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04/02/2021

Entrada em funcionamento da Carris Metropolitana poderá ser adiada

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A entrada em funcionamento da Carris Metropolitana poderá ser adiada para o segundo semestre de 2022.

As licenças dos atuais operadores terminam no início do próximo mês de Dezembro, altura que as novas concessões deveriam dar início.

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) já assinou contrato com as empresas vencedoras dos 4 lotes postos a concurso. De acordo com os procedimentos concursais, as empresas vencedoras têm 10 meses a contar da emissão do visto prévio vinculativo por parte do Tribunal de Contas para começarem a operar. Mas é aqui que o processo poderá sofrer um atraso significativo. O Tribunal terá de analisar contrato a contrato, existindo vários contratos para análise na área dos transportes em todo o país em resultado dos diferentes concursos lançados pelas Área Metropolitanas, Comunidades Intermunicipais e autarquias, e que poderá levar vários meses até um parecer favorável. As empresas vencedoras já manifestaram que será difícil arrancarem com as novas operações em apenas 10 meses. Na região de Lisboa haverá mais de 1600 autocarros novos, e a indústria nacional não tem capacidade tão elevada de produção neste curto espaço de tempo. Será ainda necessário uniformizar bilhética, mapas de informação ao público e instalar e uniformizar sistemas de apoio à exploração. 

Este processo tem sofrido vários atrasos. Os Concursos Públicos Internacionais foram lançados apenas em Fevereiro de 2020 depois de terminadas as concessões dos operadores atuais, o que obrigou a uma prorrogação por 2 anos das concessões vigentes. O início da pandemia adiou por diversas vezes a conclusão do dossiê atirando para o passado mês de Setembro o fecho dos respetivos concursos. Apesar de concluído, e remetido para o Tribunal de Contas, a Carris Metropolitana só arranca após a validação por parte desta entidade dos 4 contratos firmados entre a AML e os operadores vencedores.


O lote 1, zona Noroeste, (que abrange os concelhos da Amadora, Oeiras, Sintra e ainda as ligações aos concelhos de Cascais e Lisboa) foi adjudicado ao consórcio Scotturb/Vialagus que operar como Viação Alvorada. No lote 2, zona Nordeste, (inclui os municípios de Mafra, Odivelas, Loures , Vila Franca de Xira, e ainda ligações a Lisboa) foi ganho pela Rodoviária de Lisboa. Já no lote 3, zona Sudoeste, (inclui os concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra) vai ser operado pela TST. O lote 4, zona Sudeste, (municípios de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal) vai ser operado pela britânica Nex (National Express).

Carris Metropolitana será a marca comum de todos os autocarros em 15 dos 18 municípios que compõem a AML, com uma imagem, sistema de bilhética, tarifário e informação ao público comum. Ficam de fora Lisboa (Carris), Barreiro (TCB) e Cascais (MobiCascais) que lançou um concurso individual para as carreiras municipais ganho pela empresa Martín.


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