25/08/2009

Projecto CityMotion entra em velocidade de cruzeiro

Resultante de uma parceria entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e o Instituto Superior Técnico, o projecto CityMotion entra em velocidade de cruzeiro com a adesão de autarquias, empresas de transportes, telecomunicações e logística. A associação destas diferentes entidades veio permitir criar uma base de dados única no mundo e o projecto pode alterar profundamente a mobilidade nas grandes cidades do país e do mundo. Entre os parceiros do CityMotion encontram-se empresas como a TMN, Carris, STCP, TIP, Metro do Porto, Frotcom, Geotáxis, bem como as autarquias de Lisboa e Porto. Esta conjugação possibilitou a constituição da maior e mais completa plataforma de informação a nível internacional, juntando os diversos actores da mobilidade e permitindo o desenvolvimento de um conjunto de tecnologias para uma imagem holística da cidade. No espaço de um ano, os investigadores do projecto CityMotion irão implementar nas cidades de Lisboa e Porto um protótipo de gestão inovadora da mobilidade que poderá alterar radicalmente os paradigmas da cidade.
“No espaço urbano há elementos que não conseguimos mudar, mas podemos gerir a envolvente digital que cada vez mais existe na cidade. Em vez de criar novos viadutos ou novas ruas, optimizamos a utilização dos recursos e infra-estruturas recorrendo a essa envolvente digital”, afirma Carlos Lisboa Bento, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra e coordenador da investigação. Um dos desafios importantes do projecto é a fusão dos dados provenientes de fontes muito heterogéneas, tais como os fornecidos por operadores de comunicações móveis, sensores, operadores logísticos e operadores de transportes públicos (autocarros e metro, p. ex.).
Esta plataforma integrada de informação em tempo real e com capacidade de detecção e previsão será muito útil, não só ao cidadão comum, mas também, às Forças de Segurança, Protecção Civil e Emergência Médica porque “em caso de catástrofe, terrorismo, incêndio e acidentes, podemos muito mais rapidamente percepcionar situações de risco eminente ou classificar um incidente, alertando de imediato a entidade ou entidades que lhe podem dar resposta como o INEM, a Polícia ou outros agentes”, refere Carlos Lisboa Bento.

in: www.transportesemrevista.com de 25 Ago/09

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