STCP com oferta a 100% aos fins-de-semana.OBRIGATÓRIO USO DE MÁSCARA NOS TRANSPORTES PÚBLICOS.

19/09/2007

STCP com acesso a deficiêntes

A STCP assinou ontem um protocolo com a ACAPO que pretende juntas sinergias e criar condições para o acesso dos cidadãos portadores de deficiência. Para ajudar os invisuais, serão criados, dentro em breve, mecanismos sonoros de aviso de identificação de carreiras.
José Sá Reis

O ano de 2007 é tido, pelas organizações internacionais, como o ano da igualdade de oportunidades para todos e a pensar nisso a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) assinou ontem um protocolo com a ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) para facilitar o acesso das pessoas com menores capacidades motoras ao transporte público, facilitando, deste modo, a integração destas na sociedade, podendo usufruir das potencialidades ao dispor dos restantes cidadãos.
O programa, denominado “Acessibilidades para todos”, visa, nesta primeira fase, a disponibilização de autocarros, “já a circularem, com uma entrada mais baixa e com vocalização dos locais de paragem do autocarro”. Tudo para facilitar o acesso destes cidadãos aos transportes públicos.
Segundo Rui Saraiva, elemento da Administração da STCP, “grande parte dos autocarros que circula nas ruas do Porto estão já adaptados com estas novas características”. Actualmente, cerca de 80 por cento da frota dos autocarros públicos tem já piso rebaixado e “70 por cento tem acesso condigno a cadeiras de rodas”. “Apenas nove das 81 linhas que compõem o actual traçado não dispõe destas novas valências”, refere Saraiva, “estando devidamente identificado o veículo com o dístico alusivo a cada condição”.

Sinais sonoros
A preocupação das duas entidades que, com este acordo, passam a trabalhar juntas na identificação de falhas nos serviços passa por instalar “nas paragens de autocarro avisos sonoros de aproximação de um autocarro, identificando qual a linha e qual o serviço prestado”. Até porque, revela Saraiva em conversa com os jornalistas à margem da assinatura do protocolo, que decorreu na entrada da Reitoria da Universidade do Porto, reservada para o efeito, “a chegada de um autocarro é perceptível mas é muito difícil perceber qual a linha que serve o autocarro. Não esqueçamos que, para um deficiente visual - para o qual grande parte destas medidas trazem uma melhoria substancial -, qualquer barulho de um automóvel pesado, como um camião, é igual. Há mesmo casos de algumas pessoas que fazem paragem a todos eles, sem saber o que pretende”, relata o administrador. E acrescenta: “O processo de identificação dos pontos críticos a corrigir foi feito com a ajuda de alguns elementos da ACAPO e do provedor do deficiente da Área Metropolitana do Porto”.

Informação em braille
Esta assinatura surge integrada na Semana Europeia da Mobilidade, iniciativa que pretende alertar para a mobilidade dentro das grandes cidades, que une várias cidades nesse propósito.
Outra das novidades declaradas na manhã de ontem prende-se com a disponibilização de informação das linhas da STCP em linguagem braille, como a sua origem e destino, o caminho percorrido e se determinada linha possui equipamentos para acesso facilitado dos deficientes.
Para José Esteves Correia, presidente da ACAPO, “os deficientes do Grande Porto estão de parabéns”, já que a STCP, o Metro do Porto e tidas as autarquias da área “estão sensibilizadas para as limitações das pessoas portadoras de deficiência”. E deixa um recado à empresa congénere em Lisboa, a Carris, instando-a a “copiar o modelo que está a ser posto em prática na cidade do Porto”.
O Clube Português de Utilizadores de Cão-Guia marcou presença e o seu presidente, João Fernandes, destacou que “este é o primeiro dia de uma colaboração futura”, destacando a importância dos cães no acompanhamento destes cidadãos, “coisa que deve ser facilitada pelos motoristas”.

in: www.oprimeirodejaneiro.pt 19/Set.

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