STCP com oferta a 100% aos fins-de-semana.OBRIGATÓRIO USO DE MÁSCARA NOS TRANSPORTES PÚBLICOS.

20/09/2010

O transporte adaptado a pessoas com mobilidade reduzida

Pode-se colocar a pergunta: "Estará hoje o transporte público adaptado às exigências de passageiros com mobilidade reduzida?" Se analisarmos as condições oferecidas pelos diversos operadores de transporte concluímos que Portugal está no bom caminho embora, muita coisa precise de ser feita.
Uma directiva comunitária transposta para a legislação nacional, obriga que a aquisição de novos autocarros obedeçam a determinados requesitos como por exemplo: ter piso rebaixado, espaço para cadeira de rodas e rampa de acesso manual ou automática.
Neste campo, as operadoras de Lisboa e Porto: Carris e STCP, têm desenvolvidos os maiores esforços para adaptar as suas estruturas de transporte a cidadãos de mobilidade reduzida. Mais de 70% da frota de um e de outro operador têm piso rebaixado e espaço para cadeira de rodas sendo que, na STCP mais de 60% da frota tem rampa de acesso automática.
Neste campo, as operadoras podem igualmente desenvolver soluções que facilitem a orientação de cidadãos portadores de deficiência.
A STCP em 2005 inverteu o sentido de espera nas paragens, ou seja, as pessoas passaram a formar a fila de frente para o veículo, sendo que, a porta da rectaguarda passa a estar livre para a saída de passageiros sem atropelos com as pessoas que aguardam o autocarro, e facilitadora para passageiros de mobilidade reduzida que precisem de usar as rampas de acesso para a entrada ou saída do autocarro.
Em 2007 a STCP celebrou com a ACAPO um projecto inovador. Denominado "Acessibilidade para todos" a STCP passou a disponibilizar em todas as paragens informação em brille do código smsbus. Assim, passou a ser possivel a deficientes visuais enviar um sms para saber a chegada do autocarro, e ao receber a mensagem com informação, esta é convertida em voz através de uma aplicação instalada no telemóvel.
A informação em brille inclui informação sobre origem e destino das linhas de autocarro, percurso e se determinada linha tem autocarros adaptados a pessoas com deficiência.
Em simultâneo, sempre que os autocarros da STCP chegam a uma paragem, é emitido um aviso sonoro para o exterior do veículo informando os utentes sobre a linha e o destino.
Também instalado há vários anos no interior dos autocarros da STCP, é o aviso de "próxima paragem" através de informação visual e sonora.
Recentemente a STCP foi premiada ao vencer a primeira edição do Prémio "Acessibilidade aos Transportes", atribuído pelo Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres. A operadora garante que até ao final de 2010 terá 100% da frota com piso rebaixado e 66% com rampa de acesso automática.
A Carris por seu turno, irá apresentar este mês um conjunto de iniciativas integradas no 138º aniversário da empresa, que decorre em simultâneo com as comemorações da Semana Europeia da Mobilidade, dirigidas a cidadãos especificos. As paragens da empresa terão informação em brille à semelhança do que fez a STCP, permitindo a utentes com deficiência visual aceder ao serviço de mensagens escritas.
A impresa vai disponibilizar ainda, cd's com informação áudio dos percursos, paragens e interfaces.
O site da Carris vai ser adaptado, permitindo aos cidadãos com necessidades especiais aceder a conteúdos web.
No dia 22 na Gare do Oriente serão apresentados trinta novos autocarros articulados que cumprindo as normas legislativas actuais, dispôem de rampa de acesso, espaço para cadeira de rodas e piso rebaixado.

Também o transporte ferroviário se vai adaptando a estas necessidades. Os metropolitanos têm apostado na melhoria das condições de acesso a passageiros de mobilidade reduzida. As composições são modernas e dispôem de espaço apropriado para o transporte de pessoas em cadeira de rodas, sendo que a este nível, o Metro do Porto desenvolveu um projecto único a nível mundial.  O "Nave" em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto permite que através de uma aplicação de telemóvel, os utentes possam ser conduzidos pelas estações, incluindo zonas de compra e validação de bilhetes, até à entrada das composições, sem necessidade de ajuda humana.

Nos comboios a situação não é tão animadora. Nos principais eixos como os comboios de longo curso, os suburbanos de Lisboa e Porto, alguns comboios regionais, e a Fertagus, as composições estão preparadas para oferecer a passageiros com necessidades especiais espaço para acomudação de cadeira de rodas, informação sonora, etc. Contudo, nem sempre as estações estão preparadas para acolher utentes com necessidades especiais seja pela falta de acessos para a condução de cadeira de rodas, plataformas que não estão ao nível da entrada para os comboios, falta de informação em brille para cidadãos invisuais, e de informação sonora.

Em muitas outras localidades infelizmente, o cenário é ainda um pouco cinzento. Muitas empresas operam com uma frota antiga e portanto, não preparada para estas situações, embora o cenário a pouco e pouco vá mudando.

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