31/03/2008

Novas tecnologias ajudam deficientes visuais


A Metro do Porto, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e a ACAPO desenvolveram dois modelos tecnológicos: a INFOMETRO e a MOVEMETRO que permitem a utentes com deficiêcia visual através de um telemóvel ligarem gratuitamente para uma linha de apoio, que através de um dispositivo audio permite aos utilizadores guiarem-se nas instalações do metro, ultrapassando desta forma todas as barreiras que se colocam no percurso entre as entradas/saidas e o cais.

26/03/2008

Metro do Porto é rentável

O Metro do Porto é "altamente rentável" sob quase todos os pontos de vista, contribuindo para maior qualidade de vida, competitividade e sustentabilidade da Área Metropolitana. Apesar dos benefícios - económicos, sociais, ambientais -, o projecto "corre o risco de se tornar financeiramente insustentável".

A conclusão resulta do estudo de avaliação do impacto do projecto durante seis anos - 2001/07 - conduzido pelos professores catedráticos Paulo Pinho, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e Manuel Vilares, da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Os resultados, publicados no "Livro branco", foram apresentados ontem, na Fundação de Serralves.

"O balanço positivo superou as minhas expectativas", admitiu Manuel de Oliveira Marques, no seu último dia enquanto presidente da Comissão Executiva da Metro. "Não fora o sucessivo incumprimento por parte do Estado nas suas obrigações enquanto concedente, regulador e accionista, e estaríamos perante um projecto perfeito", criticou, colocando nas mãos do Governo a solução para o "excessivo endividamento da empresa". E apontou o caminho basta "mudar o quadro de financiamento em termos de fundo perdido de base comunitária e de base doméstica e celebrar o contrato de concessão de exploração que permite atribuir ao metro indemnizações compensatórias que até agora não foram atribuídas e o quadro financeiro mudará substancialmente e o panorama passará a ser extremamente positivo".

A crítica ao poder central foi traduzida em números pelos autores do estudo num investimento superior a dois mil milhões de euros, apenas 24% resultam de subsídios (nacionais ou comunitários), o que obrigou a um "recurso quase exclusivo a empréstimos". Daqui resulta "o pagamento de avultados montantes em juros, conduzindo à necessidade de novos empréstimos". Daí a situação financeiramente insustentável: as receitas geradas são insuficientes para fazer face à dívida.

11 mil carros a menos

Sob todas as outras perspectivas, o balanço do projecto que conta cinco linhas à superfície, 60 quilómetros de extensão e 59 estações - mais do que as que existem em Lisboa - não poderia ser mais positivo.

Além de ter criado quase sete mil postos de trabalho, geograficamente o metro já cobre 40% dos locais de emprego e 22% da população residente na área metropolitana, o que ajudará a explicar a quota de mercado em termos de clientes 12%. Nos últimos quatro anos, o número de validações multiplicou por mais de oito vezes, passando de cerca de seis para 48 milhões.

A acessibilidade, a duração e o preço da viagem - os utilizadores reduziram o tempo despendido em 50% e o custo em 27% - são apontadas como argumentos para quem escolhe o metro. Tendo sido a maioria dos clientes (65,4%) conquistada aos outros transportes colectivos, será de referir que o metro conseguiu retirar do tráfego diário cerca de 11 mil automóveis, o que se reflectiu no acréscimo de mobilidade e nos baixos níveis de emissões poluentes para a atmosfera.

Finalmente, as áreas requalificada pelo projecto são semelhantes às que beneficiaram de programas como a Polis ou a Urbcom. E, no Porto, a intervenção no espaço público foi mesmo superior à realizada pela Porto 2001.

in: www.jn.pt secção Porto de 25 Mar/08

24/03/2008

CP reforça ligações entre o Porto e Braga

A partir do dia 30 de Março entrarão em funcionamente 5 novas ligações entre o Porto e Braga, que se realizarão em menos de uma hora. Duas delas são no sentido Braga-Porto, e três no sentido Porto-Braga.
Para além disso, serão ainda estabelecidas 9 outras ligações entre o Porto, Braga e Famalicão.

19/03/2008

Problemas de mobilidade


Roma: capital italiana com cerca de dois milhões e meio de habitantes, e uma área que compreende quase dois milhões de quilómetros quadrados, e um sistema de transportes que inclui sómente duas linhas de metro que atravesssam a cidade.
Para uma cidade desta dimensão, compreenderá o mais comum dos mortais, que se trata de um serviço inefeciente, tanto mais que, dadas os inúmeros cruzamentos das avenidas romanas e os respectivos semaforos e paragens de entrada e saída de passageiros, a mobilidade efectuada quer de autocarro, quer de eléctrico, significa uma verdadeira dor cabeça para quem se desloca na cidade.
Se pensarmos que nas horas de ponta estes meios são mais pequenos face à capacidade de transporte que tem uma carruagem de metro, resulta literalmente numa oferta inferior às necessidades dos utentes.
Em termos práticos significa que nas horas da manhã ou do fim da tarde são muitos os passageiros que não encontram lugar abordo dos autocarros e eléctricos, porque estes circulam sobrelotados, sendo deconfortável para quem viaja, e para quem não consegue um posto.
Não é menos verdade, que nem sempre é fácil aos motoristas e guarda freios prosseguirem a marcha dos veículos, porque se encontram passageiros junto das portas e estas não fecham porque esbarram nos passageiros.
Por outro lado, as viagens são mais lentas dada a afluência de passageiros e a falta de resposta de um serviço de qualidade.
Em termos reais, a mobilidade na capital de Lazio e de Itália, torna-se dificil dada a falta de um serviço de metro mais amplo que conseguisse abranger os principais pólos habitacionais, industriais, e escolares, o que retiraria milhares de utentes aos transportes de superficie, aumentando o conforto, a velocidade, e o número de utentes dos transportes públicos, e respectiva diminuição do transporte individual com visiveis ganhos em termos ambientais.
Em suma, se estabelecermos um paralelo com outras cidades europeias como Madrid verificamos, que esta por exemplo dispõe de dez linhas de metro, Bucareste quatro, Berlim dispõe de uma ampla rede de comboio em altura, mesmo Lisboa que é em comparação bem mais pequena que Roma, dispõe de quatro linhas ...
Afinal, há quem seja pior que nós!

J.A.

18/03/2008

Alitalia vendida ao grupo AirFrance-KLM

O governo italiano decidiu vender a sua participaçção de 49.9% da companhia aérea Alitalia ao grupo franco-holandês por cerca de 140 milhões de euros. Na prática o grupo AirFrance-KLM trocará uma acção do seu grupo por cento e sessenta da companhia italiana.
Esta decisão é uma resposta aos prejuízos sucessivos da transportadora que apênas tem sobrevivido graças à injecção de capital estadual.
Contudo, as caracteristicas da companhia como nome, cores dos aparelhos e bufet continuam italianos.
O objectivo imediato é a consolidação financeira da companhia através da injecção de capital, e a compra de novos aparelhos para fazer face às suas concorrentes nas rotas mais importantes.

Troleis de Coimbra expandem-se

A expansão da rede de tróleis de Coimbra, com abertura de um novo troço na Solum, desperta a cidade para as vantagens deste transporte ecológico, numa altura em que a câmara recusa o traçado do metro nesta zona. Os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) estão a finalizar a instalação da linha de troleicarros entre a Solum e a Universidade, passando pelos Olivais e Praça da República.

A câmara rejeitou, no dia 10, o trajecto do metro ligeiro proposto pela Metro Mondego para a Solum, tendo o presidente do executivo municipal, Carlos Encarnação, exigido do Governo um compromisso escrito para a imediata electrificação do troço urbano do projecto, que abrange o Ramal da Lousã.

Manuel Oliveira, administrador-delegado dos SMTUC, prevê que o novo percurso de trólei, um investimento de 400 mil euros, comparticipado pelo Estado em 90%, seja inaugurado até ao fim deste mês.

A conclusão das obras depende de uma autorização do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico para fazer escavações no centro histórico, permitindo substituir três postes da rede.

A ambientalista Maria de Lurdes Cravo elogia esta aposta, que deve traduzir um "sinal claro" de que Coimbra opta por "um meio de transporte inteligente e ecológico". Realçou que os tróleis são veículos eléctricos que têm rodas com pneus e são praticamente silenciosos.

O administrador-delegado Manuel Oliveira disse à Lusa que Coimbra é a única cidade da Península Ibérica a dispor ainda deste meio de transporte.

António Arnaut, criador do Serviço Nacional de Saúde, é utente assíduo dos transportes colectivos numa cidade que se reclama "capital da saúde". Entre a sua casa, na margem esquerda do rio Mondego, e o escritório, na Baixa, o advogado utiliza os autocarros a diesel dos SMTUC.

Mas, quando precisa de ir à Casa-Museu Miguel Torga, apanha o trólei que o leva à Rua Dias da Silva. Depois faz a pé o resto do percurso até à vivenda que pertenceu à família de Torga. Uma "razão cívica e ambiental", além da comodidade, fazem do socialista António Arnaut, de 72 anos, um passageiro habitual dos transportes públicos.

Em Coimbra, segundo Manuel Oliveira, circulam actualmente 16 troleicarros, um número que já foi maior no passado.

Manuel Oliveira faz contas e garante que existe também um ganho económico. Cem quilómetros realizados numa viatura a diesel custam em média 44 euros. Já com o trólei, os SMTUC despendem apenas 40,10 euros pelo mesmo percurso.

Cada carro destes pode custar entre 385 mil e 600 mil euros, prevendo os SMTUC importar mais alguns, ao ritmo de um por ano.

in: www.dn.pt secção Cidades de 18 Mar/08

10/03/2008

Carris instala máquinas de venda de bilhetes a bordo dos autocarros

A Carris vai instalar máquinas de venda de bilhetes a bordo da sua frota de autocarros, anunciou o presidente da empresa, Silva Rodrigues, durante a apresentação dos resultados da transportadora.

O processo de instalação deverá estar concluído no segundo trimestre do ano e vem facilitar a vida aos milhares de utentes. Tal como já acontecia nos eléctricos articulados, a venda dos títulos de bordo deixará de ser feita pelos motoristas.

Silva Rodrigues fez um balanço muito positivo dos resultados da empresa no ano passado. Sublinhou, entre outros aspectos que, pela primeira vez em 15 anos, a Carris voltou a ganhar passageiros. O responsável frisou que o aumento é de 0,6%, o que se traduziu em mais 1,5 milhões de pessoas. Em todo o ano de 2007, a empresa transportou 236, 4 milhões de passageiros.

De acordo com Silva Rodrigues a transportadora de Lisboa pretende ainda dar como concluída a instalação de painéis de informação em tempo real nas paragens. Dos 350 que a empresa tenciona instalar, já só faltam 150, que serão colocados durante o primeiro semestre.

Por outro lado, este ano, toda a frota da Carris - 758 autocarros, 58 eléctricos, seis ascensores e dois elevadores - ficará equipada com sistema de videovigilância.

A renovação da frota também está entre as prioridades traçadas para este ano. A partir de Setembro a Carris vai receber 40 novos autocarros (20 médios e 20 articulados), abatendo os mais velhos, de modo a que a idade média da frota ronde os seis anos.

Em Junho, a Carris vai participar na Feira da Mobilidade na qualidade de convidada de honra. O evento realiza-se em Paris.

in: www.jn.pt secção País de 08 Mar/08

Tram-train em Janeiro

Os prometidos tram-train começam em testes na Linha Vermelha (Póvoa) a partir de Janeiro do próximo ano, afirmou, ontem, o presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário Almeida, no final de uma reunião com a Comissão Executiva da Metro do Porto. Segundo explicou o autarca, no final de 2009 os 30 veículos (mais rápidos e com mais lugares sentados) serão já os únicos a circular na Linha Vermelha, diminuindo significativamente os tempos na viagem Póvoa-Porto.
Na última reunião com a actual comissão executiva da Metro, Mário Almeida quis ainda discutir as obras em curso e a concretizar no concelho, de forma a garantir que as mudanças na empresa não travarão os projectos previstos. Assim, pronta a avançar, a partir do dia 21, está a conclusão da rotunda de intercepção da nova via alternativa à Rua da Estação - o acesso norte - com a Rua do Outeiro, na freguesia de Mindelo. O "erro" no projecto que, como o JN noticiou, deixou a rotunda "meia feita" e o novo arruamento fechado, apesar de pronto desde Agosto, obrigou ao lançamento de novo concurso público para a conclusão da empreitada.
A Câmara quer agora que a Metro ligue a nova via à Rua da Praia, eliminando, assim, a passagem de nível da Rua da Estação. Pronta a avançar está, ainda, a variante à EN104. A seguir ao Verão avançará o novo arruamento paralelo ao rio Ave, que ligará a Avenida Figueiredo Faria à Avenida Bernardino Machado.

in: www.jn.pt secção Norte de 8 Mar/08

06/03/2008

São 8 os candidatos à expansão do Metro do Porto para Gondomar

Foram apresentadas oito candidaturas à construção da linha de metro entre o Estádio do Dragão e Venda Nova em Gondomar.
Os consórcios a sua maioria englobam empresas nacionais e espanholas.
A obra orçada em cerca de 95 milhões de euros deverá estar concluida no primeiro trimestre de 2011.

Já foi escolhido novo presidente da Metro do Porto

O Governo escolheu Ricardo Fonseca, presidente da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), para liderar o novo Conselho de Administração da Metro do Porto.

Segundo apurou o JN, o Executivo de José Sócrates optou por indicar aquele administrador em função dos bons resultados que a APDL tem conseguido. Ricardo Fonseca será, por isso, o nome proposto aos autarcas e à assembleia geral da Metro, do próximo dia 25, que também servirá para aprovar as contas do ano passado e alterar os estatutos. Aliás, nas deslocações ao distrito, os responsáveis do Governo não têm poupado elogios à gestão da APDL. Para a presidência desta sociedade, poderá subir o vereador socialista Matos Fernandes, que já é vogal da administração.

Da parte da Junta Metropolitana do Porto (JMP) é mantida a reserva, com o líder Rui Rio a não comentar nomes, após ter insistido junto do Governo, e num apelo específico ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, para que os futuros administradores da Metro fossem todos consensualizados, incluindo aqueles que são indicados pelos autarcas. Este será, segundo fontes do Governo, o caso de Ricardo Fonseca.

No que toca ao modelo de gestão, ficou decidido, no acordo assinado por ambas as partes, que o Conselho de Administração é composto por sete membros, dos quais três são executivos, incluindo o presidente. Este "é indicado pelo accionista Estado, que ouvirá a JMP no sentido de procurar uma solução de consenso", lê-se no memorando de entendimento, entretanto formalizado, que dá maioria do capital ao Governo. Os dois vogais executivos são indicados pelo Estado e, dos quatro restantes, um é indicado pelo Governo e três pelos autarcas.

O que ficou previsto em termos de calendário foi que a implementação da nova estrutura coincidiria com o início do próximo mandato dos órgãos sociais, durante o primeiro trimestre deste ano. Para trás, ficam nomes como o de Álvaro Costa, para liderar a Metro, que entretanto se demarcou, e de Paulo Pinho e Rio Fernandes para administradores.

in: www.jn.pt secção Porto de 6 Mar/08

05/03/2008

Carris e CP ganham clientes

A Carris e a CP inverteram a tendência negativa que nos últimos 20 anos tem vindo a registar-se no sector dos transportes públicos, com a perda continuada de clientes. Em 2007, as duas empresas públicas registaram, cada uma, um acréscimo de 1,5 milhões de passageiros. A Carris transportou cerca de 236,4 milhões de passageiros e a CP transportou 134,7 milhões de passageiros. Os resultados de 2007, apresentados pela operadora rodoviária, mostram que a Carris registou mais uma vez uma evolução bastante positiva, fruto do processo de reestruturação que tem vindo a ser desenvolvido desde 2003. O resultado operacional da empresa melhorou 47 por cento, passando dos 42,9 milhões de euros negativos (2006) para os 22,9 milhões de euros negativos (2007). Segundo Silva Rodrigues, presidente da Carris, esta melhoria de cerca de 20 milhões de euros decorreu de «um aumento nos proveitos operacionais de aproximadamente 9,8 milhões de euros e de uma diminuição nos custos operacionais de cerca de 10 milhões de euros». Por outro lado, o resultado líquido da empresa melhorou cerca de 25 por cento, passando dos 52,2 milhões de euros negativos em 2006 para os 39,3 milhões de euros negativos em 2007. O presidente da Carris revelou que os resultados apresentados «cumpriram, tendo mesmo ultrapassado, os objectivos estabelecidos no Contrato de Gestão que foi assinado entre a empresa e o Governo». Já a CP, registou em 2007 resultados operacionais na ordem dos 104 milhões de euros negativos, contra os 115 milhões negativos apurados em 2006, o que significou uma melhoria de quase dez por cento. Os resultados líquidos também melhoraram, em 5,18 por cento, o equivalente a 10 milhões de euros, passando de menos 193 milhões de euros em 2006 para menos 183 milhões em 2007. Para Cardoso dos Reis, presidente da CP «a melhoria do desempenho da empresa foi conseguida com um crescimento dos índices de produtividade».

in: www.transportesemrevista.com/arquivo_passageiros de 5 Mar/08

04/03/2008

Tarifas aéreas baixam nos Açores

A partir de 30 de Março de 2008 os habitantes do Arquipélago dos Açores verão as tarifas aéreas diminuidas em pelo menos 30%.
A medida é imposta pelo governo açoriano e abrange os estudantes e residentes do arquipélago. Simultaneamente, será introduzida a breve prazo uma ligação entre a Terceira e o Porto, e entre o Pico e Lisboa.

Empresas dos Açores renovam frota

O Governo Regional dos Açores e as empresas privadas de transporte rodoviário de passageiros investiram, desde 2001, 14 milhões de euros na renovação de cerca de 90 por cento da frota de autocarros. Este investimento já permitiu “a aquisição de152 novos autocarros para várias ilhas, com ganhos ambientais e de comodidade e segurança para os passageiros, uma vez que os veículos velhos são retirados de circulação”, referiu o secretário regional da Habitação e Equipamentos, José Contente, na assinatura de seis novos contratos para apoios financeiros às empresas, ao abrigo do Sistema de Incentivos à Redução do Impacto Ambiental e Renovação das Frotas de Transporte Colectivo de Passageiros (SIRIART). Dos 14 milhões de euros investidos no total, nove milhões foram financiados pelo Governo Regional, assumiu o responsável. O SIRIART pode apoiar até 75 por cento a aquisição de novas viaturas, mas obriga a que os veículos velhos em circulação tenham de deixar de ser utilizados.

in: www.transportesemrevista.com/arquivo_passageiros de 4 Mar/08

03/03/2008

Bilheteiras universais na CP

Estação de Pinhal Novo. A um passageiro que ali queira embarcar parecerá estranho deparar-se com três bilheteiras: CP Regional, CP Lisboa e Fertagus. Se, por exemplo, quiser viajar para Coimbra, terá de comprar um bilhete para Entrecampos, outro para a Gare do Oriente e outro para o destino final. Um bilhete em cada bilheteira.

Esta situação vai acabar, pelo menos entre as bilheteiras das unidades de negócio da transportadora pública - CP Lisboa, CP Porto, CP Regional e CP Longo Curso - com a integração bilhética daquelas miniempresas. Deste modo qualquer passageiro poderá em qualquer estação comprar um título de transporte para qualquer destino, independentemente das unidades de negócio que vá utilizar.

Hoje ainda, em Cascais, um cliente da CP não pode comprar um bilhete para o Porto. E na Amadora é impossível comprar um bilhete para Pombal, devendo o cliente adquirir um título de transporte da CP Lisboa para o Oriente e outro da CP Longo Curso para a linha do Norte.

"Estas situações são um absurdo", reconhece Nuno Moreira, administrador da CP, para quem "o ideal é que a venda seja universal, independentemente da unidade de negócio". Por duas razões: porque é mais prático para os clientes e porque "a bilheteira única em toda a rede da CP evita a duplicação de esforços e de custos".

É que, por vezes, estão lado a lado funcionários da CP com equipamentos diferentes como se não fossem da mesma empresa. Uma situação herdada da administração de Crisóstomo Teixeira que aprofundou a divisão das unidades de negócios até ficarem "a um passo da escritura". O objectivo era que, mal houvesse decisão política, estas mini-CP fossem facilmente privatizadas. O resultado levou a que diferentes unidades de negócio comprassem sistemas de venda de bilhetes incompatíveis entre elas.

Aproveitar sinergias

Com as administrações de Américo Ramalho e Cardoso dos Reis, a situação inverteu-se e procura-se agora tirar partido das sinergias entre as várias unidades de negócio.

Nuno Moreira diz que o investimento para a integração bilhética até nem é muito caro e que internamente será fácil fazer a repartição da receita. Mas já o fecho das estações da CP Lisboa - que decorrerá durante 2008 - implica um investimento de 11 milhões de euros. O administrador prefere usar a expressão "controlo de acesso às estações" para não se pensar que estas vão fechar. O objectivo é fazer como no Metro e ter equipamento a vedar a entrada de passageiros sem título de tranporte válido.

Este projecto vai fazer diminuir a taxa de fraude, permitirá "ler" os fluxos de tráfego entre estações e dará mais "segurança e sensação de segurança" aos passageiros.

A CP vai adquirir novas máquinas e equipamentos de revisão nos próximos meses e, durante o segundo semestre, espera ter novas máquinas de venda automática e instalação do controlo de acesso. "Até ao fim do ano estará também integrado a venda do regional e do longo curso na CP Lisboa", diz Nuno Moreira.

O mesmo responsável diz que "nada nos impede de falar com a Fertagus" para cooperarem no âmbito da bilhética por forma a que os passageiros com um só bilhete possam, por exemplo, viajar entre o Pragal e Azambuja ou entre Setúbal e Sintra.

Também os revisores da CP irão dispôr de novas máquinas de venda, tecnologicamente superiores às que agora utilizam para, também eles, poderem vender bilhetes de praticamente todas as origens para todos os destinos da rede CP. "O ideal seria que qualquer revisor fosse uma bilheteira universal", diz Nuno Moreira, embora ressalve que tal será difícil nos comboios regionais e de longo curso devido à falhas de rede de telecomunicações.

As bilheteiras das estações são ainda os pontos de venda mais importantes da CP. Elas são responsáveis por 74 por cento das receitas do serviço de longo curso. A venda pelo Multibanco representa 5,2 por cento e pela Internet 5,3 por cento, com a particularidade desta última ter duplicado de 2006 para 2007. As agências de viagens e outros pontos de venda são responsáveis pelos restantes 15,5 por cento.

Para Nuno Moreira, o ideal é que a venda on-line continue a crescer, pois é a que tem menos custos para a empresa. Já as bilheteiras são os pontos de venda mais caros para a CP devido aos custos de pessoal, de equipamento e de espaço físico.

Sistema ainda funciona como acontecia há 50 anos

Quer comprar um bilhete de Lisboa para França no Sud Expresso? Não o pode fazer em qualquer estação da CP. Tem que se dirigir à Gare do Oriente ou a Santa Apolónia, em Lisboa, ou, então, a Campanhã, no Porto.

A rede de bilheteiras da CP não está, de facto, equipada para a venda internacional, as agências de viagens não o podem fazer directamente e o call center da companhia ferroviária nem sequer informa das disponibilidades de reserva. Este último, aliás, só dá preços de Portugal para Espanha e remete o cliente para a Internet para os preços do TGV entre Hendaya e Paris.

E, no entanto, desde há muitos anos que qualquer agência de viagens da mais recôndita vila portuguesa vende bilhetes de avião de qualquer parte do mundo para qualquer destino. Mas já para os comboios da CP de Lisboa para Paris ou para Madrid, tal não é tão fácil.

Nuno Moreira garante que isto vai mudar e que a CP vai finalmente entrar na UE ligando-se à rede Hermes, que permite aceder a uma base de dados europeus de horários de comboios e tarifas.
Nessa altura, a venda de bilhetes para o serviço internacional será alargada a todas as bilheteiras da empresa. Quando? "Gostaria que fosse ainda em 2008", responde o administrador.

in: www.publico.clix.pt secção Economia de 3 Mar/08

Metro do Porto elege nova administração dia 25

A Metro do Porto escolhe os seus representantes no próximo dia 25 de Março, altura em que termina o mandato dos actuais administradores.
A maioria dos administradores (quatro em sete) serão eleitos pela tutela, uma vez que esta passa a deter a maioria do capital da empresa. Contudo, a Junta Metropolitana do Porto exige que os elementos da nova administração sejam escolhidos segundo a base do concenso.
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