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24/09/2026

Metro do Porto vai avançar com duas novas linhas para Gondomar e Trofa

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A rede do Metro do Porto vai voltar a crescer. O Governo aprovou o financiamento para a construção de duas novas linhas que vão levar o metro até Gondomar e à Trofa, num investimento global de 421 milhões de euros.

A decisão, aprovada em Conselho de Ministros, prevê a construção da Linha de Gondomar e da Linha da Trofa, duas novas ligações que irão reforçar a cobertura da rede de transporte público na Área Metropolitana do Porto.

Linha de Gondomar

A futura Linha de Gondomar fará a ligação entre o Estádio do Dragão e o Souto, no centro de Gondomar, numa extensão de aproximadamente 7 quilómetros.

O projeto contempla 9 estações e representa um investimento de cerca de 237 milhões de euros, não incluindo a aquisição do material circulante.

A nova ligação permitirá aproximar o concelho de Gondomar da rede de Metro do Porto, criando uma ligação direta a partir da zona do Estádio do Dragão e permitindo novas possibilidades de ligação à restante rede metropolitana.

Linha da Trofa

A segunda expansão corresponde à Linha da Trofa, que ligará o ISMAI, na Maia, à Paradela/Interface da Trofa.

O traçado terá aproximadamente 10 quilómetros e 9 estações, estando previsto um investimento de 184 milhões de euros. A execução financeira está programada para decorrer entre 2027 e 2031.

A ligação será realizada em modo metro e metrobus, permitindo prolongar a oferta de transporte público desde o ISMAI até à Trofa.

Mais 17 quilómetros e 18 estações

Com as duas novas linhas, a rede do Metro do Porto ganhará aproximadamente 17 quilómetros de extensão e 18 novas estações, reforçando a ligação entre diferentes municípios da Área Metropolitana do Porto.

O financiamento será assegurado em grande parte através de fundos públicos, incluindo o Fundo Ambiental e o Programa Sustentável 2030. Segundo o Governo, o investimento pretende contribuir para o reforço do transporte público e para a redução da dependência do transporte individual rodoviário.

A expansão para Gondomar e Trofa surge assim como uma nova etapa no crescimento da rede do Metro do Porto, juntando-se às restantes expansões atualmente em desenvolvimento, nomeadamente as linhas Rosa e Rubi.

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08/07/2016

Parlamento aprova expansão do Metro do Porto

facebook.com/transportesonline
O Parlamento aprovou ontem por unanimidade um Projeto de Lei que recomenda ao governo expansão do Metro do Porto, num investimento superior a 200 milhões de euros.

Em causa está a expansão de 3 linhas do metro que já fazia parte do projeto referente à primeira fase de construção e que ainda não foram concretizadas por falta de verbas. A expansão da linha C entre o ISMAI e a Trofa, uma reivindicação antiga da autarquia trofense. Também irá avançar em Gaia a ligação da linha D entre Santo Ovídio e Vila D'este. Finalmente, em Gondomar irá ser concretizado o prolongamento da linha F entre Fânzeres e o centro de Gondomar.
Por enquanto, fica de fora qualquer projeto referente à segunda fase de expansão da rede e que previa a construção de mais 5 linhas.

12/11/2010

Segunda fase do Metro do Porto já não avança

O Metro do Porto previa enviar ao Governo até ao final do ano o dossier sobra a segunda fase de construção do metro afim, de obter da tutela a autorização necessária para o lançamento do concurso público internacional.
Devido às restrições orçamentais, e a ter em conta as palavras do Secretário de Estado dos Transportes Carlos Correia da Fonseca,  que anúnciou a suspensão de todas as obras públicas para reavaliação das mesmas, a segunda fase deverá uma vez mais ficar na gaveta.

A segunda fase já por várias vezes adiada teria um custo estimado de 1200 milhões de euros para a construção da linha do Campo Alegre; Hospital de S. João/Matosinhos Sul; o prolongamento da actual linha amarela à Urbanização de Vila d'Este; e ainda levar o metro até à Trofa, uma obra incorporada no projecto da primeira fase mas, nunca concretizada.
Em relação ao prolongamento à Trofa, decorria um concurso público internacional lançado à quase um ano, numa obra orçada em 140 milhões de euros. Também este deverá ser anulado, já que foi perrogado por mais dois anos o contrato para assegurar o serviço de autocarro entre a Estação do ISMAI na Maia e a Trofa.
O anterior ministro chegou a admitir um concurso único cujo vencedor seria responsável pela construção de todas as linhas, incluindo a extenção à Trofa. Esse vencedor, pagaria toda a fase de construção, recebendo anualmente uma verba do Estado por esse investimento. No entanto, com a reavaliação de todas as parcerias público-privadas actuais e futuras, a segunda fase do metro deverá ser adiada.

07/11/2010

Utente criou petição para exigir metro

"Atirei-me para a cabeça do touro". A declaração, aos 71 anos, de Henrique Cayolla não é suicida: embora transpire ânimo e vigor, este utente do metropolitano do Porto não tenciona ser forcado. Quer, antes, "abanar as pessoas" e contribuir para "defender o interesse comum".


O touro, esse, terá duas faces: "o povo que não está habituado a tomar iniciativas" e os governantes do país, a quem fará chegar a sua "Petição do metro para a Trofa", que criou sozinho e movido pelo espírito inconformado, interventivo e avesso à resignação.

Henrique Cayolla procura que "haja a consciência de que há poder, nomeadamente através da Internet, de as pessoas fazerem ver os seus direitos".

No caso, o da reposição de um meio de transporte - o comboio de via estreita que ligava a Trindade, no Porto, à Trofa, passado pela Maia - suprimido há quase uma década com a promessa da extensão da Linha Verde do metro até à Trofa.

Contemplada na primeira fase do metropolitano, a obra foi sendo protelada, mas os carris chegaram até ao ISMAI, na Maia. Houve promessas e atrasos incontáveis, um memorando de entendimento em 2007 e um compromisso firmado em território trofense, pela ex-secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, em vésperas das legislativas de 2009, com um convicto "vamos ter metro na Trofa já".

Finalmente, e passados mais de três meses do lançamento do concurso público, o procedimento foi cumprido. Neste ano, chegou-se à conclusão de que, afinal, não há dinheiro.

A empreitada foi retirada do plano de actividades da Metro do Porto. "O Governo tinha de assumir o compromisso. Não pode haver o pretexto de falta de verbas", diz Cayolla, que quer o maior número de assinaturas possível.

Alojado em http://www.peticaopublica.com/, o documento está na Internet desde o passado dia 31.

in: jn.sapo.pt secção "Porto" de 7 Nov/10
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