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16/02/2008

Refer encerra passagens de nível no Vale do Vouga

A REFER vai encerrar meia centena de passagens de nível na Linha do Vale do Vouga e automatizar a maioria das restantes, anunciou ontem à Lusa fonte da empresa.
Segundo fonte do gabinete de comunicação da REFER, está em curso um plano específico para a redução da sinistralidade na Linha do Vouga, “o qual compreende a supressão de cerca de 50 passagens de nível e automatização da maioria das que subsistirem”.

Uma passagem por cada 600 metros
De acordo com dados da REFER, na Linha do Vouga, em média, existe uma passagem de nível (PN) por cada 600 metros de via-férrea, enquanto a média nacional é de uma PN por cada 2.200 metros. Em 2006, cerca de 40 por cento do total dos acidentes em passagens de nível ocorreram na Linha do Vouga, segundo a mesma fonte. Entre as passagens de nível a automatizar contam-se as de Esgueira, Santa Joana, Eixo, Travassô, Cabanões, Casal de Álvaro, Oronhe, Águeda, Mourisca, Valongo e Macinhata do Vouga. A empreitada relativa à automatização destas passagens de nível foi já objecto de concurso por negociação, sendo o prazo de execução de 225 dias, estando prevista para o próximo mês a consignação da obra. A falta de guardas na generalidade das passagens de nível e em algumas estações da Linha do Vouga, faz com que diariamente se assista a um ritual pouco comum, já que as cancelas são fechadas por um “manobrador” que segue na composição ferroviária e que é obrigada a parar antes, para o comboio as poder atravessar.

Abrir e fechar cancelas
Além do maquinista e revisor, as composições levam o “manobrador”, cuja função é precisamente abrir e fechar cancelas.
O comboio pára e o manobrador sai, com a manivela na mão, para fechar a cancela. O comboio arranca e pára novamente, à espera que a cancela seja aberta e o manobrador entre. Antigamente, quando a linha ainda funcionava entre Viseu, Aveiro e Espinho, as passagens de nível tinham guardas, normalmente mulheres. O resultado é que o “manobrador” que viaja na composição chega primeiro do que o próprio comboio, para fechar as cancelas e, mesmo em algumas estações, tem de sair do comboio para confirmar, por telefone, que a linha está livre e pedir autorização para que a viagem prossiga.

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A saber...
Linha faz 100 anos em Novembro
A Linha do Vouga deixou de ligar Aveiro e Espinho a Viseu na década de 70, tendo o encerramento da linha sido justificado, no final do Estado Novo, com a ocorrência de incêndios florestais, alegadamente provocados pelo comboio, que ainda era a vapor. Após o 25 de Abril, por pressão das populações, o “Vouguinha” voltou a funcionar e a linha foi reaberta, o que levou a ser apelidado do “comboio do povo”, mas já sem a ligação a Viseu, e os comboios a vapor foram substituídos por automotoras, tendo sido diminuto o investimento feito de então para cá. A Linha do Vouga comemora o centenário a 23 de Novembro.

in: www.oprimeirodejaneiro.pt de 16 Fev/08

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