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16/05/2009

Metro no Parque da Cidade sem túnel nem viaduto

Nem viaduto nem túnel. O metro deverá cruzar o Parque da Cidade do Porto à superfície, ocupando parte do terreno usado como pista de aviação pela Red Bull. Afinal, a linha do Campo Alegre será quase toda enterrada.

Os representantes da Câmara do Porto e da Metro na comissão de acompanhamento chegaram a um consenso, depois das críticas do Município e das juntas da Foz, de Nevogilde e de Lordelo do Ouro ao traçado à superfície entre a Boavista e as Condominhas. Agora, as composições seguirão enterradas à saída do Parque da Cidade e passam em túnel pela futura Via Nun'Álvares, pela Praça do Império e pela Rua de Diogo Botelho. Nesse troço, só vêem a luz do dia no Fluvial. A ribeira da Granja obriga a uma solução à superfície menos complexa e onerosa, que será estudada pela arquitecta Marisa Lavrador. A projectista do Parque da Pasteleira é chamada, pois o metro ocupará a bordadura daquele espaço.

O troço entre as Condominhas e S. Bento mantém-se inalterado (em túnel). Mas está projectado um viaduto entre as faculdades de Arquitectura e de Letras. O entendimento foi alcançado a 27 de Abril, como noticiou o jornal Público, e o relatório da comissão já foi enviado para a Metro.

Em aberto continua o atravessamento do Parque da Cidade. Por sugestão do Município, foi solicitado ao arquitecto Sidónio Pardal, autor do Parque, que estudasse a melhor solução, uma vez que a construção de um segundo viaduto, prevista inicialmente, desagrada às duas entidades. Há duas hipóteses: o enterramento ou a passagem do metro à cota do terreno do Parque da Cidade, a poucos metros do actual viaduto. Sidónio Pardal prefere a segunda.

"Estamos a fazer os estudos para ver a melhor forma de integrar o metro, do ponto de vista funcional, paisagístico e de custos. A possibilidade de enterramento é caríssima e, do ponto de vista paisagístico, é a menos interessante. Não se justifica. Para o Parque seria neutro e indiferente. Se for à superfície, as milhares de pessoas que usarão o metro terão uma paisagem bem mais interessante, em vez de passarem por um túnel escuro", defende, em declarações ao JN, o arquitecto, considerando que o metro do Porto é um "eléctrico rápido" que "convive bem com os peões". Sidónio Pardal crê que o espaço verde não será prejudicado pela opção do atravessamento à superfície.

"Não toca na alma do Parque. É um corredor periférico e exterior ao projecto original. Não há razão técnica, paisagística e urbanística para o enterramento. O metro é uma grande mais valia, pois permitirá que muita gente aceda rapidamente ao Parque", assinala. O arquitecto salvaguarda, no entanto, que a opção será política. E poderá estar para breve. O vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Lino Ferreira, sustenta que as soluções para o Parque deverão ser entregues na próxima semana à Empresa do Metro.

A decisão final cabe à Administração da empresa, embora, como reconheceu o presidente Ricardo Fonseca em entrevista ao JN, necessite do acordo da Autarquia. Em simultâneo, está a ser negociada a passagem do metro na Circunvalação com a Câmara de Matosinhos. A solução mais provável é o enterramento da linha na Rua de Brito Capelo, vencendo a Estrada da Circunvalação em túnel.

O projecto da linha, que será concretizado agora, vai ser enviado ao Governo no pacote global da segunda fase de desenvolvimento da rede do metro. A empresa ainda alimenta a expectativa de lançar o concurso até Setembro. Contactado pelo JN, o Ministério das Obras Públicas não deu resposta.

in: jn.sapo.pt secção "Porto" de 16 Mai/09

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