► STCP: nova linha 605. ► Metrobus do Porto entrou em funcionamento. ► STCP permite pagamento de bilhete de bordo por Multibanco. ► Navegante mobile já disponível na Carris Metropolitana. ► Pagamentos com cartão bancário disponível no Metro Sul do Tejo e na Carris Metropolitana.
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15/02/2017

Governo e ANA assinam hoje Memorando para construção de novo aeroporto

O governo e a ANA (entidade gestora dos aeroportos nacionais) assinaram hoje um Memorando para a construção de um aeroporto complementar ao Aeroporto Humberto Delgado na Base Aérea do Montijo.

A solução que visa transformar a atual base militar numa pista para aviação comercial complementar ao aeroporto de Lisboa, surge depois de vários anos de avanços e recuos para solucionar o constrangimento do Aeroporto Humberto Delgado, que de ano para ano tem aumentado o número de passageiros. Só no último ano, foram transportados mais de 22 milhões de pessoas, em boa parte graças às companhias low-cost, mas também pelo aumento de rotas e de companhias de bandeira.
Das várias soluções em cima da mesa ao longo dos anos, chegou a estar prevista a construção de um novo aeroporto de raiz que substituísse toda a operação do Aeroporto de Lisboa. Na altura, apontou-se a Ota para a construção dessa infraestrutura.  Falou-se da possibilidade de estender a operação para a base aérea de Figo Maduro, num modelo "Portela + 1", ou em alternativa utilizar a base aérea do Montijo numa pista civil, ou ainda utilizar o Aeródromo de Sintra ou o de Alverca, ou o Campo de Tiro de Alcochete.
O aeroporto no Montijo estará operacional em finais de 2021 e prevê-se que nos primeiros anos possa transportar 8 a 10 milhões de pessoas.

Barcos rápidos e metro ligeiro na Ponte Vasco da Gama

Para transportar os passageiros entre o novo aeroporto e Lisboa, está a ser estudada a possibilidade de criar ligações fluviais rápidas entre o Montijo e a capital. Na parte de Lisboa, está em cima da mesa a possibilidade desses catamarãs de alta capacidade de transporte, de atracar a partir da zona do Cais Sodré, Santa Apolónia ou Parque das Nações.
Paralelamente às ligações fluviais, poder-se-á criar uma ligação ferroviária ligeira utilizando a Ponte Vasco da Gama, que permita o transporte rápido e com grande capacidade de transporte de passageiros.


04/05/2011

TGV: linha Lisboa/Porto suspensa

A linha de alta velocidade Lisboa/Porto será suspensa. O acordo entre Governo e a Troika internacional que negociou a ajuda a Portugal prevê a suspensão do troço em alta velocidade entre as duas maiores cidades do país, pelo menos enquanto durar o programa de ajuda a Portugal. A ligação entre o Porto e Vigo também será suspensa.
Quanto à ligação entre Lisboa e Madrid pelo que se sabe, não está em causa, embora as Parcerias Público-Privadas sejam suspensas. Contudo, o fim das PPP's não coloca em causa a construção do TGV até Madrid se ela se fizer com fins públicos e comunitários, ou qualquer outra via que não contribua para o aumento do défice público.
Quanto à construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa, ficará pelo que se conhece, em banho maria.
Até ao fim do ano avança a privatização da TAP e da CP carga.

01/04/2009

Primeiro-ministro prepara-se para suspender traçado de alta velocidade

De acordo com o site transportesemrevista.com, o primeiro-ministro prepara-se para anúnciar a suspensão do traçado de alta velocidade Porto/Lisboa, e Lisboa/Madrid.
O governo terá consultado especialistas estrangeiros, e concluído, que o novo aeroporto de Lisboa deveria ser servido directamento pela alta velocidade. Até ao momento estava previsto a construção de um shuttle entre a estação do tgv e o aeroporto.

31/12/2008

O ano em revista!


Janeiro:
*dia 5 - Carris põe em funcionamento a 2ª fase da "Rede 7" com alterações em 9 carreiras;
*dia 10 - Governo anúncia a localização do novo aeroporto em Alcochete em detrimento da Ota. Os prazos para a conclusão da infra-estrutura fixaram-se para 2017;
*dia 25 - SMTUC anúnciam a criação de uma nova linha de troleicarro a ligar o Estádio à Universidade;
- Grupo de utentes da CP lança petição on-line para que a empresa encurtasse o tempo de viagem nas ligações entre o Porto e Braga;
*dia 31 - A empresa CorgoBus em Vila Real passou a disponibilizar autocarros depois das 20 horas.

Fevereiro
*dia 16 - Reabertura do Túnel do Rossio que se encontrava encerrado desde 22 Outubro 2004; - Refer encerra passagens de nível no Vale do Vouga;
*dia 22 - Inaugurado primeiro autocarros hibrido em S. Francisco;
*dia 26 - Aeroporto do Porto considerado melhor aeroporto da Europa em 2007, pelo Conselho Nacional de Aeroportos com base em entrevistas directas a mais de 200 mil passageiros em toda a Europa;
*dia 29 - China inaugura em Pequim maior terminal aeroportuário do mundo, equivalente a 170 estádios de futebol;
- Primeira experiência com fontes de energia alternativa em aviões, foi levada a cabo num "Boeing 747" da Virgin Atlantic, utilizando óleo de Babassu.

Março
*dia 30 - Tarifas aéreas baixam para os habitantes do arquipélago dos Açores em pelo menos 30%;
- UE quer que o espaço aéreo europeu seja livre para as companhias do "Velho Continente";
*dia 31 - Metro do Porto e a FEUP desenvolvem tecnologia inovadora para ajudar deficiêntes visuais a guiarem-se nas estações do metro através do telemóvel.

Abril
*dia 1 - Estado rescinde contrato com a Aerocondor que assegurava as ligações entre Bragança e Lisboa por "alegado incumprimento de obrigações";
*dia 8 - AirFrance desiste da compra da Alitalia;
*dia 9 - Nova rede de transportes em Lagos;
*dia 16 - Carris inaugura serviço AeroShuttle.

Maio
*dia 1 - Soflusa adere ao passe "30 dias";
*dia 6 - Lufthansa permite obter bilhete de embarque via telemóvel;
*dia 7 - Governo trabalhista da Nova Zelândia anúncia nacionalização dos caminhos de ferro;
*dia 10 - Carris alarga videovigilância a toda a frota;
*dia 15 - Vodafone disponibiliza serviço de telecomunicações em voos da AirFrance;
*dia 22 - CP e operadores móveis assinam protocolo para melhorar serviço de comunicações em viagens do Alfa Pendular;
*dia 27 - Inaugurada estação D. João II em Gaia do Metro do Porto.

Junho
*dia 2 - Governo lança concurso público para 1ª fase construção TGV entre Lisboa e Caia;
*dia 13 - Roma inaugura serviço de aluguer de bicicletas;
*dia 16 - UITP distingue Metro do Porto com o prémio "Light Rail Award - Best New System";*dia 20 - Metro do Porto lança concurso público internacional para prolongamento da Linha Amarela até Santo Ovídio;
*dia 25 - Japan Airlines experimenta biocombústivel de algas em Boeing "747-300".

Julho
*dia 1 - Lançado concurso público para construção do Metro do Mondego;
*dia 2 - TAP arranca com uso de telemóvel a bordo;
*dia 11 - Governo anúncia intensão de criar passe escolar com 50% de desconto;
*dia 23 - Horários do Funchal cria plataforma de controlo de passageiros através de bluetooth;
- Primeira ligação entre o Porto e Havana pela Euro Atlantic.

Agosto
*dia 4 - Clientes da Linha do Sado e da Linha de Cascais passam a poder carregar a assinatura no Multibanco;
*dia 17 - Apresentadas novas embarcações para ligar a Madeira a Porto Santo.

Setembro
*dia 1 - Entrou em vigor passe escolar com 50% de desconto;
*dia 6 - Adjudicadas obras para novo aeroporto de Beja;
*dia 11 - TAP anúncia nova categoria de preços para fazer concorrência às low-cost;
*dia 16 - Carris obtém certificação de qualidade a mais 18 carreiras;*dia 17 - STCP lança "Porto Tram City Tour" para turistas;
*dia 19 - Autarquia de Chaves entrega concessão de transportes à Auto Viação Tâmega;
- É criado o "Lisboa By Night", que estabelece ligações às 4:30 da madrugada aos fins-de-semana e feriados;*dia 20 - STCP coloca em funcionamento serviço de "smsbus" para invisuais;
*dia 22 - Carris cria mais duas carreiras para o transporte de bicicletas;
*dia 26 - Governo dá luz verde para extensão do Metro até Gondomar;
*dia 27 - É experimentado projecto piloto de serviço de park&ride em dias de jogos de futebol em Lisboa.

Outubro
*dia 1 - Carris apresenta mob carsharing, um serviço de aluguer e partilha de viaturas;*dia 10 - Metro do Porto disponibiliza mais 3 parques de estacionamento no serviço park&ride;
*dia 18 - Metro do Porto em parceria com a Rádio Nova passa a disponibilizar informações sobre parques de estacionamento em directo;
*dia 27 - easyJet passa a ligar Lisboa ao Funchal com ligações diárias;
*dia 29 - "Transporlis" passa a estar disponivel nos quiosques multimédia da Área Metropolitana de Lisboa.

Novembro
*dia 1 - Transportes Urbanos de Braga passam a utilizar bilhética sem contacto;
*dia 2 - TAP congela 60 voos semanais devido ao preço dos combústiveis;
*dia 3 - AirBerlim inaugura ligações semanais entre S. Miguel e Nuremberga;
*dia 14 - Governo angolano extingue TAAG;
*dia 20 - Chega a Portugal o "Google Transit", serviço de pesquisa de horários e simulação de percursos de transportes públicos;
*dia 26 - Inaugurada as linhas Cacilhas/Corroios e Cacilhas/Universidade da Metro Sul do Tejo.

Dezembro
*dia 2 - Carris, Metro Lisboa, Transtejo e Soflusa passam a usar bilhete comum pré-carregado com montantes em dinheiro;
*dia 10 - SMTUC anúnciam intenção de adquirir novos troleicarros para Coimbra;
*dia 13 - Alitalia vendida a um grupo de empresários italianos por 10,05 mil milhões de euros;
*dia 14 - Introdução de novos comboios na Linha do Sado;
*dia 22 - Governo anúncia congelamento nO preço dos transportes públicos para 2009;
*dia 29 - Anúnciada certificação de qualidade no serviço de longo curso da CP.
- Pombal inicia os testes de novo serviço de transportes;
- Metro do Mondego e CP lançam concurso público internacional para aquisição de material circulante.

17/10/2008

Concurso para novo aeroporto poderá ser lançado em Abril

O ministro das Obras Públicas mostrou-se, esta sexta-feira, convicto de que o concurso público para a construção do novo aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, pode ser lançado em Abril
«A NAER trabalha com uma meta e quer entregar ao Governo toda a documentação que está a preparar com as suas propostas para o Executivo apreciar e tomar uma decisão, para que até ao final do primeiro trimestre tudo esteja pronto e o Governo lance o concurso a partir de Abril», disse Mário Lino.
Quarta-feira, o presidente-executivo da NAER, responsável pela construção do aeroporto, admitiu que o concurso público pode ficar concluído sem que esteja emitida a declaração de impacte ambiental.
Hoje, em Santarém, o ministro das Obras Públicas esclareceu as hipóteses em aberto, entre elas uma pré-qualificação de concorrentes, onde não é preciso a declaração de impacte ambiental.
«Agora, tudo aquilo que exige uma aprovação prévia de um estudo de impacte ambiental, será feita», assegurou.

in: tsf.sapo.pt secção "Portugal" de 17 Out/08

15/10/2008

Aeroporto no centro poderá vir a ser realidade

Transformar a base aérea de Monte Real num aeroporto civil de baixo custo, é a ideia defendida por empresários e autarcas da região centro.
Uma ideia antiga que ganha força com a construção do novo aeroporto em Alcochete substituindo a Ota.
Potenciar e economia do centro com a abertura ao tráfego civil parece agradar a gentes, politicos e empresários, defendendo que esta seria uma solução rápida e barata, e com ganhos.
O governo admite vir a estudar a solução.

06/09/2008

Obras do aeroporto de Beja adjudicadas

As obras da 2.ª empreitada de construção do aeroporto de Beja, cujo início atrasou 10 meses, foram adjudicadas e vão começar "de imediato", disse o presidente da empresa gestora da infra-estrutura aeroportuária.

A empreitada foi adjudicada ao consórcio formado pela empresa Teodoro Gomes Alho e o grupo OPWAY, que resultou da fusão entre as empresas OPCA e SOPOL, esta à qual foi adjudicada a primeira empreitada, precisou o presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB), José Queirós.

Segundo o responsável, a segunda empreitada prevista para ter início em Novembro de 2007 e terminar no final do passado mês de Julho, vai começar "de imediato", dado que o empreiteiro já dispõe de estaleiro montado na zona desde a primeira empreitada.

Orçada em pouco mais de 9,5 milhões de euros, a empreitada, que deverá durar seis meses e meio, disse José Queirós, inclui a construção dos terminais (um de passageiros e outro de carga) e dos edifícios (de serviços, bombeiros, material de placa, portaria e inactivação de explosivos).

O atraso no início das obras, justificou o responsável, deveu-se a um impasse no concurso público, que durou sete meses e terminou no passado mês de Julho, quando o Conselho de Administração da EDAB decidiu adjudicar a segunda empreitada.

Após a comissão de avaliação ter chumbado, no final de 2007, todas as propostas do concurso público para a execução da segunda empreitada, "devido a respostas incompletas nos processos", lembrou José Queirós, a EDAB convidou as empresas concorrentes a enviar novas propostas e uma outra comissão de avaliação, através de negociações directas, "escolheu a proposta mais favorável".

A primeira empreitada, que arrancou em Abril de 2007, também sofreu atrasos e terminou no passado mês de Julho, três meses após o previsto, permitiu construir a placa de estacionamento, as áreas operacionais e as estradas de ligação às pistas da Base Aérea n/o 11 (BA11), num investimento de 10 milhões de euros.

A entrada em funcionamento do aeroporto de Beja estava prevista para o final deste ano, mas, devido ao atraso no arranque da segunda empreitada, José Queirós prefere não aludir a prazos.

Actualmente, a EDAB está a apreciar um recurso apresentado por um dos concorrentes do concurso público para a construção da estação de tratamento de águas residuais, uma obra orçada em 850 mil euros e que José Queirós estima que poderá ser adjudicada "até ao final deste mês".

in: www.jn.pt secção "Beja" de 6 Set/08

03/08/2008

Modelo privado poderia criar maior concorrência

Presidente da Associação Comercial do Porto defende que o "interesse público" e o "reforço da concorrência" ditam a necessidade de o Aeroporto Sá Carneiro ter uma gestão privada autónoma. Caso contrário, Rui Moreira teme que o pólo maior, Lisboa, absorva todas as atenções e investimentos

BPI desaconselha a Sonae a investir no aeroporto

O "interesse público" e o "reforço da concorrência" ditam a necessidade do aeroporto Francisco Sá Carneiro ter uma gestão privada independente e não integrada no monopólio privado dos três maiores aeroportos do país, refere o presidente da Associação Comercial do Porto. Sendo este aeroporto um "instrumento de promoção, económica e turística da região Norte", Rui Moreira diz que "o interesse público tem mais condições de ser salvaguardado com uma gestão autónoma, do que integrado numa grande rede, sendo os nossos instrumentos de regulação tão fracos".
Para Rui Moreira, a concessão a privados da ANA - Aeroportos de Portugal como um bloco significa que o concessionário "irá, necessariamente, concentrar as atenções no novo aeroporto de Lisboa, porque é nesse que vai ter de investir, logo é esse que, prioritariamente, terá de rentabilizar". O presidente da ACP - que, com Rui Rio, líder da Junta Metropolitana do Porto, e os três líderes das principais associações nortenhas, têm reclamado de Sócrates uma resposta a esta matéria - defende que é "fundamental assegurar a competição e a concorrência" entre os aeroportos de Lisboa e do Porto.
E explica: "O de Lisboa tem como pensamento-base funcionar como hub da TAP. Com a privatização, o Sá Carneiro pode interessar-se em ser o hub de outra companhia, quem sabe de uma nova Portugália que venha a surgir". Um objectivo mais fácil de atingir "se os proprietários e gestores do Sá Carneiro forem diferentes dos de Lisboa, que terão de proteger a sua companhia, a TAP".
Além do mais, acrescenta Rui Moreira, "o Governo é que disse que não queria manter o negócio aeroportuário na ANA. Se querem despachar os aeroportos, despachem-nos mas separados. Senão, é o mesmo que juntar supermercados e lojas no mesmo saco". A sustentar a posição, o presidente da ACP dá o exemplo dos "bons resultados" alcançados nos portos, "concessionados em separado, sem falar dos vários terminais dentro do mesmo porto privatizados a entidades diferentes".
Rui Moreira desvaloriza o estudo encomendado pela ANA à Universidade Católica e à consultora Boston Consulting Group, que conclui que os preços médios cobrados por passageiros no Sá Carneiro poderão mais do que duplicar caso a infra-estrutura passe a ter um modelo de gestão independente, considerando tratar-se de um "trabalho à medida das conclusões pretendidas pela ANA".
A Sonae Capital e a Soares da Costa já se assumiram como interessados no aeroporto. Uma operação que os analistas do BPI consideram negativa para a Sonae, pela agressividade do investimento - a operação está estimada em mais de mil milhões de euros - e porque pode fazer desviar a sub-holding do seu negócios principal, o desenvolvimento de projectos turísticos como Tróia.

in: www.dn.pt secção "Economia" de 3 Ago/08

23/07/2008

Obras de construção do novo aeroporto arrancam em 2011

"É provável que os trabalhos de construção massiva [do novo aeroporto] comecem em 2011", afirmou hoje Carlos Madeira, durante um encontro com jornalistas, acrescentando que as obras "podem demorar cerca de cinco ou seis anos a estar concluídas".
O calendário do Governo aponta 2017 como data prevista para a entrada em funcionamento do novo aeroporto.
Segundo explicou Carlos Madeira, a NAER, empresa responsável pelo projecto do novo aeroporto, está a desenvolver o seu trabalho em quatro áreas: caracterização do Campo de Tiro de Alcochete (que inclui estudos cartográficos e sondagens geotécnicas, por exemplo), desenho do novo aeroporto, acessibilidades para pessoas e mercadorias e ambiente.
Esta é a segunda fase do levantamento efectuado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) no âmbito da avaliação ambiental estratégica que determinou a localização do novo aeroporto em Alcochete em detrimento da zona da Ota.
No âmbito da caracterização da zona onde vai ser construído o novo aeroporto, os trabalhos de cartografia e topografia terão início durante o mês de Agosto, devendo prolongar-se "pelos meses seguintes".
O objectivo deste trabalho, segundo o responsável da NAER, é "fazer uma cartografia digital que permita que o desenho aeroportuário possam ser feito com um grau de detalhe muito específico".
Também em Agosto deverão ter início as sondagens geotécnicas,"aproveitando o encerramento da Força Aérea para férias", adiantou Carlos Madeira, precisando que este trabalho deverá prolongar-se durante "quatro ou cinco meses".
Os trabalhos de hidrologia arrancarão "no início de Setembro", tendo uma duração prevista de dois meses.
"Em meados de Agosto", será instalado no Campo de Tiro de Alcochete um radar para acompanhar o movimento das aves, de modo a averiguar potenciais riscos de colisão com os aviões, devendo permanecer neste local, "pelo menos, durante um ano".

No Campo de Tiro de Alcochete será também instalada uma estação meteorológica.

Para estes trabalhos, estão qualificadas 21 empresas, nacionais e estrangeiras, "que estão a ser convidadas a apresentar propostas à medida que os trabalhas vão tendo início", explicou Carlos Madeira, adiantando que "todos os trabalhos de caracterização da localização vão desenvolver-se em paralelo às actividades militares que lá decorrem", uma vez que "ainda não está definida a data em que a Força Aérea terá de abandonar o local".
As "principais conclusões" destes primeiros trabalhos de caracterização deverão estar prontas no final do primeiro trimestre de 2009, de modo a que o concurso para a construção do novo aeroporto possa ser lançado nesta altura e que se possa avançar com a Declaração de Impacto Ambiental (DIA).
Para fazer uma "revisão crítica" das conclusões destes trabalhos, a NAER vai escolher até final de Agosto um novo consultor técnico, de modo a que "no primeiro trimestre de 2009 seja possível ter um desenho com grande grau de rigor".
O trabalho deste novo consultor técnico deverá ser efectuado "entre Setembro e Março", indicou o responsável da NAER.
No que concerne às acessibilidades ao novo aeroporto, a NAER está a trabalhar em conjunto com a RAVE, a REFER (responsáveis pela rede ferroviária convencional e de alta velocidade, respectivamente) e com a Estradas de Portugal (EP), responsável pela rede de estradas.
Estas negociações, de acordo com Carlos Madeira, "ainda estão numa fase inicial".
Também "numa fase muito embrionária" estão as negociações que a NAER está a desenvolver com Instituto da Conservação da Natureza (ICN) e com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com o objectivo de dar resposta à lista de recomendações de matéria ambiental contidas na Avaliação Ambiental Estratégica.
Recorde-se que o novo aeroporto deverá ser servido por uma auto-estrada e pela rede ferroviária convencional e de alta velocidade.
A localização do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete foi aprovada em Conselho de Ministro a 08 de Maio.

in: www.rtp.pt secção "noticias/economia" de 23 Jul/08

20/02/2008

A TAP quer o novo aeroporto internacional de Lisboa a funcionar antes de 2017

A TAP quer o novo aeroporto de Lisboa a funcionar antes de 2017. O desafio foi ontem lançado por Fernando Pinto, durante a conferência "O novo aeroporto de Lisboa: que modelo de desenvolvimento", promovido pelo Asterion, consórcio liderado pela Brisa e Mota-Engil. Augusto Mateus, que participou na elaboração do estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, apoiou o repto e avançou uma data para a abertura do aeroporto - entre 2015 e 2016. A antecipação, disse: "não deve ser vista como sobrecusto, mas ganho de eficiência". Abel Mateus considera que é tempo de se avançar e que já se "perdeu tempo demais".

O ex-ministro da Economia de António Guterres considera que o Executivo errou, quando concentrou a discussão do novo aeroporto na localização. "Tornou-se uma questão de quintal", salientou.

Fernando Pinto explicou que apoia a antecipação do novo aeroporto porque em 2017, a TAP deverá estar a transportar 12,7 milhões de passageiros, um número muito próximo dos passageiros movimentados na Portela durante 2007 - 13,4 milhões. E prevê situações "caóticas" para os próximos tempos. A TAP referiu que "tem sido seriamente prejudicada" com o congestionamento da Portela, provocado em parte pelo crescimento acelerado das companhias low cost. Actualmente, operam no aeroporto 22 companhias que servem 70 destinos. Fernando Pinto admitiu ter "errado no prognóstico", quando considerou "pouco significativo o aumento das companhias de baixo custo".

Fernando Pinto quer ter um terminal dedicado à TAP e às companhias aéreas que integram a Star Alliance, aliança aérea liderada pela Lufthansa, no novo aeroporto. "Vemos no novo aeroporto a oportunidade de ter um terminal dedicado à TAP e aos nossos parceiros da Star". Para o presidente da TAP, é ponto assente que Alcochete terá dois terminais e um será reservado à TAP. O gestor considera uma solução "natural", um a vez que a companhia é o principal cliente do aeroporto, com 60% da sua operação em Lisboa.

No final do encontro, Vasco Mello, que lidera o Asterion, consórcio que integra a Brisa, Mota-Engil, Sacyr-Somage, Lena, MSF e os bancos BCP, BES, CGD considerou que o aeroporto "tem um enorme efeito multiplicador e há que agarrar a oportunidade".

in: www.dn.pt secção Economia de 20 Fev/08

02/02/2008

Soares volta a defender Portela

Em entrevista ao semanário de edição gratuita "Sexta", João Soares antigo presidente da Camara Municipal de Lisboa volta a defender a viabilidade do aeroporto da Portela, contra a decisão da construção de uma nova infra-estrutura.
Segundo, Soares «Temos estado a vender desde os anos 60 a ideia da necessidade de um novo aeroporto internacional para Lisboa em nome de uma ideia que a Portela está esgotada, o que é uma mentira completa» - refere.
«A Portela tem um problema ao nível da aerogare e das placas de estacionamento (...) Não utiliza bem o território que ocupa e ainda por cima tem duas áreas de expansão possíveis sem práticamente encargos nenhuns, que são a base de Figo Maduro e o Figo Maduro da CM de Lisboa (...) e com a possibilidade de expandir-se noutros lados».
O antigo responsável pela edilidade lisboeta diz ainda como forma de reorganizar o espaço da Portela, a transferência para Beja toda a parte respeitante à manutenção das aeronaves, como forma de ganhar espaço.
Um dos outros argumentos utilizados por João Soares, é que: «... no dia em que a Portela viesse a estar esgotada - e não estará nos próximos 20 anos - transferir para Alverca, que tem junto a si a auto-estrada e uma estação de caminho-de-ferro. as low-cost e parte da carga» - remata.

31/01/2008

MTS servirá futuro aeroporto de Alcochete

A garantia foi dada pela voz da secretária de estado dos transportes Ana Paula Vitorino, na Comissão parlamentar de Obras Públicas.
O projecto que contempla uma ligação ao Barreiro na terceira fase da obra, poderá ser repensado por forma a servir a nova infra-estrutura aeroportuária de Alcochete a ser inaugurada segundo as previsões da tutela, em 2017.

11/01/2008

Novo aeroporto de Lisboa estará a funcionar em 2017

O ministro das obras públicas Mário Lino anúnciou públicamente, que o novo aeroporto internacional de Lisboa que será construído em Alcochete estará operacional em 2017.
«As obras começarão mais tarde mas serão mais rápidas», afirmou o ministro.
Alcochete foi escolhido em detrimento da OTA, dado que o relatório do LNEC, aponta para esta localização como a mais vantajosa do ponto de vista técnico e económico.

10/01/2008

Governo escolhe Alcochete

O primeiro-ministro anunciou, esta quinta-feira, a escolha de Alcochete como a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa.

O Chefe do Governo presidiu ao briefing do Conselho de Ministros, numa atitude inédita em reuniões realizadas no edifício da Presidência do Conselho de Ministros.

«O relatório do LNEC diz que a localização do novo aeroporto de Lisboa na zona do Campo de Tiro de Alcochete é aquela que, do ponto de vista técnico e financeiro, se verificou ser globalmente a mais favorável», referiu.

Esta decisão acaba por ser controversa, uma vez que o ministro das Obras Públicas insistia na opção Ota, chegando mesmo a utilizar a célebre expressão que a localização do novo aeroporto na Margem Sul «jamais».

Questionado sobre uma eventual demissão de Mário Lino, na sequência desta decisão, José Sócrates afirmou que o ministro das Obras Públicas tem «todas as condições» para continuar no Governo.

«Não há uma política do Ministério das Obras Públicas. Há apenas uma política do Governo», afirmou José Sócrates.

Confrontado com a possibilidade de protestos da região do Oeste face à opção do Governo de escolher Alcochete em detrimento da Ota, Sócrates sustentou que «um primeiro-ministro que está há mais de dois anos e meio em funções está também preparado para protestos».

De acordo com Sócrates, apesar de o estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) dizer que Alcochete e Ota são ambas localizações viáveis e sustentáveis para o novo aeroporto, o Governo entendeu que a primeira (sobretudo em virtude dos aspectos operacionais) «foi a melhor opção».

«Para ser justo, é preciso dizer que a região da Ota pagou um preço ao longo dos últimos anos. A verdade é que, não apenas este Governo, mas também os anteriores, decidiu-se a localização da Ota para o novo aeroporto, o que teve um impacto nas medidas preventivas que ali foram tomadas», disse.

Por esse motivo, Sócrates disse que o executivo «encontrará uma forma de compensar esses custos, através de um programa que o Ministério das Obras Públicas poderá desenvolver em contacto com os autarcas da região».

«Com esse trabalho, vamos por certo encontrar investimentos públicos que possam minimizar esses custos que foram suportados pela região do Oeste», sublinhou.

A opção do Governo de localizar o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete apenas se tornará definitiva após a realização de uma avaliação ambiental estratégica.

in: www.tsf.pt secção Economia de 10 Jan/08

06/01/2008

LNEC já concluíu estudo sobre novo aeroporto

O presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Matias Ramos, já tem na sua posse os relatórios finais das sete comissões que nomeou para estudar outros tantos itens relacionados com duas das opções de localização do novo aeroporto de Lisboa - Ota e Alcochete. Como se previa, o relatório final, resultante do estudo encomendado pelo Governo, será inconclusivo em matéria de escolha.

Em termos de impacto económico para o país, a Ota é mais vantajosa. Por razões financeiras Alcochete poderá ser o preferido, porque é mais barato, embora não tanto como a determinada altura foi dito, ou do que o estudo da CIP apontava.

Segundo fontes ligadas ao processo, ouvidas pelo DN, a preferência do Ministério da Economia penderia para a Ota, ideia respaldada pelo estudo do LNEC. Nisso se juntaria aos homens do Ambiente e a Mário Lino, que publicamente há muito manifestou a sua preferência. Do ponto de vista económico, a Ota está mais perto de aglomerados populacionais significativos e serve um maior número de empresas.

Mas com os apertos financeiros existentes no País, o Ministério das Finanças não está disposto a gastar mais um centavo se puder gastar menos. Alcochete permite um investimento faseado apoiado na solução Portela+1 e, segundo o DN apurou, é um pouco mais barato (menos de 500 milhões de euros) que a Ota, embora isso dependa muito dos itens avaliados. E há sempre escolhas que se podem fazer. Por exemplo, se for tomado em conta o desenho inicial da linha de alta velocidade (TGV) entre Porto e Lisboa, o desvio que posteriormente foi introduzido para servir a Ota é um custo. Quanto a Alcochete, terá de ser assegurada uma ligação ferroviária. Se for via ponte Chelas/Barreiro, será necessário também um desvio para servir o aeroporto, opção ainda assim menos cara e penalizadora para o TGV que mudar a travessia para o eixo Beato/Montijo, como queria a CIP.

É por isto que o relatório do LNEC não será conclusivo. "Só um grande político conseguirá explicar ao País porque se optou por uma ou outra das localizações", disse ao DN uma fonte ligada ao processo, quando questionada sobre se a opção penderia mais para o aspecto económico ou para o financeiro.

A ideia é que o próprio Primeiro-ministro, José Sócrates, terá nas suas mãos uma decisão final que será muito difícil: se defender a Ota parece já incomportável, ir para Alcochete pode descredibilizar o Governo.

in: www.dn.pt 1ª página de 6 Jan/08

08/12/2007

LNEC entrega estudo sobre novo aeroporto em Janeiro

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) adiou para a segunda semana de Janeiro de 2008 a entrega do estudo comparativo entre as várias localizações possíveis para o novo aeroporto de Lisboa, que deveria estar concluído na próxima quarta-feira, dia 12. O LNEC justifica o adiamento da entrega com "a necessidade de compatibilização, harmonização e consolidação dos vários estudos parcelares que têm estado a ser realizados pelas equipas de especialistas nacionais e estrangeiros". Um dos motivos para este atraso está relacionado com a inclusão da opção Portela+1, uma hipótese avançada pelo estudo da Universidade Católica Portuguesa para a Associação Comercial do Porto, que defende um segundo aeroporto vocacionado para voos “low cost” que se poderia localizar no Montijo ou em Alcochete. Segundo o referido estudo, aquela alternativa tem a vantagem de diferir o investimento na construção de um novo aeroporto, aumentando ao máximo o investimento de 380 milhões de euros que está a ser efectuado na Portela, defendendo igualmente a possibilidade de ter disponível, já a partir de 2010, um aeroporto para servir as companhias low cost. Quando a Portela tiver de ser abandonada definitivamente, após a amortização dos investimentos, o estudo defende a possibilidade de transferir todo o tráfego para o aeroporto inicialmente secundário, quer seja Alcochete ou o Montijo.

in: www.transportesemrevista.com de 8 Dez/07

29/11/2007

Governo não considera hipótese "Portela + Montijo"

O estudo desenvolvido pela Associação Comercial do Porto (ACP), que defende a opção Portela+Montijo, apresentado sexta-feira ao Executivo, irá ficar na gaveta. É que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) já está a ultimar o estudo comparativo da localização do futuro aeroporto de Lisboa e a análise incide exclusivamente entre a Ota e Alcochete, segundo despacho do Governo, apurou o DN.

Fonte do gabinete do ministro das Obras Públicas disse que Mário Lino enviou para o LNEC o estudo da ACP e também um trabalho desenvolvido por Pompeu Santos, que aponta como alternativa para o futuro aeroporto Pinhal Novo. Mas, garante fonte próxima do processo, "os dois estudos não vão a tempo de ser analisados". Provavelmente, serão incluídos "como anexos" ao relatório comparativo.

Para o Governo, a única opção para Portela+1 está definida há vários meses e passa pela ocupação da placa de Figo Maduro, para o estacionamento de aviões. Este anúncio foi feito durante as obras de construção do terminal 2, integradas no plano de expansão da Portela, que envolvem um investimento de 380 milhões de euros e deverá ficar concluído em 2010.

O despacho de Mário Lino que autoriza o LNEC a fazer os estudos comparativos é de 12 de Junho e fixa seis meses para a sua finalização. Ou seja, a 12 de Dezembro o ministro fica a conhecer as conclusões do LNEC. A decisão do Governo sobre a melhor localização - Ota ou Alcochete -, só deverá ser conhecida no início de 2008.

Numa primeira fase, o LNEC estudou a viabilidade de localizar o aeroporto em Alcochete. Só depois de ter concluído que existiam condições para lá instalar a infra-estrutura é que se avançou para os estudos comparativos com a localização escolhida pelo Governo - a Ota.

Entretanto, a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e a ACP foram desenvolvendo estudos paralelos. A CIP apresentou as conclusões do seu estudo o mês passado, contemplando as acessibilidades e o impacto ambiental sobre a opção Campo de Tiro de Alcochete. A opção Portela+Montijo, da ACP, só agora é que foi conhecida. O timing de divulgação está a ser considerado" inoportuno" e é visto "como uma forma de influenciar a decisão política sobre o fecho da Portela". É que a menos de 15 dias da entrega das conclusões do trabalho do LNEC, a localização do aeroporto volta a estar na ordem do dia. O trabalho desenvolvido pela Universidade Católica é considerado "um estudo com uma vertente muito economicista". As acessibilidades ferroviárias e rodoviárias e o impacto ambiental não foram considerados.

Descontente está o sector da construção, que considera negativa a abertura que o Governo deu à sociedade civil para que se apresentasse estudos e projectos. "Só serve para atrasar uma obra necessária para o país e para o sector", defende Reis Campos, presidente da Federação da construção (Fepicop). Esta não discute localizações, mas apenas a obra, considerando que "esta indecisão é inimiga do investimento".

in: www.dn.pt de 28 Nov/07

28/11/2007

Novo estudo aponto Pinhal Novo como a melhor localização para o novo aeroporto de Lisboa

Pompeu Santos, membro-conselheiro da Ordem dos Engenheiros e investigador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) é o autor deste estudo, que contou com a colaboração de vários especialistas do Instituto Superior Técnico.

Em declarações à TSF, Pompeu Santos defendeu que o Pinhal Novo é a localização que oferece, sem margens para dúvidas, as melhores acessibilidades.

«O Pinhal Novo tem as condições óptimas para o aeroporto, mas, para além da localização, que é melhor do que qualquer uma das outras que têm sido faladas, com a sua articulação, com a rede de alta velocidade e com o uso da ponte Chelas-Barreiro, consegue-se, no conjunto, uma economia notável», disse.

Em comparação com a Ota, segundo Pompeu Santos, a construção do aeroporto no Pinhal Novo representaria ainda uma importante poupança de dinheiro para o Estado, ou seja, cerca de «três mil milhões de euros».

in: www.tsf.pt secção Economia de 28 Nov/07

Associação Comercial do Porto apresenta estudo sobre novo aeroporto de Lisboa

A construção de um aeroporto para companhias de baixo-custo ("low-cost") na base aérea do Montijo, a funcionar, já em 2010, em simultâneo com a Portela - para companhias de "bandeira" até ao esgotamento da sua capacidade - traria uma poupança de cerca de dois mil milhões de euros face à opção Ota, defende o estudo encomendado pela Associação Comercial do Porto (ACP) sobre a hipótese "Portela+1". Usando a Ota como referência, o estudo - a apresentar hoje - também analisa as opções Portela+Alcochete e construção faseada de Alcochete, como proposto pela Confederação da Indústria Portuguesa, mas ambas perdem para a alternativa do Montijo.

Só no investimento na infra-estrutura, revela o documento coordenado pela Universidade Católica a que o JN teve acesso, a poupança da opção Portela+Montijo ascende a 1463 milhões de euros. Mas a este valor há mais duas componente a somar os ganhos obtidos pela não necessidade de construir um elevado volume de acessibilidades rodoviárias e ferroviárias (206 milhões) e a poupança nas chamadas externalidades (357 milhões), o que inclui emissões de dióxido de carbono, tempo gasto em viagens e outras variáveis socioeconómicas. Tudo somado, são 2026 milhões de euros - dois terços do custo da construção da Ota.

Alcochete perde

Também a opção Portela+Alcochete foi estudada pela equipa coordenada por Álvaro Nascimento, que se debruçou sobre uma série de variáveis (ver texto em baixo). Neste caso, a poupança face à Ota ascenderia a cerca de 1,3 mil milhões de euros. Ainda assim, esta hipótese seria cerca de 150 milhões de euros mais cara do que a do Montijo, sobretudo devido à necessidade de trabalhos preparatórios nos terrenos no Campo de Tiro.

Já a construção, de forma faseada, de um novo aeroporto nesta infra-estrutura militar, hipótese que é defendida pelo estudo da CIP, traria uma poupança de "apenas" 185 milhões de euros face à Ota, uma vez que, apesar de os custos de construção serem 759 milhões de euros mais vantajosos do no caso do aeroporto previsto no programa de Governo, as externalidades têm um peso elevado (ver ficha).

Mais flexibilidade

A opção por uma solução transitória, defende o documento , deriva do facto de, neste sector, haver uma "elevada incerteza", quer em termos de crescimento do tráfego, quer no peso das "low cost". Também a entrada em funcionamento da alta velocidade ferroviária pode alterar as previsões que têm sido feitas para sustentar a decisão de construir um novo aeroporto de raiz. Acresce o forte investimento em curso na Portela (380 milhões de euros para aumentar a sua capacidade dos actuais 13 milhões para 18 milhões de passageiros em 2018) que não será rentabilizado se, entretanto, a infra-estrutura for encerrada para dar lugar a outra. "Uma decisão que se revele errada no longo prazo pode ter implicações severas para a sociedade", afirma o estudo, onde se defende que "o Estado deve evitar comprometer montantes avultados de capital (...) num contexto em que ocorrem mudanças profundas no modelo de organização da indústria do transporte aéreo de passageiros".

Uma "opção flexível" é, neste contexto, a que melhor se adequa, defende-se no estudo. Ou seja, a Portela pode continuar a funcionar mas, quando esgotar (ou seja, quanto atingir os 18 milhões de passageiros), existe a hipótese de encerrá-la e transformar o Montijo num aeroporto para todas as companhias.

Uma abordagem que visa "evitar um erro"

A forma como o estudo da ACP aborda a questão do novo aeroporto de Lisboa é deferente daquelas que têm sido apresentadas, uma vez que integra a análise dos custos e proveitos (benefícios privados) com a dos efeitos da localização em termos do território, ponderando as implicações ambientais e sobre a sociedade em agentes que utilizam o aeroporto.

Assim, são tidos em conta factores como o valor económico-financeiro do investimento propriamente dito, os investimento associados às acessibilidades que a infra-estrutura acarreta, o valor das externalidades negativas sobre os passageiros nas acessibilidades ao aeroporto, , a estimativa de custos ambientais, o impacto sobre o ordenamento do território e as externalidades que o aeroporto pode produzir sobre os parceiros aeroportuários. O estudo, que visa "evitar o erro" de não contemplar a hipótese Portela+1 na decisão sobre o aeroporto, foi realizado pela Universidade Católica, juntamente com o Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da sua Faculdade de Economia e Gestão e a TRENMO, empresa especializada em projectos de engenharia.

Valor económico- -financeiro-no aeroporto

Portela+Montijo custa menos 1463 milhões. Portela+Alcochete fica por menos 1314 milhões e a solução faseada de Alcochete menos 759 milhões

Custos em acessibilidades

Poupança de 206 milhões nas soluções Portela+Montijo e Portela+Alcochete. A solução de Alcochete modular não traz ganhos face à Ota, até porque implica mais custos em alta velocidade ferroviária e acessos rodoviários.

Externalidades socioeconómicas

O custo das deslocações, emissões de CO2 e sobre a actividade de todos os agentes reduz-se em 357 milhões no Portela+Montijo. Portela+Alcochete e Alcochete modular teriam externalidades negativas de 164 milhões e 574 milhões respectivamente.

in: www.jn.pt primeira página de 27 Nov/07

14/11/2007

Cavaco acredita na independência do LNEC

O Presidente da República diz não acreditar que o Governo já tenha tomado uma decisão sobre a localização do novo aeroporto internacional na Ota, como alegou esta tarde o líder do PSD, Luís Filipe Menezes.

"Não posso acreditar nisso. A informação que tenho e que me é fornecida pelo primeiro-ministro não está nada de acordo com o que acaba de dizer", declarou Cavaco Silva, confrontado com as afirmações de Menezes, depois de presidir às comemorações dos 60 anos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

Esta manhã em Matosinhos, antes de uma reunião com a direcção da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Filipe Menezes pedia ao Governo para “falar verdade aos portugueses".

"Se já está decidido que o aeroporto é na Ota, então não vale a pena fazer as pessoas perder tempo e estar a gastar mais dinheiro", afirmou o líder do PSD, numa referência ao estudo que o LNEC deverá concluir até final do ano para comparar tecnicamente as duas localizações em cima da mesa – Ota ou Alcochete.

No final da visita, e tendo a seu lado o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, responsável pelo "dossier" do aeroporto, Cavaco Silva evitou pronunciar-se sobre a recente polémica provocada pela divulgação de um estudo da RAVE (Rede Ferroviária de Alta Velocidade), favorável à localização do aeroporto na Ota.

Francisco Van Zeller, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), criticou a divulgação "à última hora" deste estudo, atitude que teve a solidariedade de Luís Filipe Menezes.

Apesar de instado a pronunciar-se sobre a polémica, Cavaco Silva recusou "obviamente" pronunciar-se sobre "polémicas entre instituições ou entidades", admitindo apenas que leu "parte" do estudo da CIP, que aponta Alcochete como melhor solução.

Quanto à tarefa atribuída ao LNEC, o Presidente diz tratar-se de uma “uma grande responsabilidade” que vai determinar "uma decisão política" do Governo, que a deverá anunciar no início de 2008. No entanto, Cavaco Silva garantiu que, "pela história do LNEC, "os portugueses podem confiar na sua competência da instituição e na independência técnica e política".

in: www.publico.pt de 14 Nov/07
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