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18/10/2008

Estudo defende antecipação de metro em Vila D'Este

A chegada do metro a Vila d'Este não deve ser adiada para 2022. O especialista Álvaro Costa e o Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres defendem a antecipação para a segunda fase de desenvolvimento da rede.
A calendarização desta ligação no plano de expansão da rede do metro contraria, para além do estudo da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (coordenado por Paulo Pinho), as análises da TRENMO, executadas pela equipa de Álvaro Costa, e do Instituto de Mobilidade. Dias antes da apresentação da proposta da Comissão Executiva da Empresa do Metro aos autarcas, foram pedidas duas análises à proposta em cima da mesa, mas não conduziram a qualquer alteração.
O parecer da TRENMO é mais incisivo do que o do instituto. A equipa, coordenada por Álvaro Costa, não tem dúvidas de que a localização do término da Linha Amarela em Laborim merece "breve reflexão quanto à razoabilidade de ponderar o prolongamento até Vila d'Este", dado que a construção de um troço com 1,1 quilómetros levará o metro a uma área com mais de 30 mil habitantes, "com características socio-demográficas que induzem uma forte propensão para a utilização de transportes públicos".
No entanto, este argumento de maior cobertura de uma população carenciada, válido para a opção Campo Alegre em detrimento da Boavista (foi uma das principais razões apontadas pela Comissão Executiva da Metro), foi ignorado no caso de Vila d'Este. A extensão da Linha Amarela a Laborim trará mais 273 utentes por hora à rede no período de ponta da manhã. Se também for a Vila d'Este resultará num acréscimo de 933passageiros.
O instituto, tutelado pelo Ministério das Obras Públicas e que validou a proposta da Comissão Executiva, considera que, embora a extensão a Vila d'Este esteja "dependente da solução que vier a ser definida para o novo Centro Hospitalar Gaia-Espinho, poderá justificar-se antecipá-la para a segunda fase". De resto, faz a defesa da proposta e, em particular, da ligação entre Campanhã e Gondomar por Valbom por servir "zonas mais densamente ocupadas, captando mais passageiros do que o traçado a partir da Venda Nova"; e do corredor do Campo Alegre em vez da Linha da Boavista.
Considera que a ligação pela Boavista cobriria, parcialmente, a zona Ocidental da cidade, ficando "por servir toda a zona da Foz até ao centro do Porto". Contudo, os traçados das duas linhas não teriam apenas o troço inicial à saída de Matosinhos em comum. Ambas serviriam o pólo universitário do Campo Alegre. Prolongadas até S. Bento, as duas linhas teriam uma paragem junto à Faculdade de Letras, seguindo pelo Palácio de Cristal e Cordoaria.
Daí que Álvaro Costa aponte, como vantagem comum às duas ligações, a "passagem no troço de maior procura (Faculdade de Letras - S. Bento)" e o número semelhante de passageiros por quilómetro. Aliás, o especialista não indica a sua preferência na referida análise, enunciando as vantagens das duas ligações. Em comum, possuem, ainda, o tempo de viagem e o custo de construção.
O canal do Campo Alegre serve mais residentes e populações carenciadas, abre caminho à construção da Via Nun'Álvares e requalifica a Rua de Diogo Botelho. Já o traçado da Boavista reabilitaria a avenida, contribuindo para a afirmação como "business district" do Porto, até porque teria maior cobertura de emprego.

in: jn.sapo.pt secção "Porto" de 18 Out/08

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