STCP com oferta a 100% aos fins-de-semana.OBRIGATÓRIO USO DE MÁSCARA NOS TRANSPORTES PÚBLICOS.

06/09/2008

Transportes públicos ganham novos clientes

Há cada vez mais condutores a deixar o carro em casa e a utilizar transportes públicos. O sistema ferroviário registou, no primeiro semestre, o volume mais elevado de passageiros dos últimos seis anos e o metro ganhou clientes.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, o tráfego total em comboios suburbanos e interurbanos atingiu 79,7 milhões de passageiros, no primeiro semestre. Este valor não só representa um crescimento de 1,4%, em termos homólogos, como é necessário recuar seis anos nos registos do INE para encontrar um volume total de passageiros mais elevado, até Junho (81,5 milhões, em 2002).

A crescente utilização de comboios nas deslocações dá-se em paralelo com uma maior captação de clientes por parte do metro, quer em Lisboa quer no Porto. Foi no sistema nortenho que se deu a maior subida. O metro do Porto transportou 25,5 milhões de passageiros, no primeiro semestre, mais 4,2% do que em igual período do ano passado, em que foram transportados cerca de 24,5 milhões de pessoas. O ganho de cerca de um milhão de passageiros significa, em termos médios, cerca de novos 5500 passageiros diários.

No metro de Lisboa, houve um crescimento de 0,8% no número de passageiros, que ascendeu a 91,9 milhões, mais 730 mil do que no semestre homólogo, aproximadamente. Em média, há quatro mil novos clientes diários. O INE aponta ainda para o aumento do transporte fluvial: os 15,6 milhões de passageiros registados nesta modalidade de transporte representam uma subida de 3,8%, face a 2007.

Na base do aumento da utilização de comboios, metros e ligações de barco estará a transferência de utilizadores de viaturas particulares para os transportes colectivos. O período a que reportam os dados do INE coincide com os meses em que o preço dos combustíveis bateu recordes sucessivos.

Os dados de tráfego rodoviário conhecidos até à data reforçam esta tese. A Brisa, que detém a principal fatia das auto-estradas nacionais, regista um decréscimo de 1,6% no tráfego total, no primeiro semestre. A Lusoponte, concessionária das duas travessias do rio Tejo, regista quebras de 0,5% na ponte 25 de Abril e 1,1% na Vasco da Gama, também nos primeiros seis meses do ano.

in: www.jn.pt secção "Sociedade" de 6 Set/08

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