18/02/2020

AML lança concurso no valor de 1,2 mil milhões de euros

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imagem ilustrativa da futura Carris Metropolitana. In: Twitter Fernando Medina
A Área Metropolitana de Lisboa (AML) enquanto autoridade de transportes rodoviários na região, lançou hoje um Concurso Público Internacional no valor de 1,2 mil milhões de euros para a concessão dos transportes rodoviários para os próximos 7 anos.

O conjunto de obrigações elencado no Concurso agora lançado, vai obrigar os vencedores a renovarem a frota com autocarros mais amigos do ambiente e sob a marca Carris Metropolitana, equipados com wifi, entradas USB, sistema de informação ao público e eco condução. Haverá um reforço da oferta em todos os horários, sobretudo às horas de ponta, noites e fins-de-semana. Mantém-se 127 carreiras, 321 são reforçadas e vão ser criadas 130 novas linhas. Este incremento terá maior impacto (cerca de 40%) na Península de Setúbal, onde se verifica maior défice de oferta.
Foram lançados simultaneamente 4 concursos válidos por 7 anos, um por cada lote, sendo 2 na margem sul e 2 na margem norte (ver nota), e os vencedores de cada lote estarão obrigados a trabalhar em rede no que concerne à imagem, informação ao público, horários, tarifário, etc. Os novos mapas de transportes irão incorporar os diferentes modos como metro, comboios, autocarros e transporte fluvial.
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imagem ilustrativa da futura Carris
Metropolitana. In: Twitter FernandoMedina
O critério de adjudicação terá um peso de 85% no fator preço que será pago ao quilómetro, e 15% na renovação da frota. Cerca de 90% do total das viaturas terão de cumprir a norma Euro V, e 5% terão de ser 0% poluentes. No início de operação, nenhum autocarro poderá ter mais de 16 anos, e a idade média da frota será no máximo 8 anos. No quinto ano de contrato nenhuma viatura poderá circular com mais de 12 anos, sendo que a idade média da frota não pode ultrapassar os 6 anos.
A AML estima que no Verão estarão reunidas as condições para a adjudicação do serviço, existindo um período de transição de 10 meses para a entrada em operação.
De fora do Concurso ficam Lisboa e Barreiro onde a Carris e TCB respetivamente são operadores internos, e Cascais que já lançou Concurso no ano transato.

Nota: Lotes a concurso

Lote 1: zona Noroeste da AML. Inclui os municípios da Amadora, Oeiras e Sintra atualmente operadas pela Vimeca e Scotturb, e que representa 33% de toda a oferta existente. Existem 98 carreiras, e serão criadas mais 35, o que representa um aumento de 39% face à oferta existente.

Lote 2: zona Nordeste da AML. Inclui os municípios de Mafra, Odivelas, Loures e Vila Franca de Xira. Vários operadores de transportes ligados ao Grupo Barraqueiro operam nestes concelhos como a Rodoviária de Lisboa, Mafrense, Isidoro Duarte, Henrique Leonardo da Mota e Santo António, com um total de 187 carreiras, o que representa 32% da oferta atual na AML. Vão ser criadas 31 novas carreiras, ou seja, um aumento de 34%.

Lote 3: zona Sudoeste da AML. Inclui os municípios da Almada, Seixal e Sesimbra, onde atualmente opera a TST, com um total de 116 carreiras, o que representa 18% de toda a oferta existente na AML. Com o Concurso vão ser criadas 43 novas carreiras, ou seja, um incremento de 47% da oferta.

Lote 4: zona Sudeste da AML, onde se incluem os municípios de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, servidas pela TST, com um peso de 14% de toda a oferta existente. Das 80 carreiras atualmente existentes, vão ser criadas mais 21 para um total de 111, o que representa um acréscimo de 68%, sendo a zona de Palmela a mais beneficiada.



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