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16/12/2007

Metro até à Caparica depende de estudos

A extensão do Metro Sul do Tejo (MST), cuja primeira fase está ainda por concluir, ao Fogueteiro, Lavradio e Costa de Caparica merece o aval do Governo, caso seja comprovada a viabilidade económica das novas linhas.

"Não será da parte do Governo que as coisas não se concretizarão", garantiu ontem o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, durante a cerimónia de inauguração da segunda etapa da primeira fase do MST, entre a Cova da Piedade e a Universidade.

"Podemos sonhar com a ligação ao Fogueteiro, Lavradio e também Costa de Caparica. Saibamos nós responder às necessidades objectivas das populações", afirmou Mário Lino. O desafio fora lançado pela presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa "Dentro de alguns anos será possível chegar ao Lavradio, no Barreiro, e ao Fogueteiro, no Seixal. E também já estão apontados os carris para a Costa de Caparica".

Tendo em conta os atrasos na conclusão de toda a rede, prevista inicialmente para Dezembro de 2005 e agora agendada para Novembro de 2008, o ministro assumiu não ter sido "por acaso" que foi aberto em Maio um troço de quatro quilómetros, entre Corroios e a Cova da Piedade, que atrai poucos passageiros. "Nós considerámos que era importante o hábito. A população começa a ver o metro a andar", explicou.

Lino enalteceu a cooperação entre Estado, Poder Local e concessionária no desenvolvimento do MST. "Se este espírito se mantiver, nós teremos um projecto de sucesso para bem dos almadenses, dos seixalenses e de todos os que sejam servidos pelo metro", concluiu. Por seu lado, Maria Emília de Sousa exprimiu um sonho "Espero um dia podermos ver a ligação do metro de Lisboa à Margueira". Uma referência ao projecto Almada Nascente - Cidade da Água, que acolherá no prazo de 20 anos 15 mil habitantes e 14 mil trabalhadores, entre Cacilhas e Cova da Piedade.

A primeira fase do MST, orçada em 390 milhões de euros, estará concluída a 27 de Novembro de 2008, com a inauguração da linha Cacilhas-Universidade. Só depois dessa data será analisada a hipótese de avançar para a segunda fase, até ao Fogueteiro, e para a terceira, até ao Lavradio.

A ligação à Caparica merece ponderação, devido à grande afluência de pessoas, na época balnear. Porém, não está consignada no contrato assinado em Julho de 2002 entre o Estado e a Metro Transportes do Sul, que irá explorar a rede do MST até 2032.

Utente-alvo estudantes

A viagem inaugural da segunda etapa do Metro Sul do Tejo, até à Universidade do Monte de Caparica, foi considerada "excelente" pelo ministro dos Transportes. "É muito confortável, é seguro e introduz melhor qualidade de vida", disse Mário Lino, explicando que com este novo troço o percurso Corroios-Pragal passa a ser feito em 15 minutos e Pragal-Universidade em cinco. A nova ligação entrou em funcionamento após a cerimónia de inauguração e vários utentes experimentaram-na. "Isto vai ser uma maravilha. Sou 100% a favor do metro", disse ao JN Manuela Diogo, de 67 anos. "Antigamente, o metro ia de parte nenhuma para lado nenhum. Para o Pragal, há poucos transportes e agora temos um mais rápido, frequente e cómodo", afirma Sílvia Januário, 35 anos. Segundo a presidente da Câmara de Almada, o pólo universitário do Monte de Caparica tem mais de 13 mil alunos, o público-alvo do novo troço. "É o garante de que o projecto tem todas as condições para ter êxito", frisa Maria Emília de Sousa. A primeira viagem só teve um percalço, junto à paragem da Ramalha, onde a maquinista teve de travar, porque Rosalina de Freitas, de 57 anos, se colocou no meio da linha, para alertar o ministro. "Há coisas que não estão bem. Outras situações podem ocorrer", alertou, ao JN, insistindo no problema da segurança.

in: www.jn.pt secção país de 16 de Dez/07

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