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25/11/2008

Primeira fase do Metro Sul do Tejo inaugurada amanhã

Com a entrada em funcionamento das linhas Cacilhas-Corroios, Pragal-Corroios e Cacilhas-Universidade, fica concluída, esta quarta-feira, a primeira fase do Metro Sul do Tejo (MST), englobando um total de 17 paragens: Cacilhas, 25 de Abril, Gil Vicente, S. João Baptista, Almada, Bento Gonçalves, Ramalha, Cova da Piedade, Parque da Paz, António Gedeão, Laranjeiro, Sto. Amaro, Pragal, Boa Esperança, Fomega, Monte de Caparica e Universidade.
Na inauguração do metro, vão estar presentes o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e a presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília de Sousa.
Apesar de inaugurado oficialmente quarta-feira, o MST já assegurava a ligação entre os troços de Corroios/Cova da Piedade e Corroios/Universidade do Monte de Caparica desde 30 de Abril de 2007 e 15 de Janeiro deste ano, respectivamente.
Esta primeira etapa do MST tinha um custo estimado inicialmente em 320 milhões de euros e foi comparticipada em 265 milhões pelo Estado. Mas, depois de um atraso de três anos, verificou-se uma derrapagem orçamental de 70 milhões de euros.
Este atraso esteve relacionado com a inviabilização da cedência de terrenos por parte da Câmara de Almada, em 2005, que invocou o incumprimento do contrato da empreitada e da declaração de impacto ambiental, mas também com o traçado do metro no "triângulo da Ramalha", que foi contestado pela população, tendo sofrido algumas alterações em relação ao plano inicial.
A passagem do metro pelo centro da cidade foi também alvo de contestação por parte dos comerciantes locais que, desde o início das obras, em Março de 2003, registaram quebras de vendas entre 30 a 70 por cento, chegando a exigir ao Estado compensações monetárias, em Julho de 2007.
Além da redução do número de estacionamentos, as obras do metro implicaram a redução de vias de circulação automóvel e a supressão de algumas carreiras de autocarros.
A ideia da construção de um metro ligeiro de superfície na margem sul do Tejo foi equacionada pela primeira vez em 1985, no Plano Integrado de Desenvolvimento da Península de Setúbal, vindo dez anos mais tarde, em Abril de 1995, a ser elaborado o primeiro estudo de viabilidade técnica e económica do projecto.
O concurso público para a elaboração do projecto de construção do MST foi lançado em 1999, vindo a obra a ser adjudicada em Julho de 2002, à empresa Metro Transportes do Sul, que resultou de uma parceria entre o Grupo Barraqueiro, Teixeira Duarte e Siemens.
No futuro, prevê-se o alargamento do MST ao Fogueteiro, no Seixal, e Barreiro, concluindo a segunda e terceira fases do projecto, ainda sem data prevista para a sua consecução.
Os comboios circularão entre as 05h00 e as 02h00 da manhã, com intervalos de passagem nas horas de ponta de cinco minutos.
O valor do passe mensal custará 15 euros, enquanto o preço do bilhete simples será de 85 cêntimos. Os utentes de outros transportes públicos, nomeadamente da Fertagus, Transporte Sul do Tejo e Carris, terão de pagar um complemento de 8,50 euros para acederem ao metro.

in: www.tsf.pt secção "Vida" de 25 Nov/08

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