantagens da utilização do transporte público.
A campanha desenvolver-se-á em quatro fases, custando cerca de 300 mil euros só a implementação da primeira.

Cerca de noventa e duas empresas de transporte entregaram a sua candidatura junto da DGTTF, ao apoio concedido pelo estado à renovação de frota de passageiros no valor de 4 milhões de euros. Contudo, as candidaturas superam o valor concedido pelo Estado, pelo que muitas ficarão de fora. Os resultados serão conhecidos no final de Outubro.

Transportes públicos estão a atrair mais passageiros


Utentes do metro do Porto subiram 293,8 por cento
A utilização dos transportes públicos está a aumentar depois de ter passado as últimas duas décadas a diminuir. Em termos globais, o transporte colectivo está a ganhar clientes e só não tem mais adeptos, porque "as empresas privadas do sector se preocupam mais com a vertente económica do que com a social, cortando carreiras pouco rentáveis", acusa a Federação dos Sindicatos de Transportes Rodoviários e Urbanos (Festru).

O Metro do Porto (MP) é um caso de sucesso. Subiu de 9,8 milhões de clientes em 2004 para 38,6 milhões em 2006 (mais 293,8%). "Mesmo depois de toda a rede concluída, a procura continua a crescer", disse ao DN fonte da empresa, que tem uma média de 180 mil clientes em cada dia útil.

Pelo contrário, no primeiro trimestre deste ano, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto registou 55 milhões de validações, reflectindo uma média de 9,2 milhões por mês e uma diminuição de 10% em relação ao primeiro trimestre de 2006. A empresa calcula o impacto negativo do MP em apenas 15%, contra os esperados 30%.

Outro grande "salto" positivo regista-se no denominado "comboio da Ponte 25 de Abril", da Fertagus, que quase duplicou de 11,6 milhões de passageiros no ano 2000 para 21,4 milhões em 2006 (mais 84,4%).

Com acréscimos significativos também está o Metropolitano de Lisboa, que subiu de 179,7 milhões de utentes em 2004 para 185,4 milhões em 2005 (mais 3,17%).

Dados fornecidos ao DN pela CP referem que o número de utilizadores também está a aumentar, tendo sido transportadas em 2006, na rede ferroviária nacional, 135,2 milhões de pessoas. Adianta que os maiores crescimentos se registaram nas linhas urbanas do Porto, onde viajaram 18 milhões de passageiros em 2006, ou seja, mais 1,5 milhões do que no ano anterior (mais 9%). A rede urbana de Lisboa serviu 97 milhões de pessoas em 2006, o que significa mais um milhão de utentes do que em 2005.

A mesma fonte salienta que "em 2005 começou o processo de recuperação de utentes da CP, que nas últimas duas décadas tinha estado sempre a perder clientes".

Em recuperação entrou "há cerca de dois meses" a Carris, que opera em Lisboa com uma considerável rede de autocarros, eléctricos e elevadores, referiu ao DN fonte da empresa.

Explicou que "a tendência decrescente da última década já começou a ser invertida. A empresa está a ganhar clientes". Especificou que nos primeiros oito meses deste ano a Carris transportou 155,6 milhões de pessoas, enquanto em igual período de 2006 registou 155,2 milhões". Para trás, o historial da Carris é "negro", com a empresa a baixar de 300,4 milhões de utentes em 2002 para 234,8 milhões em 2006 (menos 21,8%).

Em descida vertiginosa estão os barcos da Transtejo/Soflusa - unem as margens do Tejo - que reduziram os 43217 passageiros do ano 2000 para 29691 em 2005 (menos 31,3%).

Questionado pelo DN sobre porque motivo os transportes públicos (TP) não são mais utilizados pelos portugueses, Vítor Pereira, dirigente da Festru, considera que os TP "não oferecem qualidade nem quantidade suficiente para que as pessoas abdiquem do seu transporte individual".

"As empresas retiram carreiras e alteram horários, aumentam significativamente o tarifário e deixam ficar muitas populações isoladas sem TP. Em alguns locais, é preciso recorrer a táxis para os alunos irem à escola e depois voltarem", denuncia o sindicalista. Adianta que, "muitas vezes, só há uma carreira de manhã para ir e outra ao fim da tarde para voltar".

Critica o Estado, "porque atribui concessões às empresas de TP, mas depois não as fiscaliza eficazmente para as obrigar a cumprir o que ficou estabelecido no contrato".


in: www.dn.pt secção "cidades" - 19 de SET.

STCP com acesso a deficiêntes

A STCP assinou ontem um protocolo com a ACAPO que pretende juntas sinergias e criar condições para o acesso dos cidadãos portadores de deficiência. Para ajudar os invisuais, serão criados, dentro em breve, mecanismos sonoros de aviso de identificação de carreiras.
José Sá Reis

O ano de 2007 é tido, pelas organizações internacionais, como o ano da igualdade de oportunidades para todos e a pensar nisso a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) assinou ontem um protocolo com a ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) para facilitar o acesso das pessoas com menores capacidades motoras ao transporte público, facilitando, deste modo, a integração destas na sociedade, podendo usufruir das potencialidades ao dispor dos restantes cidadãos.
O programa, denominado “Acessibilidades para todos”, visa, nesta primeira fase, a disponibilização de autocarros, “já a circularem, com uma entrada mais baixa e com vocalização dos locais de paragem do autocarro”. Tudo para facilitar o acesso destes cidadãos aos transportes públicos.
Segundo Rui Saraiva, elemento da Administração da STCP, “grande parte dos autocarros que circula nas ruas do Porto estão já adaptados com estas novas características”. Actualmente, cerca de 80 por cento da frota dos autocarros públicos tem já piso rebaixado e “70 por cento tem acesso condigno a cadeiras de rodas”. “Apenas nove das 81 linhas que compõem o actual traçado não dispõe destas novas valências”, refere Saraiva, “estando devidamente identificado o veículo com o dístico alusivo a cada condição”.

Sinais sonoros
A preocupação das duas entidades que, com este acordo, passam a trabalhar juntas na identificação de falhas nos serviços passa por instalar “nas paragens de autocarro avisos sonoros de aproximação de um autocarro, identificando qual a linha e qual o serviço prestado”. Até porque, revela Saraiva em conversa com os jornalistas à margem da assinatura do protocolo, que decorreu na entrada da Reitoria da Universidade do Porto, reservada para o efeito, “a chegada de um autocarro é perceptível mas é muito difícil perceber qual a linha que serve o autocarro. Não esqueçamos que, para um deficiente visual - para o qual grande parte destas medidas trazem uma melhoria substancial -, qualquer barulho de um automóvel pesado, como um camião, é igual. Há mesmo casos de algumas pessoas que fazem paragem a todos eles, sem saber o que pretende”, relata o administrador. E acrescenta: “O processo de identificação dos pontos críticos a corrigir foi feito com a ajuda de alguns elementos da ACAPO e do provedor do deficiente da Área Metropolitana do Porto”.

Informação em braille
Esta assinatura surge integrada na Semana Europeia da Mobilidade, iniciativa que pretende alertar para a mobilidade dentro das grandes cidades, que une várias cidades nesse propósito.
Outra das novidades declaradas na manhã de ontem prende-se com a disponibilização de informação das linhas da STCP em linguagem braille, como a sua origem e destino, o caminho percorrido e se determinada linha possui equipamentos para acesso facilitado dos deficientes.
Para José Esteves Correia, presidente da ACAPO, “os deficientes do Grande Porto estão de parabéns”, já que a STCP, o Metro do Porto e tidas as autarquias da área “estão sensibilizadas para as limitações das pessoas portadoras de deficiência”. E deixa um recado à empresa congénere em Lisboa, a Carris, instando-a a “copiar o modelo que está a ser posto em prática na cidade do Porto”.
O Clube Português de Utilizadores de Cão-Guia marcou presença e o seu presidente, João Fernandes, destacou que “este é o primeiro dia de uma colaboração futura”, destacando a importância dos cães no acompanhamento destes cidadãos, “coisa que deve ser facilitada pelos motoristas”.

in: www.oprimeirodejaneiro.pt 19/Set.

Rio Tinto vence luta pelo autocarro 803

Apartir de amanhã, o Centro de Saúde de Rio Tinto, com cerca de 40 mil utentes, vai finalmente ser servido por uma linha de transportes públicos a 803 da STCP. Esta é uma velha luta da população, que desde a abertura daquela unidade de saúde, em 2005, luta por um acesso directo da STCP. Enquadrado na Semana Europeia da Mobilidade, aquela sociedade transportadora vai assinar, hoje, um protocolo de cooperação com a Administração Regional de Saúde do Norte, (ARS).

Para além de alguns reajustes na rede de autocarros, que passará a servir diversas unidades de saúde, como a de Rio Tinto, a ARS irá divulgar as linhas da STCP. Em contrapartida, os autocarros serão um dos espaços de difusão de campanhas para a saúde pública.

Desde 2005 que os utentes daquela freguesia têm tentado encontrar uma solução, "mas as propostas não tem agradado a todos e só agora foi encontrada uma solução conjunta", disse fonte ligada ao processo.

Traçado alterado

A linha 803 (Boavista/Venda Nova) passará, a partir de amanhã, no centro de saúde, podendo ser uma mais valia para os cerca de 40 mil utentes (aquela unidade de saúde é uma das principais da freguesia e inclui ainda duas unidades familiares).

Já em Janeiro, com a reestruturação da rede da STCP, aquela freguesia viu a oferta ser duplicada, ficando abrangida pela antiga linha 55 ( Bolhão/Baguim) e pela nova 803, mas nenhuma servia o centro de saúde, "apesar dos esforços contínuos". A alteração gerou fortes contestações, uma vez que a freguesia é uma das localidades periféricas do Porto mais dependente da oferta da STCP.

A extinção da carreira 53 e a sua substituição pela 803 determinou que os habitantes façam transbordo na Areosa e junto ao Hospital de S. João,onde podem também optar pela rede de metro e aceder à baixa do Porto. Mas o traçado nunca foi alterado de forma a contemplar o centro de saúde. É agora.


in: www.jn.pt secção: Porto 19/SET.

17/09/2007

Câmara de Vagos cria rede de transportes

Câmara de Vagos pretende constituir rede de transportes em colaboração com as IPSS do concelho, destinada essencialmente ao transporte de idosos e de crianças. Para tal, a edilidade prevê adquirir autocarros com adaptação ao transporte de cidadãos com dificuldades de mobilidade.
Cada viatura custará 150 mil euros, e a Câmara suportará metade do encargo, enquanto que a instituição que receber a viatura pagará os restantes 50%.

I Festival do táxi


Decorre em Lisboa o primeiro Festival do táxi até ao próximo dia 23 de Setembro. A iniciativa organizada pelo especialista em transportes José Viegas, pretende analisar o futuro do sector na sociedade portuguesa, bem como soluções tecnológicas, a adoptar no futuro.
Para o organizador do evento, Portugal deveria adoptar à semelhança de outros países a moto-táxi, que segundo o próprio torna-se numa solução barata, e eficáz nos tempos que correm.
Para os representantes dos táxistas, o sector atravessa uma grave crise, com o número de clientes a diminuir de ano para ano. Por outro lado, culpam a insuficiência de corredores "BUS", que permitiriam aumentar a velocidade comercial, e o limite de velocidade dos radares de Lisboa, factores que constituem segundo os próprios, um entrave ao desenvolvimento do transporte efectuado por táxis.

Câmara apoia regresso dos eléctricos

A petição sugerindo o regresso dos eléctricos à cidade de Braga e que leva já mais de 400 assinaturas, ganhou um dos mais importantes apoios o presidente da câmara, que considera a proposta "interessante" e a ideia digna de "amadurecimento". Mesquita Machado mostrou-se "disponível" para reunir com o autor da petição, Pedro Morgado, até porque "apreciou a proposta deste grupo de cidadãos" que se insere naquilo que "a câmara quer fazer com o orçamento participativo".

Fazendo história e recordando que é dos tempos dos eléctricos, "numa altura em que nos púnhamos de lado nas ruas para eles passarem", o autarca quer "estudos para saber se a proposta, exequível, é viável também financeiramente". Com este apoio que Pedro Morgado considera "importante", parte-se para a discussão do modelo pode vir a ser adoptado.

O presidente da câmara de Braga simpatiza com o existente numa cidade alemã. "Há uns anos fui com um vereador à cidade de Wupperthal para estudarmos uma ideia para o metro. Lá chamam-lhe 'o avião dos pobres' porque lá o metro é no ar, sobre o rio que atravessa toda a cidade. Esta pode ser uma ideia a estudar e a equacionar até porque nós também temos um rio que atravessa a cidade toda", compara Mesquita Machado. Para muitos, a ideia de um monocarril é uma proposta radical, " mas ainda assim merecedora de ser estudada".

Da parte dos peticionários, a ideia mais consensual é o modelo da cidade francesa de Bordéus, onde foi criado o "Tramway" com três linhas de eléctrico que cobrem a maioria das principais zonas da cidade e arredores e cruzam-se no centro da cidade. O presidente da câmara de então, Alain Juppé, criou zonas reservadas, nas avenidas ou em vias públicas para o eléctrico. Em média a cada oito minutos passa um eléctrico onde diariamente são transportadas mais de 110 mil passageiros.

O elétrico tem-se tornado opção em cidades europeias da Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha, Itália e França para fazer face ao estrangulamento de trânsito nos centros urbanos.

in: www.jn.pt secção: Porto 17/Set.

15/09/2007

Eléctricos da STCP fazem testes no regresso à baixa

Os eléctricos da STCP já circulam na baixa, no entanto, o se funcionamento encontra-se em fase de testes, abrindo ao público já na próxima 6ª-feira.
Ligar Massarelos ao elevador dos Guindais, passando pela Av. Aliados e pela Praça da Batalha, é este o percurso da linha 18 que fáz actualmente a circulação entre Massarelos e o Carmo numa extensão de 2,3 km, desde que reabriu em 2005.
A nova ligação significa um regresso 30 anos depois, e 112 após a primeira ligação. Embora, os veículos sejam antigos bem ao gosto dos turistas, os carris que acabaram de ser instaladas nas ruas da baixa, são bem modernos, não necessitando de manutenção futura.
Será portanto, em plena celebração da Semana da Mobilidade, que os velhos eléctricos, na cidade que os viu nascer em Portugal, prometem fazer as delicias dos turistas que passam, e um viagem no tempo de todos aqueles que cresceram com ele.

Carris celebra 135 anos de existência


A Carris celebra a 18 de Setembro 135 anos de existência. A empresa lisboeta, fundada curiosamente no Rio de Janeiro, assinalará a data com a distribuição de pastéis de nata à população, por volta das 10 horas da manhã.
Inserida ainda nas comemorações do aniversário da Carris e em simultâneo com a da Semana da Mobilidade, será reaberto ao público o ascensor da Glória.
No complexo de Miraflores, será presidida pela Secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino, uma cerimónia onde serão entregues diplomas a funcionários e serão apresentadas viaturas adaptadas ao transporte de bicicletas durante os fins-de-semana.
Serão ainda, apresentadas quatro novas carreiras, adaptadas ao transporte de cadeira de rodas.

Ascensor da glória reabre ao público

É já na próxima terça-feira dia 18, dia em que a Carris comemora os seus 135 anos de existência, que o ascensor da glória reabre ao público, depois de estar encerrado ao público desde 16 de Abril do ano passado, em consequência das obras de requalificação do túnel do Rossio.
A empresa pública rodoviária da capital foi ressarcida pela Refer, pela paragem do ascensor, dado que o túnel está situado a poucos centímetros abaixo do traçado do ascensor.
A Carris aproveitou a paragem do veículo para fazer a revisão periódica, revisão que deveria acontecer somente no final do ano mas que foi antecipada para não obrigar a uma nova paragem.
Fica de fora no entanto, a instalação de videovigilância em todos os ascensores da empresa para prevenir eventuais actos de vandalismo, visto que a Comissão Nacional de Protecção de Dados ainda não deu resposta à solicitação da Carris.

Táxis obrigados a usar distico de vidiovigilância

A Portaria 1164-A/2007, de 12 de Setembro, acaba de aprovar o modelo de aviso para os táxis que instalem sistemas de videovigilância, sinalizando que neles se procede à captação e á gravação de imagens por razões de segurança, identificando o responsável pelo tratamento de dados e o respectivo contacto. O dístico terá de ser cor vermelha, possuir dimensões de 12,5 cm x 5,4 cm, e conter o seguinte aviso «Para sua segurança este táxi está equipado com sistema de videovilância de captação e gravação de imagens». Deve também ser colocado em local bem visível, em conformidade com a Lei 33/2007, de 13 de Agosto, que regulamenta a instalação e utilização de sistemas de videovigilância em táxis, fixando as finalidades autorizadas, os requisitos mínimos, as características dos equipamentos e o regime aplicável à sua homologação, instalação e fiscalização.

in: www.transportesemrevista.com/secção passageiros

12/09/2007

Novos veículos no serviço «BusCas»


A Câmara Municipal de Cascais através da concessionária Scotturb que assegura o serviço na zona central de Cascais, o denominado «BusCas», vai substituir os actuais mini-autocarros, por três novos veículos standard, o que trará maior número de lugares para passageiros, com rampa de acesso a deficientes e ar condicionado.
O valor gasto na aquisição destes veículos ronda os 400 mil euros, que a Câmara prevê ser um investimento na melhoria da mobilidade dos cidadãos do concelho.

11/09/2007

Proibido fumar dentro dos táxis


A lei 27/2007 de 14 de Agosto estabelece que a partir de 1 de Janeiro de 2008 passa a ser proibido fumar dentro dos táxis.
A medida contempla igualmente, outros modos de transporte como teleféricos, transportes rodo e ferroviários, ascensores, etc.
Os utentes dos serviços de transportes apanhados a fumar incorrem numa coima que varia entre os 50 e os 750 euros. No caso dos táxistas, se estes fumarem enquanto transportam clientes, podem pagar uma multa entre os 50 e os 1000 euros.

10/09/2007

Prolongamento do metro até Santo Ovídio obriga a construção de túnel rodoviário


O prolongamento da linha amarela (D), do Metro do Porto implicará a construção de um túnel rodoviário por baixo da rotunda de Santo Ovídio.
As obras que arrancarão nos primeiros meses de 2008, permitirão a construção de um túnel de aproximadamente 275 metros, que permitem o fluxo de trânsito sem constrangimentos.
A extensão a construir para lá de Santo Ovídio será de 150 metros, permitirá futuro prolongamento até Laborim, e no imediato, a inversão das composições, para o regresso ao Porto.
O prolongamento da linha do metro até Santo Ovídio, não obriga contudo, à demolição da rotunda. No entanto, esta será alvo de uma remodelação, bem como as artérias adjacentes, de forma a permitir, não só a construção da estação, como dos acessos à mesma.

Protestos contra rede da STCP em Outubro

O Movimento de Utentes de Transportes da Área Metropolitana do Porto agendou para Outubro uma nova ronda de protestos por causa da nova rede de transportes implementada pela STCP a 1 de Janeiro último. Em causa segundo o movimento, está o facto de algumas linhas não funcionarem aos fins-de-semana, à noite as viaturas andarem sobrelotadas, entre outras razões.
A nova grelha de horários da STCP, contempla algumas mudanças que vão ao encontro das pretensões do movimento, no entanto, parece não ser o suficiente para satisfazer as reivindicações da Comissão de Utentes.

08/09/2007

Horários de Inverno da STCP com mudanças

É já a partir da próxima segunda-feira que a STCP proporciona aos seus utentes novos horários e novos percursos no que diz respeito ás linhas 203, 501, 600 e ZA. Segundo a STCP, o Horário de Inverno “é uma medida que visa adequar os serviços prestados às necessidades de mobilidade resultantes do normal período laboral e do início de mais um ano escolar”. Por essa razão, são quatro as linhas que serão objecto de reforço a partir do dia 10, não só nos dias úteis, mas também durante o fim-de-semana. Ao comparar-se o horário de Verão com o novo horário de Inverno os clientes vão notar que a STCP reforçou a frequência aos dias úteis em 94 por cento, aos sábados em 96 por cento e aos domingos em 90 por cento das linhas. Entretanto, a STCP fez ainda questão de referir, na apresentação, ontem, dos novos horários, que a frequência do serviço nocturno se mantém praticamente inalterada. Assim sendo, durante os dias úteis vai ser melhorada a frequência de 35 linhas, 18 das quais durante todo o dia e os restantes 17 com os seus percursos reforçados somente durante as horas de ponta. Aos sábados, a frequência é incrementada em 12 linhas e ao domingo em nove. A STCP assegura que vai “manter os mesmos carros, mas aumentar o tempo de percurso de cada um”.

Percursos alterados
Paralelamente à introdução dos horários de Inverno, a STCP vai ainda alterar alguns percursos e términos de algumas linhas, de modo a prestar um melhor serviço aos seus utentes. A STCP explica que estas alterações resultam “da permanente análise de procura que tem sido efectuada pela empresa” e “alguns ajustamentos a alterações de trânsito em alguns arruamentos”.
A linha 203 irá ter então duas melhorias: A primeira consiste em penetrar a carreira em pleno Bairro Gomes da Costa e, para além disso, a linha que faz a ligação mais curta entre o Marquês, a Boavista e a Foz, a partir de segunda-feira passa também a ir até ao Castelo do Queijo. Para além destas mudanças, a linha 203 vai ainda estar de serviço sete dias por semana, ou seja, também ao fim-de-semana.
A linha 501 que estabelece a ligação entre as zonas residenciais de Ramalde e Aldoar para a Baixa do Porto e para Matosinhos Sul, além de fazer agora serviço no Bairro da Biquinha, faz ainda a ligação à Escola Secundária Gonçalves Zarco.
A linha 600 é uma linha de elevada frequência que liga em pouco mais de 40 minutos o Centro da Maia à Baixa do Porto. Por esta ser de longe a carreira que tem sido a mais contestada pelos utentes, a STCP decidiu, sem alterar o mercado que serve, melhorar a linha em dois aspectos: Prolongar o percurso até à Rua de Gestalinho, por ser uma zona de densidade populacional elevada, bem no centro da freguesia de Barca, há dois términos com uma localização considerada mais apropriada; no Porto há também alteração dos términos. O término dos Lóios passa então para a Rua Sá da Bandeira, onde os utentes vão “dispor de melhores condições de espera”, refere a STCP. Esta medida surgiu também num pedido feito pela Câmara Municipal do Porto, de modo a se reduzir o número de paragens ao longo da Baixa, para que não condicione o bom funcionamento da zona, quer em termos de turismo, quer em termos da população portuense. E a STCP salienta que com esta medida, “possibilitam melhores condições para a população”.
A linha ZA – Zona Angeiras é outra linha que vai ter novos términos, respectivamente no Freixieiro e vai ainda continuar a rebater na linha 601.

Mudança de términos
Outras linhas que vão sofrer alterações no que toca aos términos são a 800, em o da Rua Sá da Bandeira passa a ser na Rua Alexandre Braga.
A linha 401, que muda o seu términos do Bolhão para a Trindade, mais propriamente para a Rua Heróis Mártires de Angola e ainda a linha 4M, que altera o términos na Maia para a Avenida Visconde Barreiros.

in: www.oprimeirodejaneiro.pt secção: Porto

Petição on-line exige regresso dos carros eléctricos a Braga

Uma petição está a circular por via electrónica sugerindo, à Câmara de Braga, que equacione o regresso do eléctrico às ruas da cidade. O principal e primeiro subscritor do documento é Pedro Morgado, autor do blogue "Avenida Central", local onde a ideia começou a ganhar forma. A petição começa por referir que "o eléctrico é um meio de transporte muito utilizado ao longo do século XX, nas maiores cidades de todo o Mundo. O eléctrico faz normalmente percursos turísticos, mas o facto de ter prioridade sobre os demais transportes terrestres leva a que se tenha tornado um meio de transporte rápido, utilizado por largos sectores da sociedade no seu dia-a-dia".

Historiando a vida do eléctrico em Braga, que começou em 1914 e teve o seu auge de popularidade nos anos cinquenta, Pedro Morgado lembra que "em 1963, devido à acelerada degradação da qualidade do serviço prestado pelo eléctrico, a Câmara de Braga passa a privilegiar o uso de troleicarros, transporte que será utilizado até 1979. Tanto os troleicarros como o eléctrico circulavam em duas linhas uma desde o Monte de Arcos até ao Parque da Ponte e outra desde o Elevador do Bom Jesus até à estação de caminhos-de-ferro".

Os subscritores, que até ao dia de ontem rondavam os 130, apoiam uma ideia que "deixou muita saudade" e que "uma Braga moderna e acolhedora, do século XXI, não pode deixar de ponderar seriamente". E sugestões não faltam "a aposta não seria exclusivamente turística, uma vez que o eléctrico seria uma excelente alternativa a algumas das linhas de autocarros dos TUB e poderia servir, no imediato, a tão desejada e necessária ligação entre a estação de caminhos-de-ferro e a Universidade do Minho, seguindo depois para o Bom Jesus".

Uma das maiores curiosidades é que há assinantes de vários concelhos do distrito de Braga agradados com "uma ideia útil e ecológica que daria à cidade de Braga uma mais-valia não só em termos turísticos, mas também a outros níveis". Fernando Guedes lembra, por exemplo, que "o eléctrico é uma boa alternativa ao metro, tendo em conta as características da cidade e inerentes dificuldades para a construção de uma linha de metro". Pedro Marques alinha pelo diapasão da grande maioria dos subscritores "Se for possível a sua execução tendo em conta o orçamento da Câmara penso que é uma excelente ideia, não só turística, mas mesmo para todos nós bracarenses de se tornar um meio de transporte privilegiado". A Câmara de Braga, para já, remete-se ao silêncio e não quis prestar declarações sobre as intenções explanadas nesta petição.

Fazendo um pouco de história, recorde-se que os carros eléctricos foram substituídos, em 1961, quando a Câmara adquire a totalidade do material fixo e a quase totalidade do móvel do sistema de troleicarros da cidade alemã de Heilbronn nove viaturas, camiões-torre de apoio e todo o material acessório, cabos eléctricos, suportes, ligadores, etc..

A primeira viagem oficial, de teste, com o troleicarro a ser conduzido por um motorista dos Serviços de Transportes Colectivos do Porto, tem lugar a 4 de Outubro de 1962. A 28 de maio de 1963, é oficialmente inaugurado o sistema de troleicarros de Braga que compreende as mesmas duas linhas dos carros eléctricos do Monte d'Arcos à Ponte de S. João e de Maximinos ao Bom Jesus do Monte.

in: www.jn.pt secção: Norte de 8/Set.

07/09/2007

Governo não contempla empresas municipais de transportes


O Conselho de Ministros reunido quinta-feira passada, não contemplou verbas de atribuição a empresas municipais de serviço de transportes.
Em causa estão as indemnizações compensatórias atribuídas anualmente pelo Estado, para fazer face aos custos de operacionalização do serviço de transportes, cuja receita de bilhética se torna insuficiente.
As empresas municipais que não foram contempladas são: os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), Transportes Urbanos de Braga (TUB), Transportes de Aveiro (MoveAveiro), Transportes Colectivos do Barreiro (TCB), e ainda os serviços municipais de transportes dos concelhos de Bragança e Portalegre, cujos autarcas mostraram já o seu desagrado, por serem no seu entender, discriminados face a Lisboa e Porto.

Metro do Porto bate record de clientes

metro do Porto transportou, nos dois principais dias da Red Bull Air Race, na sexta-feira e sábado passados, um total de 346 838 passageiros, o que representa 150 mil validações a mais do que a média, disse, ontem, fonte da empresa. O melhor dia de sempre em termos de transporte de clientes foi, no entanto, a 8 de Maio último, uma terça-feira, dia de cortejo da Queima das Fitas, em que foram efectuadas 237 mil validações.

Fonte da empresa afirmou, à Lusa, que, na sexta-feira (31 de Agosto), registaram-se 168 529 validações e que, no sábado (1 de Setembro), o número aumentou para os 178 309 clientes. O número médio de passageiros transportados em dias úteis do mês de Agosto ronda os 123 mil e nos sábados de Agosto foram transportados, em média, 71 mil pessoas.

"No dia da prova - sábado -, foram registadas 106 mil validações acima da média dos quatro sábado anteriores", sublinhou a fonte.

Também a CP afirma, em comunicado, ter batido um recorde no número de passageiros transportados no Norte do país devido à Red Bull Air Race.

Nos dois dias do evento, deslocaram-se de comboio "mais de 264 mil passageiros". Para responder à "forte afluência do público" interessado em assistir à Red Bull Air Race World Séries, a CP Porto, CP Longo Curso e CP Regional promoveram "um conjunto de desdobramentos e serviços especiais que permitiram o transporte de mais de 264 mil passageiros, nos dois principais dias do evento", diz a empresa.

A Red Bull Air Race World Séries reuniu, no passado sábado, nas margens do rio Douro, no Porto e em Gaia, cerca de 600 mil pessoas, segundo dados da organização. As provas de qualificação, realizadas na sexta-feira, juntaram também cerca de 250 mil espectadores nas margens do Douro, o que, segundo a organização, representou o recorde do ano de assistência em provas de qualificação deste campeonato.

in: www.jn.pt secção Porto

05/09/2007

Carris Tur recebe 10 novos autocarros


A Carris Tur recebeu por parte da Auto Sueco 10 novas viaturas marca Volvo.
Os autocarros dedicam-se ao transporte de passageiros em percursos túristicos em várias cidades do país onde a empresa do Grupo Carris está presente.
Todos os veículos têm dois pisos, sendo o piso superior descapotável, e os bancos dos passageiros dispôem de sistema áudio para que os passageiros possam ouvir as informações túristicas em várias linguas.

Utentes relembram promesssas


A Comissão de Utentes da Linha do Douro aguardará até finais de Setembro pela concretização das medidas prometidas pela CP, que permitirão resolver parcialmente os problemas criados com os novos horários, em vigor desde 22 de Abril.

"As medidas que nos foram prometidas pela CP permitirão resolver uma grande parte dos problemas, mas é necessário que sejam concretizadas", disse ontem à Lusa fonte daquela comissão.

Segundo a fonte, a CP terá assegurado a alteração dos horários de forma a reduzir os tempos de espera dos actuais 40 minutos para apenas 10 minutos. A empresa também terá prometido estudar a possibilidade de realizar uma nova ligação ferroviária, durante a manhã, entre Marco de Canaveses e Porto.

A Comissão de Utentes da Linha do Douro decidiu, por isso, "esperar até ao final de Setembro" pela concretização das medidas prometidas pela CP, admitindo, caso não sejam concretizadas, realizar iniciativas de protesto a partir daquela data.

A insatisfação dos utentes da Linha do Douro resulta da entrada em vigor dos novos horários, que implicaram uma redução significativa das ligações entre Caíde e Marco de Canaveses, o que impede os utentes desta zona de terem ligações que permitam apanhar os primeiros comboios do Alfa no período da manhã com destino a Lisboa. Antes destas alterações, existiam 18 ligações diárias entre Caíde e Marco de Canaveses, que foram reduzidas para 10 com os novos horários, situação agravada com o facto de algumas destas ligações obrigarem a muito tempo de espera.

Com os novos horários, os utentes são obrigados a aguardar por um comboio regional, quando antes seguiam nas ligações directas que existiam entre Caíde e Marco de Canaveses.

in: www.jn.pt secção:Porto

Câmara de Oliveira de Azeméis lança serviço de autocarros

Depois de vários ensaios decorridos na semana da mobilidade, a Câmara de Oliveira de Azeméis vai lançar um serviço de transportes, inicialmente através de um mini-autocarro, já a partir do próximo dia 17.
O percurso contará com 26 paragens e custo do bilhete por passageiro custará 70 cêntimos.
O trajecto do autocarro terá em conta o centro da cidade, as escolas, a piscina municipal, zona industrial, hipermercados e também o centro de saúde.
A concessão do serviço está a cargo da empresa A.V. Reis por um periodo de um ano, altura que será lançado pela autarquia um novo concurso público para a concesão daquele transporte.
Caso a procura seja maior que o esperado, o mini-autocarro de 16 lugares será trocado por um de 24 lugares.

04/09/2007

Governo Regional vende Empresa de Transportes Colectivos

Por decisão do Governo Regional dos Açores, a Empresa de Transportes Colectivos de Santa (ETCSM) Maria, vai ser vendida por um valor base de 120 mil euros. O Governo de Carlos César decidiu convidar algumas empresas rodoviárias do arquipélago para procederem à formulação de propostas de aquisição. As empresas em questão são a Varela e C. Lda, Auto Viação Micaelense, Caetano, Raposo & Pereiras, Empresa de Viação Terceirense, Grupo Ciprotur e também a Câmara Municipal de Vila do Porto. Nos últimos anos, a ETCSM tem sido alvo de uma grande reestruturação ao nível da frota e das suas instalações com vista à criação de condições para a sua privatização.

in: www.transportesemrevista.com

02/09/2007

Boas práticas



Ontem dia 1, realizou-se nas zonas ribeirinhas de Porto e Gaia a prova do campionato do mundo da Red Bull Air Race World Series, pela primeira vez no nosso país.
Para assistir ao evento, estiveram como se esperava mais de 600.000 pessoas vindas de diversos pontos do país e do estrangeiro.
Como forma de garantir a segurança das pessoas, a circulação do metro esteve cortada na linha D entre estação de S. Bento e de João de Deus em Gaia, dado que a circulação do metro nestas entre estas estações obriga à passagem pelo tabuleiro superior da ponte D. Luís.
Desta forma, a estação de S. Bento foi a que ficou mais próxima do evento.
A Metro do Porto, promoveu acções e esclarecimento sobre o título «ANDANTE», aos milhares de espectadores que utilizaram aquele meio de transporte e que por ventura desconhecessem o procedimento tarifário utilizado nos transportes do Grande Porto, através de funcionários colocados à entrada da estação de S. Bento que garantiram o apoio necessário à aquisição e validação dos títulos.

Por outro lado, como forma de garantir a segurança necessária aos utilizadores do metro, o acesso ao cais da estação de S. Bento foi controlada por seguranças da empresa que permitiam a passagem únicamente a um determinado grupo de pessoas de cada vez, o suficiente para ocuparem as carruagens do metro, para que o espaço do cais da estação não fosse saturado, evitando desta forma, incidentes desnecessários.

J.A.

01/09/2007

Os eléctricos da STCP voltam à Baixa


Inserida na semana da mobilidade, a STCP colocará os antigos eléctricos a circular já a partir do próximo dia 21 de Setembro entre a zona de Massarelos, Praça Parada Leitão, onde actualmente já circula o eléctrico nº 18, trajecto este que regressou em 2005, e que se extenderá pela Rua dos Clérigos, passará pela Av. Aliados, subirá a 31 de Janeiro, passando pela Batalha, ligando ao Funicular dos Guindais, voltando pela R. Santa Catarina, Passos Manuel, Av. Aliados, Carmo e finalmente Massarelos.
Actualmente, parte deste circuito encontra-se em obras de implementação dos carris, material este que dada a sua evolução não necessitará de manutenção, e está igualmente adaptado para receber eléctricos modermos e mais rápidos, bem como metro de superficie.
A empresa acredita que este regresso ajudará à revitalização da Baixa, já que este modo de transporte é muito usado pelos turistas.
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