08/12/2007

Governo não fecha a porta a linha subterrânea do Metro do Porto

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, disse, ontem, que o Governo aguarda uma proposta concreta da Metro do Porto para estudar a viabilidade da nova linha circular subterrânea projectada pela empresa para servir alguns dos maiores núcleos populacionais da cidade. Igualmente cauteloso, o presidente da empresa, Valentim Loureiro, declarou tratar-se de "uma linha muito importante, se e quando vier a ser feita".

Confrontado pelo JN à margem do debate parlamentar de urgência sobre obras públicas, Mário Lino não fechou a porta à ideia avançada pela Metro do Porto. Lembrando que "a questão não consta do acordo" assinado pelo Governo para a construção da segunda fase do metro, o ministro passou a bola para a empresa cuja comissão executiva é liderada por Oliveira Marques. "Se querem introduzir esta alteração ao projecto, que a estudem e a apresentem ao Governo", disse Mário Lino.

Também Valentim Loureiro lembrou, ontem, que a linha circular subterrânea proposta para o Porto não faz parte do pacote definido para a segunda fase e previsto no memorando de entendimento assinado entre o Governo e a Junta Metropolitana do Porto (JMP). Em suma, não houve ainda uma discussão formal no âmbito da segunda fase de expansão da rede do metro. O que há é uma proposta lateral, ao Governo, no âmbito dos PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional).

Seja como for, a ideia da linha circular surgiu no âmbito dos estudos técnicos que a Metro mandou fazer para a segunda fase. E, para demonstrar as suas vantagens, Valentim comparou-a a "uma espécie de guarda-chuva". A linha circular será aquela que irá unir as várias "varetas" que são as diferentes linhas da Área Metropolitana. Além disso, destacou a importância da obra para a revitalização do Porto e, em particular, do centro histórico.

Da parte dos restantes autarcas, aguarda-se pela discussão e apresentação de uma proposta. "Seria muito interessante que, antes de se apresentarem as propostas na Comunicação Social, o Conselho de Administração da Metro do Porto e a JMP, na qualidade de accionista, as discutissem", lamentou Marco António Costa, vice-presidente da Câmara de Gaia, quando foi noticiada a nova linha.

www.jn.pt secção Porto de 8 de Dez/07

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